Sem tração, vendas do comércio recuam 4,5% em março YoY, interrompendo sequência de 7 sete meses de alta

As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 4,5% em março na comparação com março do ano anterior, interrompendo uma sequência de 7 sete meses de alta nesta base de comparação. Foi também a variação negativa mais acentuada desde dezembro de 2016 (-4,9%), segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. Segundo o Instituto, a queda nesta base de comparação foi pressionada significativamente pelo efeito calendário do carnaval, uma vez que março deste ano teve menos dias úteis, e a Páscoa este ano caiu em abril, o que impactou diretamente a atividade varejista de supermercados e hipermercados, a qual tem peso de quase 50% no indicador. Concomitantemente a esse fator, a REAG aponta que a perda de força da recuperação da atividade varejista tem sido provocada, majoritariamente, pela queda da confiança e o elevado nível de desemprego. Continuar lendo Sem tração, vendas do comércio recuam 4,5% em março YoY, interrompendo sequência de 7 sete meses de alta

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Copom coloca o “gato no telhado” e abra janela de possibilidade para queda da Selic no curto prazo

Não obstante da decisão unânime de manter a Selic em 6,5% ao ano ontem, atendendo amplamente às expectativas do mercado, a leitura da REAG identifica nas entrelinhas do comunicado do Copom que o Banco Central cogita a possibilidade de colocar o “gato em cima do telhado”. Em outras palavras, o comunicado da decisão indica a probabilidade de existir uma discreta janela para o colegiado passar a considerar um corte de juros diante da patinada da economia e da atividade neste ano. Continuar lendo Copom coloca o “gato no telhado” e abra janela de possibilidade para queda da Selic no curto prazo

Agenda Econômica Semanal – 5 a 12 de maio de 2019

Na quarta, teremos o principal evento da semana, a reunião do Copom. Apesar da expectativa de manutenção da Selic, será importante acompanhar a avaliação do Banco Central acerca da pressão de curto prazo na inflação e da atividade corrente mais fraca. No encontro, acreditamos que o Banco Central deve manter a taxa básica de juros em 6,5%. No que se refere à justificativa da decisão, a autoridade monetária deve alegar que o cenário segue pautado por incertezas domésticas. Avaliamos que a autoridade monetária deve reconhecer os sinais de enfraquecimento da atividade, porém, deve também indicar aumento da inflação corrente devido a choques. Acreditamos na manutenção da visão de que o balanço de riscos está equilibrado e também da orientação futura para a política monetária, segundo a qual as ações do BCB devem ser pautadas por cautela, serenidade e perseverança. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 5 a 12 de maio de 2019

Produção industrial despenca 6,1% em março, levantando dúvidas sobre a velocidade da retomada do crescimento econômico

A produção industrial brasileira perde fôlego e performa abaixo das expectativas em março, acendendo a luz amarela quanto à velocidade da retomada do crescimento econômico. No confronto com março de 2018, a indústria despencou 6,1%: queda mais intensa desde maio de 2018. O indicador apresentou também recuou na comparação com fevereiro, com retração de 1,3%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Nessa base de comparação, o resultado de março é o pior desde setembro de 2018, quando a indústria perdeu 2,1% da produção. O consenso de mercado projetava uma queda neste indicador em março, mas não tão acentuada. De acordo com sondagem da agência Bloomberg e Reuters, os economistas apontavam que a indústria recuaria 0,7% no período. Continuar lendo Produção industrial despenca 6,1% em março, levantando dúvidas sobre a velocidade da retomada do crescimento econômico

Às vésperas do Dia do Trabalho, 1 em cada 4 trabalhadores está subutilizado no Brasil: taxa recorde

Amanhã comemoramos o Dia de Trabalho, apesar de não termos muito o que comemorar.  A taxa de subutilização da força de trabalho brasileira bateu recorde no primeiro trimestre de 2019, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE, atingindo 25% da força de trabalho. Ou seja, a cada 100 trabalhadores, 25 estão sendo subutilizados, dos quais 13 estão efetivamente desempregados, entre 6 e 7 estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, 4 estão em desalento (precisam trabalhar, mas desistiram de buscar uma vaga de trabalho por motivos diversos) e o restante não tem intenção de encontrar um emprego. Isso significa que 28,3 milhões de brasileiros não trabalharam (a maioria desempregados e desalentados) ou trabalharam menos do que gostariam no período. É o maior índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Em linhas gerais, o desemprego continua elevado porque o cenário de crescimento e de investimento no país se mantém simplesmente medíocre. Continuar lendo Às vésperas do Dia do Trabalho, 1 em cada 4 trabalhadores está subutilizado no Brasil: taxa recorde

Agenda Econômica Semanal – 19 de abril a 5 de maio de 2019

Na agenda doméstica, os destaques serão a produção industrial de março e o IGP-M de abril. Esses indicadores não devem alterar nossa leitura atual de uma retomada ainda lenta e gradual da atividade e inflação pressionada no curto prazo. Na Câmara, feriado, pode prejudicar tramitação da reforma.

Nossa expectativa para os dados de atividade na semana não é animadora para o encerramento do 1º trimestre do governo Bolsonaro. A produção industrial de março sai no dia 3 (sexta-feira) e estimativa mediana aponta queda de 0,8% MoM e 4,9% YoY. A taxa de desemprego também de março será divulgada no dia 30 de abril (terça-feira) e deve subir de 12,4% para 12,9%. Agenda ainda prevê resultado fiscal. O IGP-M, divulgado nesta segunda-feira, subiu 0,92% em abril, desacelerando do patamar de 1,26% alcançado em março. A taxa, contudo, foi a maior para o mês desde 2015, quando havia sido de 1,17%. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 19 de abril a 5 de maio de 2019

Agenda Econômica Semanal – 1 a 7 de abril de 2019

O mercado financeiro começa o segundo trimestre hoje se ajustando ao tom positivo no exterior, após uma recuperação da indústria da China, e de olho na reforma da Previdência. A semana tem agenda econômica mais fraca e o investidor deve ficar à espera da audiência na quarta-feira do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que deveria ter ocorrido na semana passada. Além disso, há expectativas pela entrega do parecer do relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência, o deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), à CCJ da Câmara, prevista para o dia 9 de abril, além da votação da admissibilidade do texto, no dia 17. Até lá, o risco de surgir a qualquer momento um novo atrito político poderá levar o investidor a calibrar seu otimismo em relação à aprovação da proposta. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 1 a 7 de abril de 2019

Ata do Copom: Selic pode ser cortada #SQN

Apesar de a ata do Copom, divulgada na manhã desta terça-feira, sinalizar bons motivos para se cortar a taxa básica de juros, o documento indica que a autoridade monetária não mexerá na Selic por enquanto. De acordo com o texto, seriam basicamente esses os fatores que sustentariam um possível corte nos juros:

Ancoragem das expectativas inflacionárias;
Ociosidade no mercado de fatores, com destaque para o mercado de trabalho, e
Juros no exterior baixos;
Na semana passada, o Banco Central optou perla manutenção da taxa de juros no seu piso histórico de 6,5% ao ano e indicou que, diante da retomada econômica aquém das expectativas, o balanço de riscos para a inflação ficou simétrico, com pesos iguais tanto para cima quanto para baixo. A decisão, a primeira com Roberto Campos Neto no comando da autoridade monetária, tirou o impedimento explícito que o Banco Central vinha apontando para possivelmente diminuir os juros à frente. Continuar lendo Ata do Copom: Selic pode ser cortada #SQN

Agenda Econômica Semanal – 25 a 31 de março de 2019

O destaque da agenda doméstica será a comunicação da nova diretoria do BC, com ata do Copom e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), além das divulgações do IPCA-15 e de dados do mercado de trabalho. As atenções no RTI estarão voltadas às projeções de PIB de 2019 (que deve cair ante os 2,4% apontados anteriormente) e de inflação, que já podem incorporar, para este ano, o anúncio da ANEEL feito nesta semana, de redução dos custos previstos para este ano, com impactos baixistas sobre os preços de energia. Esperamos altas de 0,52% para o IPCA-15 e de 1,25% para o IGP-M, ambos de março. A despeito de alguma pressão de preços agrícolas, os núcleos deverão continuar comportados. Teremos ainda as divulgações de indicadores de mercado de trabalho de fevereiro (Pnad Contínua e Caged), que devem mostrar um quadro ainda fraco, apesar da possibilidade de antecipação de contratações por conta do Carnaval em março, além de sondagens conjunturais com empresários. Além disso, o BC divulgará as notas do setor externo, de crédito e de política fiscal referentes a fevereiro. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 25 a 31 de março de 2019