Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de março de 2018

Semana com indicadores importantes tanto na agenda doméstica quanto na internacional: IPCA, mercado de trabalho nos EUA e decisão do BCE

Nesta semana, os olhos do mercado local estarão voltados para o PIM e IPCA, enquanto as atenções globais estarão voltadas para o mercado de trabalho nos EUA, decisão do BCE e China. Em semana com muitos indicadores relevantes, os olhos do mercado se voltarão, na agenda doméstica, para a produção industrial de janeiro (amanhã), que deve trazer recuo na margem, e o IPCA de fevereiro (sexta-feira), para o qual projetamos variação de 0,33% e núcleos ainda comportados. O IPCA de fevereiro deve acelerar de 0,29% para 0,32%, por causa das mensalidades escolares e das tarifas de Ônibus urbano. Na terça-feira, a produção industrial de janeiro deve mostrar recuo de 2,2% (MoM), compensando parcialmente a forte alta vista em dezembro (2,8%). Além dessa dinâmica, a queda de 2,8% (MoM) da produção de aço de janeiro e o recuo de 1,9% na importação de Bens Intermediários dão suporte à nossa análise. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de março de 2018

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Agenda Econômica Semanal – 26 de fevereiro a 4 de março de 2018

Na agenda doméstica, os destaques serão o PIB, indicadores do setor externo, crédito e política fiscal de janeiro

O mercado doméstico estará atento aos dados de arrecadação em uma semana movimentada que tem como destaque a divulgação do PIB de 2017. Nesta segunda-feira, atenção para os dados divulgados há pouco da dívida pública federal[1], investimento estrangeiro direto e conta corrente. Às 14h30, serão divulgados os dados de arrecadação de janeiro, com estimativa de R$ 147,1 bilhões. Às 15h, serão divulgados os dados da balança comercial semanal. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 26 de fevereiro a 4 de março de 2018

IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) veio bom e reforçou a nossa expectativa de que a economia brasileira cresceu acima de 1% em 2017. Além disso, os números melhores de atividade devem permitir um crescimento do PIB muito próximo a 3,00% em 2018. Acreditamos que o consumo deve impulsionar a atividade econômica deste ano, porém, não descartamos um resultado um pouco maior que o esperado para os investimentos. Continuar lendo IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de fevereiro de 2018

A semana começa com a expectativa de menor liquidez nos mercados por conta do feriado nos Estados Unidos, enquanto as atenções no Brasil se voltam para a votação sobre a intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro e para os dados da economia: IBC-Br e IPCA-15. O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 1,04% em 2017, informou na manhã desta segunda-feira o Banco Central (BC). O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Este é o primeiro avanço anual após três anos de queda, desde 2013, quando havia subido 4,48%. O resultado ficou dentro do esperado pelo mercado financeiro. Conforme levantamento junto ao mercado, as estimativas para 2017 variavam de +0,90% a +1,20%, com mediana de +1,10%. Considerado uma espécie de prévia do BC para o PIB por analistas, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2017 é de avanço de 1,0%, sendo que este número havia sido informado em dezembro. O IBGE divulgará o dado oficial do PIB do ano passado apenas no dia 1º de março. Para 2018, o BC estima um crescimento de 2,6% para a economia. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de fevereiro de 2018

Banco Central não descarta novo corte de juros

O tom da Ata do Copom, considerada “dovish” (suave) pela REAG, não descarta a possibilidade de haver mais um corte da taxa Selic na reunião de março. Isso posto, uma vez que a sinalização de que o ciclo de cortes na taxa Selic pode ser interrompido na próxima reunião do Copom não foi uma unanimidade entre os membros do colegiado, segundo revelou a ata do encontro da semana passada. Na ocasião, a autoridade monetária desacelerou o passo e cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, ao novo patamar recorde de 6,75% ao ano. Segundo o comunicado divulgado com a nova taxa, o patamar foi definido graças à melhor recuperação da atividade econômica doméstica. Continuar lendo Banco Central não descarta novo corte de juros

Agenda Econômica Semanal – 14 a 18 de fevereiro de 2018

Apesar do feriado de carnaval, teremos importantes eventos na semana. O Banco Central deve trazer elementos adicionais em sua ata, explorando quais hipóteses estão em seu cenário base para o encerramento do ciclo de afrouxamento da política monetária. A agenda de indicadores estará esvaziada, com destaque para a Pesquisa de Serviços de dezembro, que deve calibrar as projeções finais para o PIB de 2017. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 14 a 18 de fevereiro de 2018

IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

O índice de inflação oficial, o IPCA, desacelerou de 0,44% para 0,29% na passagem de dezembro para janeiro, o menor resultado para o mês desde a criação do Plano Real em fevereiro de 1994, enquanto as estimativas apontavam para uma alta de 0,41% no mês passado. Em base anual, o avanço foi de 2,86%, também abaixo das projeções de 2,98%. Uma inflação controlada gera expectativa de que o Banco Central conseguirá manter os juros no nível atual por mais tempo, como alimenta o “recado” deixado pelo Copom ontem de que o corte anunciado ontem foi o último do atual ciclo de ajuste monetário: a décima-primeira queda consecutiva baixou a taxa para 6,75% ao ano, o menor patamar desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. Continuar lendo IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

Copom reduze a Selic para 6,75%, a menor taxa desde 1999

O Copom do Banco Central anunciou há pouco a redução da Selic em 0,25 ponto porcentual, para 6,75% ao ano, por votação unânime sem viés. Essa era a expectativa da REAG, posicionando a taxa básica de juros ao seu menor patamar desde 1999, quando a instituição passou a divulgar metas para o índice como ferramenta de política monetária. Foi a 11ª redução consecutiva da taxa de juros e se sustenta pela grande ociosidade deixada pela crise, que deve fazer o país crescer sem grandes pressões inflacionárias do lado da demanda. A decisão, amplamente esperada pelo consenso de mercado foi praticamente anunciada na ata de dezembro. Como nada de extraordinário aconteceu desde então, o mercado já precificava esse corte. De qualquer forma, fixar a Selic em 6,50% ou em 6,75% pouca diferença faz para um mercado que se acostumou a ver os juros na casa dos dois dígitos ao longo dos últimos quatro anos. Continuar lendo Copom reduze a Selic para 6,75%, a menor taxa desde 1999

Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de fevereiro de 2018

A semana que antecede o carnaval traz uma agenda pujante para os mercados financeiros. A reunião de política monetária do Banco Central, amanhã e quarta-feira, o IPCA de janeiro na quinta-feira e a volta do Congresso Nacional hoje são os destaques locais da semana. Para o Copom, nossa atenção estará no comunicado, que poderá indicar se esse é o fim do ciclo de alívio monetário, uma vez que é praticamente unânime entre os economistas do mercado que o Banco Central optará por um novo corte da Selic de 0,25 ponto na primeira reunião de 2018, que passaria para 6,75%, renovando sua mínima histórica. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de fevereiro de 2018

Após 3 anos de queda, produção industrial cresce 2,5% em 2017, puxada pela recuperação da indústria automotiva

Após amargar 3 anos seguidos de perdas, a indústria brasileira voltou a crescer e fechou 2017 com crescimento de 2,5%. De acordo com o IBGE, no ano passado a indústria teve o melhor resultado desde 2010, quando a produção industrial havia avançado 10,2%. No ano, quem puxou a expansão da indústria foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 17,2%. No setor automotivo, a expansão foi puxada pela exportação recorde de 762 mil veículos e por aquisições de empresas e taxistas no mercado interno. As vendas no varejo, para o consumidor comum, ainda não se recuperaram, segundo dados da Fenabrave. Continuar lendo Após 3 anos de queda, produção industrial cresce 2,5% em 2017, puxada pela recuperação da indústria automotiva