Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de julho de 2018

Ofuscado pelo brilho da Copa, semana tem retração industrial e IPCA salgado como reflexo da paralisação dos caminhoneiros 

No Brasil, a produção industrial e o IPCA deverão refletir os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. Contaminados pelos impactos da greve, a produção industrial de maio deverá mostrar forte retração, enquanto o IPCA de junho deverá reportar forte aceleração dos preços, especialmente de produtos alimentícios. Para os dois indicadores, consideramos que os resultados apresentados não revelam tendência, mas sim efeitos transitórios que se dissiparão à frente. Caso a retração projetada pela REAG para a produção industrial (quarta-feira) se confirme, essa será a maior queda na série histórica do setor: os indicadores antecedentes do setor mostraram números bastante negativos, corroborando para a projeção pessimista do setor no mês. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de julho de 2018

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Agenda Econômica Semanal – 25 de junho a 1 de julho de 2018

As atenções da semana estarão voltadas à ata do Copom e ao Relatório Trimestral de Inflação

Na agenda doméstica, o radar do mercado está voltado para a Ata do Copom e ao Relatório Trimestral de Inflação. Os documentos deverão trazer tom semelhante ao comunicado divulgado após a reunião desta semana, com detalhamento do cenário de inflação e do balanço de riscos considerado no momento. Na quarta, o Banco Central do Brasil (BCB) divulgará a Ata do COPOM, documento que vem ganhando importância, após a surpresa da manutenção da Selic na reunião o Copom de mai/18. Na Ata, a instituição deve avaliar que o cenário permanece incerto e condicionar suas próximas decisões ao comportamento dos dados e do cenário externo. Enquanto isso, a instituição deve continuar reforçando que não há relação mecânica entre o câmbio e a política monetária. Acreditamos que o BCB não deve sinalizar para alta de juros em 2018. Na quinta, o BCB divulgará o Relatório Trimestral de Inflação do 2T18. No documento, a autoridade monetária deve reduzir suas estimativas para o PIB de 2018 (2,6% para algo entre 2,0% e 1,5%), em razão dos efeitos da greve dos caminhoneiros e da deterioração das condições financeiras. Além disso, o BCB deve fazer considerações sobre o impacto da paralisação e do choque cambio sobre a inflação. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 25 de junho a 1 de julho de 2018

REAG mantém perspectiva de Selic estável no 2º semestre de 2018

Após o Copom anunciar, ontem, a manutenção da Selic em 6,5% ao ano, a REAG reitera seu cenário de manutenção da taxa de juros nesse patamar ao longo do 2º semestre deste ano. Muito provavelmente a política monetária permanecerá inalterada até que as expectativas em relação às eleições presidenciais, em outubro, tomem mais corpo, apesar de esperados apenas impactos temporários na inflação com a greve dos caminhoneiros e a alta do dólar. A decisão, novamente unânime, corroborou a expectativa largamente predominante nos mercados; e, desta vez, veio em linha com a sinalização recente do Copom. Continuar lendo REAG mantém perspectiva de Selic estável no 2º semestre de 2018

Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de junho de 2018

No Brasil, a agenda semanal vem pesada com os dados de vendas no varejo de abril, o volume de serviços e o IBC-Br de abril, além dos indicadores de nível de preços. O varejo restrito de abril (quarta-feira) deve crescer 1,0% (M/M). Os bons indicadores coincidentes, como o das consultas ao SCPC (3,0%, M/M) e o das vendas dos supermercados (0,4%, M/M, Abras | 0,2%, M/M, Boa Vista), dão suporte à nossa análise. No conceito ampliado, o comércio deve avançar 2,5% (M/M) devido ao forte comércio do setor automotivo (9,7%, M/M, Fenabrave | 3,2%, M/M, Anfavea). Projetamos ligeiro crescimento do IBC-Br, (sexta-feira) refletindo não só a expansão já registrada na indústria, mas também o melhor dinamismo no comércio e, em menor escala, em serviços. O IBC-Br de abril deve mostrar alta de 0,7% (M/M). O resultado deve refletir nossa perspectiva positiva para o varejo ampliado e o resultado acima das expectativas da produção industrial (0,8%, M/M). Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de junho de 2018

Paralisação dos caminhoneiros leva IPCA de maio muito além das projeções (+0,40%) e REAG prevê inflação perto de 0,80% em junho

O IPCA subiu 0,40% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, superando largamente as expectativas da REAG (+0,29%) e do mercado (mediana em +0,30%), com projeções que variavam de +0,20% até +0,50%. A alta foi pressionada basicamente pelo aumento mais forte nos preços dos combustíveis e os impactos diretos e indiretos da paralisação dos caminhoneiros no consumo. O indicador ficou 0,18 ponto porcentual maior que o registrado em abril (+0,22%). No acumulado do ano, a alta foi de 1,33%, o menor nível para um mês de maio desde a implantação do Plano Real, em 1994. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 2,86%. A taxa segue abaixo do piso da meta do governo – que é de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto porcentual para baixo (3%) ou para cima (6%). Continuar lendo Paralisação dos caminhoneiros leva IPCA de maio muito além das projeções (+0,40%) e REAG prevê inflação perto de 0,80% em junho

Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de junho de 2018

Produção Industrial e inflação estão no radar da semana

Resultados da produção industrial e da inflação ao consumidor serão os destaques da agenda doméstica. Na terça-feira, a produção industrial de abril deve apresentar variação nula. Sobre os indicadores coincidentes, há números mistos. De um lado, temos a Anfavea apontando crescimento de 8,4% da produção de veículos. De outro lado, destaque para o Instituto Brasileiro de Siderurgia apontando queda de 3,1% na produção de aço em abril, algo que pode ser reflexo da possível taxação adicional americana na importação do aço brasileiro. Na quinta-feira, é a vez de conhecermos os números da FGV sobre mercado de trabalho de maio (IAEmp – Indicador Antecedente de Emprego e ICD – Indicador Coincidente de Desemprego). Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de junho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 28 de maio a 3 de junho de 2018

PIB, resultados fiscais, crédito e taxa de desemprego são os destaques da agenda doméstica nesta semana com feriado

Apesar do feriado na quinta-feira, a semana terá importantes divulgações, como a do PIB (quarta-feira). O PIB1T18 deve mostrar crescimento de 0,3% (T/T). Do lado da oferta, destaque para o PIB de Serviços (0,2%, T/T), impulsionado pelo bom comércio do varejo ampliado (1,0%, T/T), que, por sua vez, vem sendo estimulado pelas fortes vendas do setor automotivo (8,4%, T/T). O setor Agropecuário (1,8%, T/T) também deve ajudar. Do lado da demanda, o Consumo deve ser o vetor mais importante, refletindo a inflação baixa e a trajetória ascendente da massa salarial real. Os Investimentos também devem contribuir positivamente, refletindo a política de flexibilização monetária. Porém, tal contribuição deve ser modesta, uma vez que as incertezas sobre as eleições e os efeitos da não realização de uma reforma da previdência devem limitar o apetite por risco dos empresários. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 28 de maio a 3 de junho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de maio de 2018

A agenda doméstica terá como foco principal a decisão do Copom, que deve cortar a taxa Selic de 6,75% para 6,25%, o que levará a Selic ao seu menor patamar histórico. Acreditamos que as condições correntes da atividade e inflação continuam prescrevendo novo corte da taxa básica de juros, ainda que o balanço de riscos para a inflação tenha piorado nas últimas semanas com a desvalorização cambial. Como justificativa, a autoridade monetária deve avaliar que a inflação segue com trajetória benigna e a atividade econômica está com recuperação ainda consistente, apesar dos números mais fracos. Além disso, a fala do presidente do Banco Central, durante o mês de março, considerando que a instituição tem reservas suficientes para suavizar variações bruscas do dólar, amenizou a relevância do tema para decisão de política monetária de maio, abrindo caminho para mais um corte da Selic. Com a decisão, acreditamos que a instituição deve encerrar o ciclo de flexibilização da política monetária e o comunicado deve apresentar esse posicionamento de forma clara. Tal decisão, no entanto, diminui o risco de postergação da convergência da inflação para a meta. De fato, os modelos do Banco Central devem apontar resultados ao redor da meta neste e no próximo ano. Ainda será conhecido o resultado da Pesquisa mensal de serviços de março e o IBC-Br do mês, consolidando os resultados do 1º trimestre, para o qual esperamos ritmo modesto de recuperação. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de maio de 2018

IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio

Não obstante à escalada do dólar e dos preços do petróleo, a Selic deve recuar 0,25 ponto percentual, para 6,25% ao ano, na próxima reunião do Copom, marcada para 15 e 16 de maio. Em declarações recentes, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sinalizou que os diretores levam em conta, no regime de metas para a inflação, a variação nos preços, as expectativas do mercado e o nível de atividade. Assim sendo, a perspectiva da REAG se mantém após a divulgação do IPCA de abril que surpreendeu e veio em +0,22%, significativamente abaixo das projeções do mercado (em torno de 0,29%) e pressionada pelo aumento dos preços de produtos farmacêuticos e planos de saúde. Adicionalmente, destacamos que outros componentes do índice seguem com comportamento estável e em nível baixo, o que reforça que a Selic deve ir a 6,25% neste mês e só voltar a subir no segundo semestre de 2019. Continuar lendo IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio