Bolsonaro: a cara do Brasil das contradições

Como ficaria a economia brasileira se Bolsonaro fosse eleito presidente em 2018?

Igual à economia se o PT assumisse a presidência novamente. Infelizmente essa parece ser a resposta mais adequada a essa pergunta.

Por mais estranho que pareça ser, as ideias anacrônicas de Bolsonaro para a economia têm muitas semelhanças com as defendidas pelo PT e por outros partidos ditos organizações de esquerda.

Em outras palavras, parece ser grande a possibilidade de Bolsonaro se usar das mesmas práticas nacional-desenvolvimentista praticadas por Lula-Dilma-Temer, cuja herança perversa é amargada hoje e ainda precisará ser digerida nos próximos anos. Continuar lendo Bolsonaro: a cara do Brasil das contradições

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Queda da produção industrial em agosto (-0,8%) não muda tendência de alta

A indústria brasileira recuou ligeiramente em agosto, interrompendo quatro meses seguidos de alta, pressionada principalmente pelo setor de alimentos. Esse movimento, entretanto, que não atrapalha o ritmo de recuperação do setor. A produção industrial no Brasil caiu 0,8% em agosto sobre julho, informou o IBGE, contra a expectativa de estabilidade do mercado. Esse é o resultado mais fraco desde março último (-1,6%). Na avaliação da REAG, a queda da produção em agosto foi pontual e concentrada em poucos grupos de muito peso no índice, sem quebra da tendência de recuperação, uma vez que não há mudança conjuntural. Na comparação com agosto de 2016, o setor avançou 4%, o melhor resultado para o mês nessa base de comparação desde 2010. Continuar lendo Queda da produção industrial em agosto (-0,8%) não muda tendência de alta

Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de outubro de 2017

IPCA e produção industrial são os destaques da agenda desta semana

Nesta semana ocorrerá a divulgação do IPCA de setembro e dados da produção industrial de agosto. Esperamos arrefecimento tanto da inflação quanto da indústria, reforçando nosso cenário de recuperação lenta e gradual da economia sem pressões inflacionárias. O IPCA de setembro (sexta-feira) deve desacelerar de 0,19% para 0,07%, puxado pela intensificação do ritmo de queda dos preços da energia elétrica, pelo barateamento dos alimentos (leite, tomate, arroz e feijão) e pelo arrefecimento dos preços dos combustíveis. Caso nossa projeção se confirme, a inflação em 12 meses desacelerará de 2,46% para 2,44%, dando continuidade a trajetória descendente iniciada em setembro de 2016. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de outubro de 2017

Agenda Econômica Semanal – 25 a 30 de setembro de 2017

Indicadores da situação fiscal são o destaque da agenda doméstica

A semana trará novos dados da situação fiscal, com divulgação do resultado primário e informações da dívida pública. Esperamos que o resultado primário do governo central de agosto (quinta-feira) deve ficar entre–R$16,0 bilhões e -R$ 20 bilhões, refletindo o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas. Limitando o tamanho do déficit, vale destacar as receitas, que devem ser beneficiadas pela boa arrecadação, pelo recebimento de valores referentes às outorgas, pelo ágio do leilão de dos aeroportos e por parte da devolução dos precatórios não sacados. A razão dívida / PIB deve encerrar o ano em 76,8%, ajudada pela devolução dos recursos do BNDES ao Tesouro. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 25 a 30 de setembro de 2017

Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de setembro de 2017

O foco desta semana no Brasil serão os dados de inflação, com os principais eventos concentrados na quinta-feira: divulgação do IPCA-15 e do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Em linhas gerais esperamos continuidade do cenário inflacionário benigno. O IPCA-15 de setembro deve desacelerar de 0,35% para 0,13%, refletindo o barateamento dos alimentos, bem como o menor ritmo de alta dos preços de Energia elétrica devido à troca da bandeira tarifária de vermelha para amarela em setembro. Já no RTI, documento importante para a atualização do cenário do Banco Central para a economia doméstica e avaliação da trajetória da Selic neste final de ciclo de flexibilização monetária, a autoridade monetária deve manter a projeção de inflação observada no último Copom, que estava em 3,3% para 2017 e 4,4% para 2018. Diante disso, ganha importância o acompanhamento das estimativas para o IPCA no 2º semestre de 2019. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de setembro de 2017

Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

A chamada “superquarta”, jornada de acontecimentos relevantes que aconteceu ontem (quarta-feira, 13 de setembro) nos cenários político, jurídico e policial da capital federal, Curitiba e Porto Alegre parece que nem fez cosquinhas no mercado financeiro e, muito pelo contrário, atiçou o apetite dos investidores. A bolsa de valores bateu recorde e as cotações do dólar, em baixa, sugerem, pelo menos, que os humores estão melhorando. Estavam em jogo eventos que afetam os destinos do presidente Michel Temer (PMDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do ex-ministro José Dirceu (PT), além de novos capítulos da novela Joesley Batista (dono da J&S), das regras para as eleições de 2018 e até as normas para o novo Refis. Embora o lamaçal no campo político-empresarial-policial não pare de transbordar, a economia anseia respirar novos ares. Continuar lendo Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

Cenário Macroeconômico agosto/setembro 2017: nível de atividade dá sinais de vida, mas incerteza política ainda é uma constante

Se pelo lado político o mês de agosto foi mais um mês marcado por incertezas, pelos desarranjos nas contas públicas e pelo fastio político por aprovar reformas; pelo lado dos indicadores de atividade foi um mês marcado por um suspiro de esperança e alento à retomada do crescimento, mesmo que ainda duvidoso quanto à velocidade da recuperação e possível estagnação.

O Congresso voltou do recesso com menos vontade para votar a reforma da previdência e o governo, desgastado pelas denúncias de corrupção, também não demonstra mais a força que o caracterizou no primeiro semestre. Assim, do ponto de vista da economia, os reflexos são nada animadores: revisão da meta de déficit primário para R$ 159 bilhões para este ano e para 2018. As consequências ainda são incertas, a não ser o fato de que o crescimento da dívida bruta terá sua trajetória agravada e que a volta aos superávits primários ficará para a próxima década. No mais, sobram as mesmas dúvidas de sempre: as metas fiscais serão cumpridas ou teremos novas revisões?; o governo será disciplinado o suficiente para reduzir o déficit mesmo em um ano eleitoral?; qual a situação fiscal que o próximo governo vai herdar? Continuar lendo Cenário Macroeconômico agosto/setembro 2017: nível de atividade dá sinais de vida, mas incerteza política ainda é uma constante

Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de setembro de 2017

Nesta semana, os destaques do calendário econômico ficam por conta dos dados de atividade de julho. Esperamos que as vendas no varejo e os dados de serviços devem manter um ritmo positivo de crescimento ainda inflados pelos saques do FGTS (que terminaram em meados de julho). Na mesma direção, o indicador de PIB mensal do Banco Central deve apresentar novo crescimento refletindo os dados melhores de atividade do período. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de setembro de 2017

REAG desenvolverá estudos para estruturação do FIP do novo Centro de Convenções em Salvador (BA)

O governo do estado da Bahia autorizou a REAG Gestora de Recursos a desenvolver os estudos de estruturação de um Fundo de Investimento em Participação (FIP) destinado à construção e operação do novo Centro de Convenções da Bahia (CCB), na capital baiana, juntamente com um complexo de negócios. A decisão consta de resolução publicado esta semana no Diário Oficial, em resposta a uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP), instrumento que permite pessoas jurídicas apresentarem propostas, estudos ou levantamentos de serviço que queiram prestar ao Estado, por meio de contratos de Parceria Público-Privada (PPP). Continuar lendo REAG desenvolverá estudos para estruturação do FIP do novo Centro de Convenções em Salvador (BA)

Copom corta Selic para 8,25%, cada vez mais perto da sua baixa histórica de 7,25% em 2012

Dando continuidade à política de afrouxamento monetário do Banco Central, o Copom anunciou no final da tarde desta quarta-feira (6 de setembro) um corte de 100 basis points (bps) na Selic, que foi de 9,25% para 8,25% ao ano, em decisão unânime. Foi o oitavo corte consecutivo da taxa básica de juros e o quarto no ritmo de 100 bps. Com a redução de hoje, a Selic chega ao menor nível desde outubro de 2013, quando estava em 9% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia. A decisão já era esperada pelo mercado e veio em linha com o cenário da REAG, reiterado hoje pela divulgação do IPCA de agosto (+0,19%). Continuar lendo Copom corta Selic para 8,25%, cada vez mais perto da sua baixa histórica de 7,25% em 2012