Bolsonaro: a cara do Brasil das contradições

Como ficaria a economia brasileira se Bolsonaro fosse eleito presidente em 2018?

Igual à economia se o PT assumisse a presidência novamente. Infelizmente essa parece ser a resposta mais adequada a essa pergunta.

Por mais estranho que pareça ser, as ideias anacrônicas de Bolsonaro para a economia têm muitas semelhanças com as defendidas pelo PT e por outros partidos ditos organizações de esquerda.

Em outras palavras, parece ser grande a possibilidade de Bolsonaro se usar das mesmas práticas nacional-desenvolvimentista praticadas por Lula-Dilma-Temer, cuja herança perversa é amargada hoje e ainda precisará ser digerida nos próximos anos. Continuar lendo Bolsonaro: a cara do Brasil das contradições

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Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

A chamada “superquarta”, jornada de acontecimentos relevantes que aconteceu ontem (quarta-feira, 13 de setembro) nos cenários político, jurídico e policial da capital federal, Curitiba e Porto Alegre parece que nem fez cosquinhas no mercado financeiro e, muito pelo contrário, atiçou o apetite dos investidores. A bolsa de valores bateu recorde e as cotações do dólar, em baixa, sugerem, pelo menos, que os humores estão melhorando. Estavam em jogo eventos que afetam os destinos do presidente Michel Temer (PMDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do ex-ministro José Dirceu (PT), além de novos capítulos da novela Joesley Batista (dono da J&S), das regras para as eleições de 2018 e até as normas para o novo Refis. Embora o lamaçal no campo político-empresarial-policial não pare de transbordar, a economia anseia respirar novos ares. Continuar lendo Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

Condenação de Lula por corrupção é vista com bons olhos pelo mercado e pode ventilar a economia

A condenação por corrupção e lavagem de dinheiro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decretada hoje pelo juiz federal Sérgio Moro (Operação Lava Jato), é vista positivamente pelo mercado e pode indicar a ventilação de novos ares para a recuperação econômica. A decisão chacoalhou o mercado, já anestesiado pelas inúmeras e rotineiras denúncias, puxando o Ibovespa para cima e o dólar para baixo. Isso porque a condenação, que inclui a interdição por de Lula para o exercício de cargos ou funções públicas, é traduzida pelos agentes econômicos como menor a probabilidade de Lula se candidatar à Presidência em 2018. Ou seja, a volta do ex-presidente ao Planalto é interpretada pelos tomadores de decisão como o retorno das políticas econômicas que aniquilaram os pilares da política fiscal e que mergulharam o país na mais profunda e longa recessão de sua história. Continuar lendo Condenação de Lula por corrupção é vista com bons olhos pelo mercado e pode ventilar a economia

Divulgação do áudio entre Joesley e Temer faz economia perder algo em torno de R$ 200 bilhões em uma semana

O novo capítulo da crise política deflagrada com a divulgação do áudio com a conversa entre Joesley Batista (em delação premiada), dono do grupo JBS, e o presidente Michel Temer completa hoje uma semana e até o momento fez a economia doméstica amargar perda em torno de R$ 200 bilhões. Apenas a Ibovespa acumula queda de 7,2% e o valor de mercado das empresas listadas, registrou perda de R$ 185 bilhões. Além disso, o dólar comercial passou de R$ 3,12 na quarta-feira passada antes para cerca de R$ 3,27, uma alta de 4% ou R$ 0,15 em apenas quatro pregões. Além disso, as reformas da Previdência e Trabalhista, consideradas fundamentais para o ajuste fiscal e a recuperação da confiança dos agentes econômicos, estão praticamente paradas. No Congresso, a leitura do relatório da reforma trabalhista no Senado não foi concluída e o projeto que muda as regras da aposentadoria não voltou a ser discutido. Continuar lendo Divulgação do áudio entre Joesley e Temer faz economia perder algo em torno de R$ 200 bilhões em uma semana

Se PEC do Teto é uma vitória política para Temer, para a economia é uma “camisa de força”

Se a aprovação da PEC do Teto é uma vitória pessoal do governo Michel Temer frente à crise política, no que diz respeito à recessão a medida é uma “camisa de força” que deve comprometer a flexibilidade exigida à ao país para voltar a crescer e se moldar às mudanças impostas pela economia mundial. De fato, a adoção de políticas fiscais de controle às contas públicas é fundamental a qualquer economia, a qual sinaliza o comprometimento do país com o crescimento sustentável. Na opinião da REAG, o simples cumprimento do orçamento aprovado pelo Congresso já é por si só uma forma de mostrar aos mercados o comprometimento do governo em colocar a economia nos trilhos. Contudo, a aprovação da PEC do Teto é um tão quão radical no quesito austeridade fiscal, uma vez que a nova lei constitucional congelará os gastos públicos em termos reais pelos próximos 20 anos, imobilizando o governo de fazer manobras mais ágeis no caso de mudanças abruptas tanto nos ambientes doméstico quanto internacional. Continuar lendo Se PEC do Teto é uma vitória política para Temer, para a economia é uma “camisa de força”

Vitória de Trump pode gerar instabilidade global, mas não consolida ameaça real

O mercado financeiro mundial já tinha como precificada a vitória de Hillary nas eleições à presidência dos EUA. O resultado adverso e a chegada de Trump à Casa Branca certamente causará desconforto, desconfiança e instabilidade tanto global quanto local no curto prazo, com um possível cenário de turbulência afetando o caminho de recuperação da economia doméstica. Contudo, a eleição de Trump está muito longe de se configurar como uma ameaça concreta e direta na relação comercial e institucional entre Brasil e Estados Unidos. Isso porque a América Latina, como um todo, e o Brasil, em especial, não estão no radar de nenhuma medida radical ou polêmica do novo governo americano. Nesse sentido, o Brasil não é, por hora, visto como uma ameaça que mereça atenção, nem como um parceiro estratégico que os Estados Unidos devam investir. Além disso, o fato de a economia brasileira ser significativamente diversificada e ter parcerias mundiais amplas garante que o país não deverá sofrer efeitos diretos em virtude da definição do nome de Trump como o novo presidente americano. Continuar lendo Vitória de Trump pode gerar instabilidade global, mas não consolida ameaça real

Únicas certezas que o Brexit traz são as incertezas e perdas que farão os mercados chacoalharem

O choque sobre os mercados e a crise de confiança são as únicas certezas que se têm com as perdas geradas pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE). No mais, qualquer afirmação acerca do futuro do Reino Unido, da UE, do comércio internacional e do impacto dessa decisão histórica no Brasil são meras suposições. A única certeza que se tem por hora é que a volatilidade dos mercados estará à mercê das incertezas que pairam sobre o cenário mundial após 43 anos de “casamento” comercial, legal e administrativo entre os britânicos e os demais países do continente europeu. Perde o Reino Unido, perde a UE. Continuar lendo Únicas certezas que o Brexit traz são as incertezas e perdas que farão os mercados chacoalharem

Balanço do primeiro mês do governo Temer ainda é imponderável

bsorvido pela crise política, o Brasil completou no último domingo (12 de junho) o primeiro mês do presidente interino Michel Temer no poder, cujos resultados práticos ainda são imponderáveis. A sustentabilidade do seu governo tem sido submetida a solavancos em função da evolução da Operação Lava Jato que atingiu caciques peemedebistas e derrubou dois de seus novos ministros em apenas duas semanas. Na opinião da REAG, entre os acertos e erros do primeiro mês do governo Temer, o saldo até agora parece duvidoso. Permanece no ar um clamor público por medidas impactantes no quesito tributário, como reformas e privatizações, concessões e PPPs, em meio a um cenário de restrição fiscal e total incapacidade de cortar juros face à inflação resiliente. Continuar lendo Balanço do primeiro mês do governo Temer ainda é imponderável

Ajuste fiscal e recuperar investimentos são os dois desafios para o sucesso econômico do governo Temer

Michel Temer, ao assumir a Presidência da República por conta do impeachment da presidente Dilma Rousseff, tem como primeira e árdua missão na agenda econômica restabelecer a confiança e agir com pragmatismo para ajustar as contas públicas. Na avaliação da REAG Investimentos, a retomada do crescimento econômico brasileiro depende basicamente de um ajuste fiscal prático e realista, principalmente no que diz respeito à necessidade da redução de despesas. Continuar lendo Ajuste fiscal e recuperar investimentos são os dois desafios para o sucesso econômico do governo Temer