IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) veio bom e reforçou a nossa expectativa de que a economia brasileira cresceu acima de 1% em 2017. Além disso, os números melhores de atividade devem permitir um crescimento do PIB muito próximo a 3,00% em 2018. Acreditamos que o consumo deve impulsionar a atividade econômica deste ano, porém, não descartamos um resultado um pouco maior que o esperado para os investimentos. Continuar lendo IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

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Banco Central não descarta novo corte de juros

O tom da Ata do Copom, considerada “dovish” (suave) pela REAG, não descarta a possibilidade de haver mais um corte da taxa Selic na reunião de março. Isso posto, uma vez que a sinalização de que o ciclo de cortes na taxa Selic pode ser interrompido na próxima reunião do Copom não foi uma unanimidade entre os membros do colegiado, segundo revelou a ata do encontro da semana passada. Na ocasião, a autoridade monetária desacelerou o passo e cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, ao novo patamar recorde de 6,75% ao ano. Segundo o comunicado divulgado com a nova taxa, o patamar foi definido graças à melhor recuperação da atividade econômica doméstica. Continuar lendo Banco Central não descarta novo corte de juros

IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

O índice de inflação oficial, o IPCA, desacelerou de 0,44% para 0,29% na passagem de dezembro para janeiro, o menor resultado para o mês desde a criação do Plano Real em fevereiro de 1994, enquanto as estimativas apontavam para uma alta de 0,41% no mês passado. Em base anual, o avanço foi de 2,86%, também abaixo das projeções de 2,98%. Uma inflação controlada gera expectativa de que o Banco Central conseguirá manter os juros no nível atual por mais tempo, como alimenta o “recado” deixado pelo Copom ontem de que o corte anunciado ontem foi o último do atual ciclo de ajuste monetário: a décima-primeira queda consecutiva baixou a taxa para 6,75% ao ano, o menor patamar desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. Continuar lendo IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

Copom reduze a Selic para 6,75%, a menor taxa desde 1999

O Copom do Banco Central anunciou há pouco a redução da Selic em 0,25 ponto porcentual, para 6,75% ao ano, por votação unânime sem viés. Essa era a expectativa da REAG, posicionando a taxa básica de juros ao seu menor patamar desde 1999, quando a instituição passou a divulgar metas para o índice como ferramenta de política monetária. Foi a 11ª redução consecutiva da taxa de juros e se sustenta pela grande ociosidade deixada pela crise, que deve fazer o país crescer sem grandes pressões inflacionárias do lado da demanda. A decisão, amplamente esperada pelo consenso de mercado foi praticamente anunciada na ata de dezembro. Como nada de extraordinário aconteceu desde então, o mercado já precificava esse corte. De qualquer forma, fixar a Selic em 6,50% ou em 6,75% pouca diferença faz para um mercado que se acostumou a ver os juros na casa dos dois dígitos ao longo dos últimos quatro anos. Continuar lendo Copom reduze a Selic para 6,75%, a menor taxa desde 1999

Após 3 anos de queda, produção industrial cresce 2,5% em 2017, puxada pela recuperação da indústria automotiva

Após amargar 3 anos seguidos de perdas, a indústria brasileira voltou a crescer e fechou 2017 com crescimento de 2,5%. De acordo com o IBGE, no ano passado a indústria teve o melhor resultado desde 2010, quando a produção industrial havia avançado 10,2%. No ano, quem puxou a expansão da indústria foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 17,2%. No setor automotivo, a expansão foi puxada pela exportação recorde de 762 mil veículos e por aquisições de empresas e taxistas no mercado interno. As vendas no varejo, para o consumidor comum, ainda não se recuperaram, segundo dados da Fenabrave. Continuar lendo Após 3 anos de queda, produção industrial cresce 2,5% em 2017, puxada pela recuperação da indústria automotiva

Contas públicas fecham 2017 com rombo de R$ 110,6 bi, mas em reação sobrenatural, abaixo da meta e 30% menor do que no ano anterior

O setor público consolidado não-financeiro (exclusive Petrobras e Grupo Eletrobras) encerrou o ano de 2017 com déficit de R$ 110,6 bilhões (1,7% do PIB). Apesar de negativo, tal resultado ficou abaixo da meta estipulada para 2017 (déficit de R$ 163,1 bilhões) e também do déficit de R$ 155,8 bilhões registrado em 2016 (quase 30% menor). Na avaliação da REAG, se dimensionado o tamanho do buraco cavado pela crise fiscal e recente recessão, principalmente a partir de 2015, a relativa reação das contas públicas no ano passado chega a ser magnânima e gloriosa. A façanha sobrenatural tem alguns aspectos a se destacar, como o esforço de contenção de gastos do governo e as receitas extraordinárias — de leilões de hidrelétricas e na área de petróleo, e o Refis. Sendo oportuno comentar, no entanto, que são receitas, como diz literalmente o termo, que não se repetem futuramente. Assim, ainda não é momento para amenizarmos a gravidade do quadro, apesar do resultado heroico. Continuar lendo Contas públicas fecham 2017 com rombo de R$ 110,6 bi, mas em reação sobrenatural, abaixo da meta e 30% menor do que no ano anterior

Em 2017, IPCA fecha com inflação de 2,95%, que fica abaixo do piso da meta

O IPCA, que mede a inflação oficial no varejo brasileiro, ganhou força e subiu 0,44% em dezembro, acelerando-se em relação à alta de 0,28% registrada em novembro, informou hoje o IBGE. Com isso, o IPCA encerrou 2017 acumulando alta de 2,95%, 3,34 pontos porcentuais (p.p.) abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Assim, esse acumulado é o menor desde 1998 (1,65%). O resultado no ano passado ficou abaixo do limite inferior (3%) da meta de inflação de 4,5%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite oscilação de até 1,5 p.p. para baixo ou para cima. Continuar lendo Em 2017, IPCA fecha com inflação de 2,95%, que fica abaixo do piso da meta

Leitura do varejo em novembro reforça tendência de crescimento nas vendas

As vendas no comércio varejista voltaram a crescer em novembro, com alta de 0,7% na margem (sobre outubro, descontado os efeitos sazonais) no conceito restrito – à exceção dos setores automotivo e de materiais para construção – (ante -0,7% entre setembro e outubro) e elevação marginal de 2,5% na metodologia ampliada (vindo de -1,7% em outubro). Com relação a novembro de 2016, as vendas avançaram +5,9% no varejo restrito (oitavo resultado positivo consecutivo nessa comparação) e +8,7% no ampliado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. Continuar lendo Leitura do varejo em novembro reforça tendência de crescimento nas vendas

Apesar de a queda de 0,9% nas vendas do varejo em outubro ser a maior baixa para o mês desde 2008, setor se mantém em passo de recuperação

O volume de vendas no varejo restrito (que exclui os setores automotivo e de material para construção) recuaram 0,9% em outubro na comparação com setembro (ante +0,3% entre agosto e setembro) e uma queda de 1,4% no ampliado (após +0,7% em setembro), segundo divulgou hoje o IBGE. Essa é a maior baixa para o mês desde 2008 por esse tipo de comparação. Apesar da queda sobre o mês anterior, a leitura de outubro para o conceito restrito foi 2,5% maior do que o mesmo período do ano passado e o comércio acumula alta de 1,4% nos 10 primeiros meses do ano. Também, em 12 meses, houve avanço de 0,3%, a primeira alta nesse tipo de comparação desde abril de 2015. Continuar lendo Apesar de a queda de 0,9% nas vendas do varejo em outubro ser a maior baixa para o mês desde 2008, setor se mantém em passo de recuperação

É bem possível que Banco Central não cumpra a meta da inflação em 2017… porque o IPCA ficou abaixo do limite inferior de 3%

É bem possível vivenciarmos neste ano algo inusitado: pela primeira vez desde a adoção do regime de metas de inflação no país a autoridade monetária muito possivelmente o Banco Central deverá vir a público justificar o porquê de a meta não ter sido cumprida, ficando abaixo do limite inferior de tolerância, de 3%. De acordo com dados divulgados hoje pelo IBGE, a leitura de novembro do índice de preços ao consumidor utilizado oficialmente para balizar a política de meta inflacionária, o IPCA, acumula altas de 2,50% no ano e de 2,80% nos últimos 12 meses. O resultado acumulado nos 11 primeiros meses de 2017 é o menor para o período desde 1998 (+1,32%), ao passo que é a quinta vez consecutiva que o indicador acumulado em 12 meses ficou abaixo de 3%. A inflação medida pelo IPCA desacelerou para 0,28% em novembro, de 0,42% em outubro. No mesmo mês de 2016, a alta havia sido de 0,18%. Continuar lendo É bem possível que Banco Central não cumpra a meta da inflação em 2017… porque o IPCA ficou abaixo do limite inferior de 3%