Produção industrial cresce 0,3% em abril, mas ainda acumula queda de 2,7% no ano

A produção industrial brasileira registrou em abril uma alta de 0,3% (série com ajuste sazonal), na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou hoje o IBGE. Apesar do crescimento, o avanço foi insuficiente para recuperar a perda de 1,4% de março. Nos 4 primeiros meses de 2019, o setor industrial acumula queda de 2,7% frente ao mesmo período de 2018. Na comparação com abril do ano passado, a produção da indústria caiu 3,9%. Trata-se do pior resultado para um mês de abril desde 2017, quando a indústria registrou alta de 0,2% ante março e queda de 4,5% ante o mesmo mês do ano anterior. Continuar lendo Produção industrial cresce 0,3% em abril, mas ainda acumula queda de 2,7% no ano

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1º PIB do governo Bolsonaro: copo cheio, não voltamos à recessão; copo vazio, economia ainda está estagnada

Dependendo da ótica como enxergamos o resultado do PIB no 1º trimestre de 2019, podemos ter uma sensação de alívio ou de angústia. Se a perspectiva é vislumbrar um copo cheio, constata-se que a economia brasileira (ainda) não está em recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de contração de atividade. Era temerário que o resultado fraco do final de 2018 fosse revisado para baixo, entrando em território negativo, o que não aconteceu. Por outro lado, se o objetivo é enxergar o copo vazio, angustia-se saber que o resultado do primeiro trimestre veio negativo, o que não acontecia desde 2016, interrompendo o ritmo de retomada. Continuar lendo 1º PIB do governo Bolsonaro: copo cheio, não voltamos à recessão; copo vazio, economia ainda está estagnada

IPCA de abril se aproxima de 5% em 12 meses, mas expectativa é de fechar o ano abaixo do centro da meta, em torno de 4%

A inflação oficial brasileira desacelerou mais do que o esperado em abril, mas ainda assim permaneceu acima da meta oficial e se aproximou de 5% em 12 meses depois de o Banco Central ter avaliado que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico. O IPCA subiu em abril 0,57%, ante 0,75% no mês anterior, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Apesar da desaceleração, trata-se da maior taxa para um mês de abril desde 2016, quando o índice foi de 0,61%. A inflação de abril foi pressionada principalmente pela alta dos preços de alimentos, combustíveis e remédios. Continuar lendo IPCA de abril se aproxima de 5% em 12 meses, mas expectativa é de fechar o ano abaixo do centro da meta, em torno de 4%

Sem tração, vendas do comércio recuam 4,5% em março YoY, interrompendo sequência de 7 sete meses de alta

As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 4,5% em março na comparação com março do ano anterior, interrompendo uma sequência de 7 sete meses de alta nesta base de comparação. Foi também a variação negativa mais acentuada desde dezembro de 2016 (-4,9%), segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. Segundo o Instituto, a queda nesta base de comparação foi pressionada significativamente pelo efeito calendário do carnaval, uma vez que março deste ano teve menos dias úteis, e a Páscoa este ano caiu em abril, o que impactou diretamente a atividade varejista de supermercados e hipermercados, a qual tem peso de quase 50% no indicador. Concomitantemente a esse fator, a REAG aponta que a perda de força da recuperação da atividade varejista tem sido provocada, majoritariamente, pela queda da confiança e o elevado nível de desemprego. Continuar lendo Sem tração, vendas do comércio recuam 4,5% em março YoY, interrompendo sequência de 7 sete meses de alta

Copom coloca o “gato no telhado” e abra janela de possibilidade para queda da Selic no curto prazo

Não obstante da decisão unânime de manter a Selic em 6,5% ao ano ontem, atendendo amplamente às expectativas do mercado, a leitura da REAG identifica nas entrelinhas do comunicado do Copom que o Banco Central cogita a possibilidade de colocar o “gato em cima do telhado”. Em outras palavras, o comunicado da decisão indica a probabilidade de existir uma discreta janela para o colegiado passar a considerar um corte de juros diante da patinada da economia e da atividade neste ano. Continuar lendo Copom coloca o “gato no telhado” e abra janela de possibilidade para queda da Selic no curto prazo

Produção industrial despenca 6,1% em março, levantando dúvidas sobre a velocidade da retomada do crescimento econômico

A produção industrial brasileira perde fôlego e performa abaixo das expectativas em março, acendendo a luz amarela quanto à velocidade da retomada do crescimento econômico. No confronto com março de 2018, a indústria despencou 6,1%: queda mais intensa desde maio de 2018. O indicador apresentou também recuou na comparação com fevereiro, com retração de 1,3%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Nessa base de comparação, o resultado de março é o pior desde setembro de 2018, quando a indústria perdeu 2,1% da produção. O consenso de mercado projetava uma queda neste indicador em março, mas não tão acentuada. De acordo com sondagem da agência Bloomberg e Reuters, os economistas apontavam que a indústria recuaria 0,7% no período. Continuar lendo Produção industrial despenca 6,1% em março, levantando dúvidas sobre a velocidade da retomada do crescimento econômico

Às vésperas do Dia do Trabalho, 1 em cada 4 trabalhadores está subutilizado no Brasil: taxa recorde

Amanhã comemoramos o Dia de Trabalho, apesar de não termos muito o que comemorar.  A taxa de subutilização da força de trabalho brasileira bateu recorde no primeiro trimestre de 2019, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE, atingindo 25% da força de trabalho. Ou seja, a cada 100 trabalhadores, 25 estão sendo subutilizados, dos quais 13 estão efetivamente desempregados, entre 6 e 7 estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, 4 estão em desalento (precisam trabalhar, mas desistiram de buscar uma vaga de trabalho por motivos diversos) e o restante não tem intenção de encontrar um emprego. Isso significa que 28,3 milhões de brasileiros não trabalharam (a maioria desempregados e desalentados) ou trabalharam menos do que gostariam no período. É o maior índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Em linhas gerais, o desemprego continua elevado porque o cenário de crescimento e de investimento no país se mantém simplesmente medíocre. Continuar lendo Às vésperas do Dia do Trabalho, 1 em cada 4 trabalhadores está subutilizado no Brasil: taxa recorde

Ata do Copom: Selic pode ser cortada #SQN

Apesar de a ata do Copom, divulgada na manhã desta terça-feira, sinalizar bons motivos para se cortar a taxa básica de juros, o documento indica que a autoridade monetária não mexerá na Selic por enquanto. De acordo com o texto, seriam basicamente esses os fatores que sustentariam um possível corte nos juros:

Ancoragem das expectativas inflacionárias;
Ociosidade no mercado de fatores, com destaque para o mercado de trabalho, e
Juros no exterior baixos;
Na semana passada, o Banco Central optou perla manutenção da taxa de juros no seu piso histórico de 6,5% ao ano e indicou que, diante da retomada econômica aquém das expectativas, o balanço de riscos para a inflação ficou simétrico, com pesos iguais tanto para cima quanto para baixo. A decisão, a primeira com Roberto Campos Neto no comando da autoridade monetária, tirou o impedimento explícito que o Banco Central vinha apontando para possivelmente diminuir os juros à frente. Continuar lendo Ata do Copom: Selic pode ser cortada #SQN

Proposta da Reforma da Previdência é positiva, mas economia de R$ 1,1 trilhão é otimista e pouco realista

A Proposta de Reforma da Previdência enviada hoje ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro é bastante positiva, mas a expectativa de economia apresentada, de R$ 1,1 trilhão em 10 anos (2,5% do PIB), é extremamente otimista e pouco realista. Essa projeção de poupança está acima do texto inicialmente proposto por Temer – economia fiscal de 2,1% do PIB em 10 anos, que após a tramitação caiu para 1,4% – e é extremamente maior da economia calculada pela REAG Investimentos, que em um cenário conservador, estima economizar no máxima R$ 600 bilhões em 10 anos. Para tanto, levamos em consideração que uma economia de R$ 1 trilhão somente seria possível se a proposta de Previdência de Bolsonaro fosse integralmente aprovada, sem levar em conta que as medidas correm o risco de serem desidratadas durante a tramitação parlamentar. Adicionalmente, a proposta deveria ter comtemplado uma revisão firme nas regras da aposentadoria para as Forças Armadas, que por hora virão à posteriori. Continuar lendo Proposta da Reforma da Previdência é positiva, mas economia de R$ 1,1 trilhão é otimista e pouco realista

Nível de atividade se mantém pífio em novembro

Após patinar em outubro (+0,02% MoM), o índice de atividade do Banco Central, o IBC-Br, confirmou o pífio desempenho da economia em novembro, com tímida elevação de apenas 0,29% (com ajuste sazonal) no confronto com outubro. O resultado reflete o fraco desempenho na indústria (+0,1% MoM) e nos serviços (0% MoM), enquanto a retomada do consumo tem ocorrido de forma gradual e bastante volátil. No acumulado do ano, o IBC-Br registrou alta de 1,38% (sem ajuste), enquanto no acumulado em 12 meses até novembro passado, observa-se aumento de 1,44% (também sem ajuste). Continuar lendo Nível de atividade se mantém pífio em novembro