No 9º corte seguido, Copom reduz ritmo para 0,75 bps e Selic vai a 7,5%, perto do piso histórico

O Copom do Banco Central anunciou nesta quarta-feira a redução da taxa básica de juros da economia brasileira em 0,75 ponto porcentual, que passou de 8,25% para 7,5% ao ano. No comunicado, a autoridade monetária retirou a menção sobre o “encerramento gradual do ciclo” de afrouxamento monetário, mas voltou a repetir que uma redução moderada na Selic à frente é adequada. Esse foi o nono corte consecutivo na Selic, que a levou ao nível mais baixo desde abril de 2013, e menor do que anterior, de um ponto-base. Continuar lendo No 9º corte seguido, Copom reduz ritmo para 0,75 bps e Selic vai a 7,5%, perto do piso histórico

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Varejo tropeça em agosto, mas não abala a tendência de recuperação

O volume de vendas no varejo brasileiro apresentou queda inesperada em agosto, registrando o pior resultado para o mês em dois anos, com perdas generalizadas nos segmentos de atuação. Contudo, avaliamos que esse movimento seja pontual que não deve interromper a tendência de recuperação do setor. Após de ter ficado estável julho, as vendas do comércio varejista tiveram retração do ritmo de crescimento, com queda de 0,5% na margem (sobre julho, descontado os efeitos sazonais) pelo conceito restrito (ante crescimento nulo entre junho e julho) e uma alta de 0,1% também na margem no ampliado (que inclui o comércio automotivo e de material para construção, vindo de +0,1% em julho). Com relação a agosto de 2016, as vendas apresentaram alta de 3,6% no varejo restrito (quinto resultado positivo consecutivo nessa comparação) e expansão de7,6% no ampliado. Continuar lendo Varejo tropeça em agosto, mas não abala a tendência de recuperação

Queda da produção industrial em agosto (-0,8%) não muda tendência de alta

A indústria brasileira recuou ligeiramente em agosto, interrompendo quatro meses seguidos de alta, pressionada principalmente pelo setor de alimentos. Esse movimento, entretanto, que não atrapalha o ritmo de recuperação do setor. A produção industrial no Brasil caiu 0,8% em agosto sobre julho, informou o IBGE, contra a expectativa de estabilidade do mercado. Esse é o resultado mais fraco desde março último (-1,6%). Na avaliação da REAG, a queda da produção em agosto foi pontual e concentrada em poucos grupos de muito peso no índice, sem quebra da tendência de recuperação, uma vez que não há mudança conjuntural. Na comparação com agosto de 2016, o setor avançou 4%, o melhor resultado para o mês nessa base de comparação desde 2010. Continuar lendo Queda da produção industrial em agosto (-0,8%) não muda tendência de alta

Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

A chamada “superquarta”, jornada de acontecimentos relevantes que aconteceu ontem (quarta-feira, 13 de setembro) nos cenários político, jurídico e policial da capital federal, Curitiba e Porto Alegre parece que nem fez cosquinhas no mercado financeiro e, muito pelo contrário, atiçou o apetite dos investidores. A bolsa de valores bateu recorde e as cotações do dólar, em baixa, sugerem, pelo menos, que os humores estão melhorando. Estavam em jogo eventos que afetam os destinos do presidente Michel Temer (PMDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do ex-ministro José Dirceu (PT), além de novos capítulos da novela Joesley Batista (dono da J&S), das regras para as eleições de 2018 e até as normas para o novo Refis. Embora o lamaçal no campo político-empresarial-policial não pare de transbordar, a economia anseia respirar novos ares. Continuar lendo Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

Copom corta Selic para 8,25%, cada vez mais perto da sua baixa histórica de 7,25% em 2012

Dando continuidade à política de afrouxamento monetário do Banco Central, o Copom anunciou no final da tarde desta quarta-feira (6 de setembro) um corte de 100 basis points (bps) na Selic, que foi de 9,25% para 8,25% ao ano, em decisão unânime. Foi o oitavo corte consecutivo da taxa básica de juros e o quarto no ritmo de 100 bps. Com a redução de hoje, a Selic chega ao menor nível desde outubro de 2013, quando estava em 9% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia. A decisão já era esperada pelo mercado e veio em linha com o cenário da REAG, reiterado hoje pela divulgação do IPCA de agosto (+0,19%). Continuar lendo Copom corta Selic para 8,25%, cada vez mais perto da sua baixa histórica de 7,25% em 2012

Indústria cresce em julho, mas dúvidas sobre ritmo da recuperação e possível estagnação ainda pairam no ar

Mais uma boa notícia vem da indústria, que registrou crescimento de 0,8% em julho, na série com ajuste sazonal, acumulando ganho de 3,4% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta terça-feira. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com julho de 2016, a indústria cresceu 2,5%, após também registrar taxas positivas em maio (4,1%) e em junho (0,5%). O índice acumulado do ano teve alta de 0,8%. O acumulado nos últimos doze meses recuou 1,1%, mantendo a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). Para o fim de 2017, nossa expectativa para o setor também é positiva, com alta superior a 2% após amargar perdas nos últimos três anos consecutivos: -3% em 2014, -8,2% em 2015 e -6,6% em 2016. Continuar lendo Indústria cresce em julho, mas dúvidas sobre ritmo da recuperação e possível estagnação ainda pairam no ar

Alta de 0,2% no PIB do 2T17 indica início do ciclo de recuperação econômica e saída da recessão técnica

PIB a preços de mercado do 2º trimestre deste ano registrou alta de 0,3% sobre o mesmo trimestre de 2016, correspondendo a um acréscimo de 0,2% sobre o 1º trimestre em termos dessazonalizados, de acordo com as estimativas preliminares divulgadas hoje pelo IBGE. Traduzindo, isso significa que o Brasil inicia uma recuperação econômica e está saindo da recessão técnica. Vale lembrar que no 1º trimestre a taxa de variação interanual havia sido de -0,4% e de +1,0% na margem (números que não sofreram revisões em relação à divulgação original). A expansão do consumo das famílias foi o componente que se destacou positivamente pelo lado da demanda, enquanto, pelo lado da oferta, ocorreu um crescimento mais difuso entre os diferentes setores da economia. Continuar lendo Alta de 0,2% no PIB do 2T17 indica início do ciclo de recuperação econômica e saída da recessão técnica

Desemprego recua e massa salarial cresce com reação do setor informal e alta pontual do setor público

O mercado de trabalho parece dar algum sinal de vida no trimestre encerrado em julho, com uma iminente recuperação sustentada pela geração de vagas informais, além de estabilização na taxa de ocupação e um avanço pontual na criação de postos de trabalho no setor público. Assim, a taxa de desemprego caiu para 12,8% no trimestre móvel encerrado em julho, atingindo 13,3 milhões de pessoas, segundo dados da Pnad (IBGE). Além disso, a pesquisa aponta que a população ocupada avançou na comparação anual pela primeira vez em 23 meses. Continuar lendo Desemprego recua e massa salarial cresce com reação do setor informal e alta pontual do setor público

Contas do governo têm pior julho em 21 anos e apesar dos malabarismos fiscais, cumprimento da meta só acontecerá por milagre divino

Não obstante à frustração da arrecadação obtida com o programa de repatriação de ativos no exterior, o Governo Central (Tesouro, Previdência e Banco Central) amargou em julho o maior déficit primário da série histórica para o mês, iniciada em 1997, e o terceiro rombo consecutivo. Nesse ritmo, mesmo se conseguir aumentar a meta fiscal de 2017 para déficit de R$ 159 bilhões, o governo dificilmente atingirá o objetivo. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 20,152 bilhões, contra déficit de R$ 19,227 bilhões em julho do ano passado. Os números foram divulgados ontem pelo Tesouro Nacional. Continuar lendo Contas do governo têm pior julho em 21 anos e apesar dos malabarismos fiscais, cumprimento da meta só acontecerá por milagre divino

Agenda Econômica Semanal – 28 de agosto a 3 de setembro de 2017

Nesta semana, os indicadores domésticos de atividade e inflação devem se manter em suas rotas de aceleração e desaceleração, respectivamente, sinalizando para o mercado que ainda há espaço para o Banco Central cortar a Selic rumo aos 7% a.a..

 O PIB do 2º trimestre deve mostrar queda de 0,3% frente ao trimestre anterior, refletindo o fraco desempenho da indústria e a devolução de parte da expansão do PIB agrícola do 1º trimestre. Sob a ótica da demanda, o destaque virá do consumo, com crescimento de 1,5%, ajudado pelos saques do FGTS. Apesar do dado ainda negativo para a atividade, a perspectiva é de aceleração nos próximos trimestres. Apostamos em estabilidade do PIB neste ano e crescimento de 2,0% em 2018. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 28 de agosto a 3 de setembro de 2017