Paralisação dos caminhoneiros leva IPCA de maio muito além das projeções (+0,40%) e REAG prevê inflação perto de 0,80% em junho

O IPCA subiu 0,40% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, superando largamente as expectativas da REAG (+0,29%) e do mercado (mediana em +0,30%), com projeções que variavam de +0,20% até +0,50%. A alta foi pressionada basicamente pelo aumento mais forte nos preços dos combustíveis e os impactos diretos e indiretos da paralisação dos caminhoneiros no consumo. O indicador ficou 0,18 ponto porcentual maior que o registrado em abril (+0,22%). No acumulado do ano, a alta foi de 1,33%, o menor nível para um mês de maio desde a implantação do Plano Real, em 1994. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 2,86%. A taxa segue abaixo do piso da meta do governo – que é de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto porcentual para baixo (3%) ou para cima (6%). Continuar lendo Paralisação dos caminhoneiros leva IPCA de maio muito além das projeções (+0,40%) e REAG prevê inflação perto de 0,80% em junho

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IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio

Não obstante à escalada do dólar e dos preços do petróleo, a Selic deve recuar 0,25 ponto percentual, para 6,25% ao ano, na próxima reunião do Copom, marcada para 15 e 16 de maio. Em declarações recentes, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sinalizou que os diretores levam em conta, no regime de metas para a inflação, a variação nos preços, as expectativas do mercado e o nível de atividade. Assim sendo, a perspectiva da REAG se mantém após a divulgação do IPCA de abril que surpreendeu e veio em +0,22%, significativamente abaixo das projeções do mercado (em torno de 0,29%) e pressionada pelo aumento dos preços de produtos farmacêuticos e planos de saúde. Adicionalmente, destacamos que outros componentes do índice seguem com comportamento estável e em nível baixo, o que reforça que a Selic deve ir a 6,25% neste mês e só voltar a subir no segundo semestre de 2019. Continuar lendo IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio

O que o Brasil tem a ganhar com a Selic no novo patamar em um dígito?

O Brasil entra em um novo patamar estrutural do nível de juros. Segundo indicadores econômicos dos últimos meses, tudo indica que uma nova era de juros “mais civilizados” pode se iniciar em 2018. Embora ainda seja prematuro afirmar categoricamente que essa nova era veio em definitivo, dado o risco eminente das eleições, sinais benignos começam a se solidificar. Continuar lendo O que o Brasil tem a ganhar com a Selic no novo patamar em um dígito?

Copom reduz Selic a 6,50%, empurrando ainda mais para baixo o piso histórico

Em unanimidade, os membros do Copom decidiram por um novo corte de 25 basis-points (bps) na Selic ao fim da reunião que se encerrou ao final da tarde desta quarta-feira, fazendo a taxa básica de juros anual recuar de 6,75% para 6,5%. A decisão veio em linha com a projeção da REAG, sustentada pelo fato de a inflação baixa motivar a autoridade monetária a reduzir a Selic novamente para o menor patamar da história. Os resultados positivos da inflação neste primeiro trimestre, que ficaram abaixo do esperado, e a sinalização do Banco Central de que as perspectivas sigam otimistas, contribuíram para a nossa projeção deste novo corte dos juros. Continuar lendo Copom reduz Selic a 6,50%, empurrando ainda mais para baixo o piso histórico

IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) veio bom e reforçou a nossa expectativa de que a economia brasileira cresceu acima de 1% em 2017. Além disso, os números melhores de atividade devem permitir um crescimento do PIB muito próximo a 3,00% em 2018. Acreditamos que o consumo deve impulsionar a atividade econômica deste ano, porém, não descartamos um resultado um pouco maior que o esperado para os investimentos. Continuar lendo IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

Banco Central não descarta novo corte de juros

O tom da Ata do Copom, considerada “dovish” (suave) pela REAG, não descarta a possibilidade de haver mais um corte da taxa Selic na reunião de março. Isso posto, uma vez que a sinalização de que o ciclo de cortes na taxa Selic pode ser interrompido na próxima reunião do Copom não foi uma unanimidade entre os membros do colegiado, segundo revelou a ata do encontro da semana passada. Na ocasião, a autoridade monetária desacelerou o passo e cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, ao novo patamar recorde de 6,75% ao ano. Segundo o comunicado divulgado com a nova taxa, o patamar foi definido graças à melhor recuperação da atividade econômica doméstica. Continuar lendo Banco Central não descarta novo corte de juros

IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

O índice de inflação oficial, o IPCA, desacelerou de 0,44% para 0,29% na passagem de dezembro para janeiro, o menor resultado para o mês desde a criação do Plano Real em fevereiro de 1994, enquanto as estimativas apontavam para uma alta de 0,41% no mês passado. Em base anual, o avanço foi de 2,86%, também abaixo das projeções de 2,98%. Uma inflação controlada gera expectativa de que o Banco Central conseguirá manter os juros no nível atual por mais tempo, como alimenta o “recado” deixado pelo Copom ontem de que o corte anunciado ontem foi o último do atual ciclo de ajuste monetário: a décima-primeira queda consecutiva baixou a taxa para 6,75% ao ano, o menor patamar desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. Continuar lendo IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

Copom reduze a Selic para 6,75%, a menor taxa desde 1999

O Copom do Banco Central anunciou há pouco a redução da Selic em 0,25 ponto porcentual, para 6,75% ao ano, por votação unânime sem viés. Essa era a expectativa da REAG, posicionando a taxa básica de juros ao seu menor patamar desde 1999, quando a instituição passou a divulgar metas para o índice como ferramenta de política monetária. Foi a 11ª redução consecutiva da taxa de juros e se sustenta pela grande ociosidade deixada pela crise, que deve fazer o país crescer sem grandes pressões inflacionárias do lado da demanda. A decisão, amplamente esperada pelo consenso de mercado foi praticamente anunciada na ata de dezembro. Como nada de extraordinário aconteceu desde então, o mercado já precificava esse corte. De qualquer forma, fixar a Selic em 6,50% ou em 6,75% pouca diferença faz para um mercado que se acostumou a ver os juros na casa dos dois dígitos ao longo dos últimos quatro anos. Continuar lendo Copom reduze a Selic para 6,75%, a menor taxa desde 1999

Após 3 anos de queda, produção industrial cresce 2,5% em 2017, puxada pela recuperação da indústria automotiva

Após amargar 3 anos seguidos de perdas, a indústria brasileira voltou a crescer e fechou 2017 com crescimento de 2,5%. De acordo com o IBGE, no ano passado a indústria teve o melhor resultado desde 2010, quando a produção industrial havia avançado 10,2%. No ano, quem puxou a expansão da indústria foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 17,2%. No setor automotivo, a expansão foi puxada pela exportação recorde de 762 mil veículos e por aquisições de empresas e taxistas no mercado interno. As vendas no varejo, para o consumidor comum, ainda não se recuperaram, segundo dados da Fenabrave. Continuar lendo Após 3 anos de queda, produção industrial cresce 2,5% em 2017, puxada pela recuperação da indústria automotiva

Contas públicas fecham 2017 com rombo de R$ 110,6 bi, mas em reação sobrenatural, abaixo da meta e 30% menor do que no ano anterior

O setor público consolidado não-financeiro (exclusive Petrobras e Grupo Eletrobras) encerrou o ano de 2017 com déficit de R$ 110,6 bilhões (1,7% do PIB). Apesar de negativo, tal resultado ficou abaixo da meta estipulada para 2017 (déficit de R$ 163,1 bilhões) e também do déficit de R$ 155,8 bilhões registrado em 2016 (quase 30% menor). Na avaliação da REAG, se dimensionado o tamanho do buraco cavado pela crise fiscal e recente recessão, principalmente a partir de 2015, a relativa reação das contas públicas no ano passado chega a ser magnânima e gloriosa. A façanha sobrenatural tem alguns aspectos a se destacar, como o esforço de contenção de gastos do governo e as receitas extraordinárias — de leilões de hidrelétricas e na área de petróleo, e o Refis. Sendo oportuno comentar, no entanto, que são receitas, como diz literalmente o termo, que não se repetem futuramente. Assim, ainda não é momento para amenizarmos a gravidade do quadro, apesar do resultado heroico. Continuar lendo Contas públicas fecham 2017 com rombo de R$ 110,6 bi, mas em reação sobrenatural, abaixo da meta e 30% menor do que no ano anterior