Após rasteira da greve dos caminhoneiros em maio, produção industrial tem alta de 13,1% em junho

A produção industrial brasileira registrou alta de 13,1 % em junho na comparação com o mês anterior, o melhor resultado da série histórica iniciada em 2002, superando os efeitos negativos provocados pela greve dos caminhoneiros no mês anterior, informou hoje o IBGE. Em maio, a indústria tinha registrado um tombo de dois dígitos na comparação com abril, a maior queda desde dezembro de 2008. O IBGE revisou o resultado de maio, de uma queda de 10,9% para um tombo de 11%., quando a paralisação de caminhoneiros levou desabastecimento tanto nas indústrias quanto no comércio e nas residências de todo o país, além de perdas para a agricultura. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 3,5 %. Continuar lendo Após rasteira da greve dos caminhoneiros em maio, produção industrial tem alta de 13,1% em junho

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Sem emoção, decisão do Copom vem em linha com a precificação do mercado

A decisão do Copom de manter a taxa básica de juros inalterada nos atuais 6,5% ao ano, em anúncio nesta quarta-feira (1º de agosto de 2018), veio em linha com o esperado pelo mercado. O comunicado veio totalmente apático, sem causar qualquer espanto ou emoção no mercado. Foi a terceira vez seguida que o Copom decidiu não alterar a taxa Selic. Na visão do comitê, os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre a inflação e a atividade econômica parecem ter sido efetivamente pontuais. Continuar lendo Sem emoção, decisão do Copom vem em linha com a precificação do mercado

Desemprego recua para 12,4% em junho, mas mercado de trabalho ainda se mostra desanimado

A taxa de desemprego, medida pela PNAD Contínua, alcançou 12,4% no segundo trimestre do ano. Apesar de o índice ter caído em relação ao trimestre anterior (13,1%) e na comparação com o mesmo período do ano passado (13%), o Brasil contabiliza 13 milhões de pessoas. Isso representa também queda de 5,3% em relação ao primeiro trimestre e recuo de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2017 (são 520 mil desempregados a menos). Descontando a sazonalidade, a taxa de desemprego passou de 12,3% em maio para 12,25% em junho. Basicamente, esse ligeiro recuo deveu-se ao crescimento de +0,09% da População ocupada e quase estabilidade da Força de Trabalho (+0,03%), ambas as taxas com ajuste sazonal e na mesma base de comparação. Em relação ao observado desde os meses finais de 2017, a ocupação mostra ter mantido uma taxa de crescimento constante, mas muito gradual. Continuar lendo Desemprego recua para 12,4% em junho, mas mercado de trabalho ainda se mostra desanimado

Paralisação dos caminhoneiros leva IPCA de maio muito além das projeções (+0,40%) e REAG prevê inflação perto de 0,80% em junho

O IPCA subiu 0,40% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, superando largamente as expectativas da REAG (+0,29%) e do mercado (mediana em +0,30%), com projeções que variavam de +0,20% até +0,50%. A alta foi pressionada basicamente pelo aumento mais forte nos preços dos combustíveis e os impactos diretos e indiretos da paralisação dos caminhoneiros no consumo. O indicador ficou 0,18 ponto porcentual maior que o registrado em abril (+0,22%). No acumulado do ano, a alta foi de 1,33%, o menor nível para um mês de maio desde a implantação do Plano Real, em 1994. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 2,86%. A taxa segue abaixo do piso da meta do governo – que é de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto porcentual para baixo (3%) ou para cima (6%). Continuar lendo Paralisação dos caminhoneiros leva IPCA de maio muito além das projeções (+0,40%) e REAG prevê inflação perto de 0,80% em junho

IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio

Não obstante à escalada do dólar e dos preços do petróleo, a Selic deve recuar 0,25 ponto percentual, para 6,25% ao ano, na próxima reunião do Copom, marcada para 15 e 16 de maio. Em declarações recentes, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sinalizou que os diretores levam em conta, no regime de metas para a inflação, a variação nos preços, as expectativas do mercado e o nível de atividade. Assim sendo, a perspectiva da REAG se mantém após a divulgação do IPCA de abril que surpreendeu e veio em +0,22%, significativamente abaixo das projeções do mercado (em torno de 0,29%) e pressionada pelo aumento dos preços de produtos farmacêuticos e planos de saúde. Adicionalmente, destacamos que outros componentes do índice seguem com comportamento estável e em nível baixo, o que reforça que a Selic deve ir a 6,25% neste mês e só voltar a subir no segundo semestre de 2019. Continuar lendo IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio

O que o Brasil tem a ganhar com a Selic no novo patamar em um dígito?

O Brasil entra em um novo patamar estrutural do nível de juros. Segundo indicadores econômicos dos últimos meses, tudo indica que uma nova era de juros “mais civilizados” pode se iniciar em 2018. Embora ainda seja prematuro afirmar categoricamente que essa nova era veio em definitivo, dado o risco eminente das eleições, sinais benignos começam a se solidificar. Continuar lendo O que o Brasil tem a ganhar com a Selic no novo patamar em um dígito?

Copom reduz Selic a 6,50%, empurrando ainda mais para baixo o piso histórico

Em unanimidade, os membros do Copom decidiram por um novo corte de 25 basis-points (bps) na Selic ao fim da reunião que se encerrou ao final da tarde desta quarta-feira, fazendo a taxa básica de juros anual recuar de 6,75% para 6,5%. A decisão veio em linha com a projeção da REAG, sustentada pelo fato de a inflação baixa motivar a autoridade monetária a reduzir a Selic novamente para o menor patamar da história. Os resultados positivos da inflação neste primeiro trimestre, que ficaram abaixo do esperado, e a sinalização do Banco Central de que as perspectivas sigam otimistas, contribuíram para a nossa projeção deste novo corte dos juros. Continuar lendo Copom reduz Selic a 6,50%, empurrando ainda mais para baixo o piso histórico

IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) veio bom e reforçou a nossa expectativa de que a economia brasileira cresceu acima de 1% em 2017. Além disso, os números melhores de atividade devem permitir um crescimento do PIB muito próximo a 3,00% em 2018. Acreditamos que o consumo deve impulsionar a atividade econômica deste ano, porém, não descartamos um resultado um pouco maior que o esperado para os investimentos. Continuar lendo IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

Banco Central não descarta novo corte de juros

O tom da Ata do Copom, considerada “dovish” (suave) pela REAG, não descarta a possibilidade de haver mais um corte da taxa Selic na reunião de março. Isso posto, uma vez que a sinalização de que o ciclo de cortes na taxa Selic pode ser interrompido na próxima reunião do Copom não foi uma unanimidade entre os membros do colegiado, segundo revelou a ata do encontro da semana passada. Na ocasião, a autoridade monetária desacelerou o passo e cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, ao novo patamar recorde de 6,75% ao ano. Segundo o comunicado divulgado com a nova taxa, o patamar foi definido graças à melhor recuperação da atividade econômica doméstica. Continuar lendo Banco Central não descarta novo corte de juros

IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

O índice de inflação oficial, o IPCA, desacelerou de 0,44% para 0,29% na passagem de dezembro para janeiro, o menor resultado para o mês desde a criação do Plano Real em fevereiro de 1994, enquanto as estimativas apontavam para uma alta de 0,41% no mês passado. Em base anual, o avanço foi de 2,86%, também abaixo das projeções de 2,98%. Uma inflação controlada gera expectativa de que o Banco Central conseguirá manter os juros no nível atual por mais tempo, como alimenta o “recado” deixado pelo Copom ontem de que o corte anunciado ontem foi o último do atual ciclo de ajuste monetário: a décima-primeira queda consecutiva baixou a taxa para 6,75% ao ano, o menor patamar desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. Continuar lendo IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica