Cenário Macroeconômico dezembro 2017/ janeiro 2018: ano novo será melhor do que o ano que passou, mas ainda sob o signo da incerteza

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Cenário Macroeconômico novembro/dezembro 2017: em compasso de espera para as eleições de 2018, algumas certezas já se consolidam no horizonte

Quanto mais próximos ficamos do final deste ano, solidifica-se a perspectiva de que é diminuto o espaço para mudanças na política econômica no curto prazo e que mudanças mais profundas terão de aguardar 2019. A esperança de algo diferente ocorrerá recai sobre a possível aprovação de uma emergencial reforma da Previdência, em formato mais enxuto que a proposta original. E caso nada de novo aconteça no Congresso Nacional, as expectativas benignas dos agentes econômicos provavelmente vão se dissipar velozmente, ficando apenas em compasso de espera do que virá pela frente no ainda indefinido ano eleitoral de 2018. Continuar lendo Cenário Macroeconômico novembro/dezembro 2017: em compasso de espera para as eleições de 2018, algumas certezas já se consolidam no horizonte

Cenário Macroeconômico outubro/ novembro 2017: paralisia do ajuste fiscal ainda se contrapõe à reversão cíclica da economia

A economia brasileira se recupera da maior recessão de sua história contrapondo um cenário de inflação baixa, juros em queda e contas externas benignas a resultados fiscais ainda temerosos, na ausência de reformas. No front otimista, temos os indicadores de atividade reiterando um ambiente de reversão cíclica no curto prazo, com o crescimento se solidificando e contaminando mais setores. Já do front pessimista vemos as contas do governo ainda alimentando as desconfianças da solidez da retomada econômica em meio ao caos da crise política.

Os resultados recentes para a produção industrial, varejo e serviços reforçam as projeções de crescimento para o PIB no último trimestre do ano, com o consumo das famílias liderando a retomada econômica. Isso decorre da redução do nível de desemprego, concomitantemente ao alívio no nível de endividamento e aumento do poder de compra em decorrência da deflação de itens ligados à alimentação domiciliar. A melhora no balanço das famílias deve ser intensificada pela redução do custo do crédito às pessoas físicas, em função da queda da taxa básica de juros. Continuar lendo Cenário Macroeconômico outubro/ novembro 2017: paralisia do ajuste fiscal ainda se contrapõe à reversão cíclica da economia

Cenário Macroeconômico setembro/ outubro 2017: otimismo ajuda a dar um empurrãozinho no crescimento econômico, mas sozinho não resolve tudo

O ambiente benigno de queda da inflação e dos juros associado a uma sequência de indicadores positivos de produção e do consumo nos últimos dias propiciam uma onda de otimismo na economia doméstica. As projeções de crescimento do PIB estão subindo, o país entrou em viés de alta. Nesse sentido, o fortalecimento da confiança que vai tomando corpo em todo o país, a começar pelo mercado financeiro, é uma boa notícia. Esse movimento deve estimular a alta do consumo e, eventualmente, espera-se, do investimento, reduzindo a ociosidade da economia e elevando o emprego, com repercussões positivas sobre as contas públicas e a saúde financeira das empresas e das famílias. Continuar lendo Cenário Macroeconômico setembro/ outubro 2017: otimismo ajuda a dar um empurrãozinho no crescimento econômico, mas sozinho não resolve tudo

Cenário Macroeconômico agosto/setembro 2017: nível de atividade dá sinais de vida, mas incerteza política ainda é uma constante

Se pelo lado político o mês de agosto foi mais um mês marcado por incertezas, pelos desarranjos nas contas públicas e pelo fastio político por aprovar reformas; pelo lado dos indicadores de atividade foi um mês marcado por um suspiro de esperança e alento à retomada do crescimento, mesmo que ainda duvidoso quanto à velocidade da recuperação e possível estagnação.

O Congresso voltou do recesso com menos vontade para votar a reforma da previdência e o governo, desgastado pelas denúncias de corrupção, também não demonstra mais a força que o caracterizou no primeiro semestre. Assim, do ponto de vista da economia, os reflexos são nada animadores: revisão da meta de déficit primário para R$ 159 bilhões para este ano e para 2018. As consequências ainda são incertas, a não ser o fato de que o crescimento da dívida bruta terá sua trajetória agravada e que a volta aos superávits primários ficará para a próxima década. No mais, sobram as mesmas dúvidas de sempre: as metas fiscais serão cumpridas ou teremos novas revisões?; o governo será disciplinado o suficiente para reduzir o déficit mesmo em um ano eleitoral?; qual a situação fiscal que o próximo governo vai herdar? Continuar lendo Cenário Macroeconômico agosto/setembro 2017: nível de atividade dá sinais de vida, mas incerteza política ainda é uma constante

[REAG] Cenário Macroeconômico julho/agosto 2017: economia doméstica continua empacada por conta do caos político

Apesar de a inflação, a economia internacional e as contas externas seguirem por trajetórias benignas, a retomada do crescimento não deslancha e continua empacada. Os dois principais fatores que confessadamente inibem uma retomada cíclica mais vigorosa é o problema fiscal e o caos político. A situação crítica das contas públicas não será resolvida com políticas de ajuste de curto prazo nem com a impopularidade do governo Michel Temer. As incertezas no âmbito político reduzem a confiança dos agentes econômicos que adiam seus planos de consumo e investimento, com impactos negativos e perversos sobre a retomada da economia. Como é comum ocorrer em períodos de retomadas cíclicas, esperava-se que os investimentos fossem um dos principais drivers para o crescimento da demanda. Porém, esse componente do PIB é muito sensível ao nível de confiança sobre o desempenho futuro da economia. Com um governo central cada vez mais anêmico, a crise política dificulta uma reação à deterioração fiscal. A reforma da Previdência, principal medida para desacelerar o aumento do gasto público e permitir uma estabilização, ainda que lenta e gradual, ficou mais difícil de passar pelo Congresso. A própria luta política pela sobrevivência reduz os graus de liberdade do governo para conter o gasto no dia a dia e complica a gestão das contas públicas, a começar pela capacidade do governo de atingir a meta de déficit primário para 2017.

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Cenário Macroeconômico junho/ julho/2017: turbulência política gerada pelas delações dos donos da JBS adia recuperação econômica

Apesar de o mercado financeiro se manter resiliente e o governo insistir que está no controle da situação, as denúncias envolvendo o presidente Michel Temer já traçaram o destino da economia real, que somente retomará o crescimento de forma robusta após o país eleger um novo governante, ou seja, em 2019. As novas denúncias de corrupção tiraram de cena a alavanca da retomada: a confiança dos empresários. Além disso, essa situação reflete aos olhos do investidor internacional a imagem de um país com sérios problemas de governança, mergulhado em corrupção e sem forças para sair do atoleiro.

Enquanto o governo se mobiliza para sobreviver no poder, intensifica-se a desarticulação em torno de medidas capazes de socorrer as combalidas contas públicas. Enquanto governo e Congresso ficam estagnados diante das denúncias de corrupção, a crise nas contas públicas da União e dos Estados se aprofunda. Por outro lado, os últimos indicadores têm mostrado que a economia real tem reagido com resiliência e cada vez é menor o risco de um novo agravamento da crise ou aprofundamento da recessão. O que impede um eventual retrocesso é o avanço de setores que ficam descolados da crise, como agricultura e mineração; o bom desempenho das exportações; bem como a queda da inflação, que permite a redução da taxa básica de juros e, consequentemente, deixa o crédito mais acessível. Continuar lendo Cenário Macroeconômico junho/ julho/2017: turbulência política gerada pelas delações dos donos da JBS adia recuperação econômica

Cenário Macroeconômico JUNHO/2017: incertezas geradas pela dobradinha crise política e corrupção fortalecem barreira para a recuperação econômica

Após a divulgação da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, em delação premiada, assistimos estarrecidos a mais uma hecatombe no cenário político nacional, com potenciais reflexos devastadores na economia. O áudio indica que Temer ouviu, sem fazer objeção e nem depois reportar aos órgãos competentes, os detalhes sobre mecanismos usados pelo empresário para obstruir a Justiça, como a cooptação de juízes e procuradores. Temer também escutou, sem repreender o interlocutor, declaração sobre possíveis pagamentos ilegais ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB). Isso bastou para causar uma grave mudança no ambiente político, sobrepondo um altivo grau de incerteza às perspectivas econômicas, com impactos ainda fortuitos sobre o preço dos ativos e o nível de atividade. Tal mudança certamente afetará o encaminhamento das reformas relacionadas ao ajuste fiscal e a esperada lenta e gradual retomada da atividade. Mas o que esperar após o arrefecimento dessa fase de turbulência? Difícil afirmar assertivamente, mas é provável que voltem então a prevalecer os fundamentos da economia e as tendências que se delineavam antes desse choque político. Continuar lendo Cenário Macroeconômico JUNHO/2017: incertezas geradas pela dobradinha crise política e corrupção fortalecem barreira para a recuperação econômica

Cenário Macroeconômico MAIO/2017: saída da recessão é iminente, mas ainda sufocada pelo risco político

Maio começa ainda com a economia tentando emergir de um longo período de recessão, atolada em um quadro fiscal extremamente complicado, com a dívida pública em forte escalada e com o mercado de trabalho desmantelado. Mas fazendo uma retrospectiva dos resultados macroeconômicos e setoriais no 1º trimestre de 2017 é cada vez mais certo que a economia começará a respirar os ares de uma lenta e gradual recuperação em breve. Em menos de um ano observam-se grandes avanços, como a queda da inflação para baixo da meta e os juros recuando em ritmo mais rápido do que o esperado pelo mercado. Contudo, o imbróglio no cenário fiscal se mantém, por um lado, porque o déficit público primário continua elevado e sem dar sinais de que vá cair significativamente; e por outro lado porque há pouco apoio político para um ajuste mais forte das contas públicas, por conta da conturbada crise política, da recessão e da resistência de corporações e grupos de interesse, que lutam para manter antigos privilégios e benefícios que não se sustentam mais. Continuar lendo Cenário Macroeconômico MAIO/2017: saída da recessão é iminente, mas ainda sufocada pelo risco político

Cenário Macroeconômico: ABRIL/2017 deve trazer sinais de que a recessão começa a se dissipar

Os indicadores econômicos divulgados nas últimas semanas robusteceram nossa percepção de que a crise econômica parece iniciar um processo de dissipação, gerando perspectivas menos pessimistas no cenário macro de médio e longo prazos. Isso não quer dizer que as dificuldades do lado real da economia tenham deixado de existir, nem muito menos que os desafios no âmbito político foram superados. Muito pelo contrário, as únicas certezas que temos é que a restrição fiscal será um obstáculo muito difícil de ser sobrepujado e que a tarefa de reerguer o mercado de trabalho será árdua e dolorosa. Em outras palavras, a reestruturação do cenário econômico será muito lenta e sujeita a turbulências. Continuar lendo Cenário Macroeconômico: ABRIL/2017 deve trazer sinais de que a recessão começa a se dissipar