Agenda Econômica Semanal – 13 a 19 de agosto de 2018

A divulgação do IBC-BR e da pesquisa de serviços, nesta semana, devem reforçar o ritmo gradual de recuperação da atividade doméstica observado no segundo trimestre, já apontado pela indústria e pelo varejo.

O IBC-Br de junho deve mostrar aumento de 3,2% (MoM), por causa da reversão que os números da atividade econômica mostraram, após um mês fraco devido à greve. Nesse sentido, destaque em junho para a produção industrial (13,1%), mais que compensando a queda vista em maio (-11,0%), o avanço do setor agropecuário (2,4%, MoM) e o varejo ampliado (2,5%, MoM). Além disso, nossa expectativa para o volume de serviços indica que tal setor também deve contribuir positivamente. Todavia, vale considerar que desde maio o índice de condições financeiras é contracionista, o que deve limitar a intensidade da recuperação do índice de atividade do Banco Central do Brasil no futuro próximo. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 13 a 19 de agosto de 2018

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Agenda Econômica Semanal – 6 a 12 de agosto de 2018

Na agenda doméstica, as atenções estão divididas para a Ata do Copom na (terça-feira) e a divulgação do IPCA de julho (quinta-feira). A ata sobre a última reunião do Comitê deve vir sem grandes novidades em relação ao comunicado, no qual a autoridade monetária seguiu o mesmo tom neutro que adotou nos últimos encontros, sem dar grandes sinalizações sobre a condução da Política Monetária. A última reunião do Copom decidiu, por unanimidade, pela manutenção taxa básica de juros básica da economia em 6,50% a.a.. No geral, acreditamos que o Banco Central deve continuar em processo de atualização seu cenário econômico, sem dar sinais sobre os próximos passos em relação à Selic. De modo geral, o documento deve indicar que os efeitos iniciais dos choques estão se dissipando e que as expectativas inflacionárias seguem bem ancoradas no horizonte relevante. Além disso, sua preocupação com a ociosidade elevada da economia também deve ser lembrada. Assim, continuamos avaliando que o início do processo de normalização da política monetária ocorrerá apenas 2019, de forma gradual. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 6 a 12 de agosto de 2018

Após rasteira da greve dos caminhoneiros em maio, produção industrial tem alta de 13,1% em junho

A produção industrial brasileira registrou alta de 13,1 % em junho na comparação com o mês anterior, o melhor resultado da série histórica iniciada em 2002, superando os efeitos negativos provocados pela greve dos caminhoneiros no mês anterior, informou hoje o IBGE. Em maio, a indústria tinha registrado um tombo de dois dígitos na comparação com abril, a maior queda desde dezembro de 2008. O IBGE revisou o resultado de maio, de uma queda de 10,9% para um tombo de 11%., quando a paralisação de caminhoneiros levou desabastecimento tanto nas indústrias quanto no comércio e nas residências de todo o país, além de perdas para a agricultura. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 3,5 %. Continuar lendo Após rasteira da greve dos caminhoneiros em maio, produção industrial tem alta de 13,1% em junho

Sem emoção, decisão do Copom vem em linha com a precificação do mercado

A decisão do Copom de manter a taxa básica de juros inalterada nos atuais 6,5% ao ano, em anúncio nesta quarta-feira (1º de agosto de 2018), veio em linha com o esperado pelo mercado. O comunicado veio totalmente apático, sem causar qualquer espanto ou emoção no mercado. Foi a terceira vez seguida que o Copom decidiu não alterar a taxa Selic. Na visão do comitê, os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre a inflação e a atividade econômica parecem ter sido efetivamente pontuais. Continuar lendo Sem emoção, decisão do Copom vem em linha com a precificação do mercado

Desemprego recua para 12,4% em junho, mas mercado de trabalho ainda se mostra desanimado

A taxa de desemprego, medida pela PNAD Contínua, alcançou 12,4% no segundo trimestre do ano. Apesar de o índice ter caído em relação ao trimestre anterior (13,1%) e na comparação com o mesmo período do ano passado (13%), o Brasil contabiliza 13 milhões de pessoas. Isso representa também queda de 5,3% em relação ao primeiro trimestre e recuo de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2017 (são 520 mil desempregados a menos). Descontando a sazonalidade, a taxa de desemprego passou de 12,3% em maio para 12,25% em junho. Basicamente, esse ligeiro recuo deveu-se ao crescimento de +0,09% da População ocupada e quase estabilidade da Força de Trabalho (+0,03%), ambas as taxas com ajuste sazonal e na mesma base de comparação. Em relação ao observado desde os meses finais de 2017, a ocupação mostra ter mantido uma taxa de crescimento constante, mas muito gradual. Continuar lendo Desemprego recua para 12,4% em junho, mas mercado de trabalho ainda se mostra desanimado

Agenda Econômica Semanal – 30 de julho a 5 de agosto de 2018

O principal evento da agenda econômica desta semana será a reunião do COPOM (quarta-feira). O Banco Central do Brasil deve manter a taxa Selic em 6,50% e no comunicado pós-reunião deve destacar a importância do monitoramento da evolução da conjuntura e de seus efeitos na inflação, porém, sem se comprometer previamente com movimentos futuros de juros. Com os indicadores de atividade dos últimos meses impactados pela greve, dificultando uma leitura mais assertiva sobre a velocidade da retomada, com a manutenção da ancoragem das expectativas de inflação e a recente apreciação do Real, nossa projeção segue sendo de manutenção da taxa básica de juros em 6,5%. Decisões de política monetária e possibilidade de reverberação da tensão comercial nos indicadores de atividade tendem a manter a volatilidade dos mercados. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 30 de julho a 5 de agosto de 2018

Agenda Econômica Semanal – 23 a 29 de julho de 2018

Setor Externo e Crédito sãos os destaques da agenda doméstica desta semana

A agenda doméstica de indicadores econômicos desta semana trará a divulgação das notas de setor externo e de operações de crédito, ambas de junho. Além disso, ainda serão divulgados os dados de resultado primário do Governo Central e de arrecadação, que devem mostrar desaceleração. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 23 a 29 de julho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de julho de 2018

Na agenda doméstica, destaque para os resultados do IPCA-15 de julho e o IBC-Br de maio

O índice de inflação continuará mostrando dissipação dos efeitos da greve. Já a proxy de PIB mensal do Banco Central, o IBC-Br, apresentou queda de 3,34% em maio (na margem), mês com maior efeito sobre a atividade da paralisação no setor de transportes. O resultado reflete a expressiva queda de 10,9% (MoM) da produção industrial e o recuo de 4,9% (MoM) do varejo ampliado. A contração de 3,8% (MoM) do setor de serviços também ajuda a explicar nossa perspectiva negativa para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de julho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 9 a 15 de julho de 2018

Resultados do varejo e serviços trarão uma melhor dimensão do impacto da greve dos caminhoneiros sobre a economia
A semana terá início com os mercados domésticos fechados devido ao feriado de de 9 de julho no Estado de São Paulo. Apesar disso, teremos alguns indicadores importantes durante a semana. Destaque para o varejo e o volume de serviços de maio, que permitirão avaliação mais completa do impacto da greve dos caminhoneiros sobre a atividade econômica. O impacto sobre a indústria foi forte, mas menor do que esperado e agora as atenções se voltam para o comportamento dos outros setores. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 9 a 15 de julho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de julho de 2018

Ofuscado pelo brilho da Copa, semana tem retração industrial e IPCA salgado como reflexo da paralisação dos caminhoneiros 

No Brasil, a produção industrial e o IPCA deverão refletir os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. Contaminados pelos impactos da greve, a produção industrial de maio deverá mostrar forte retração, enquanto o IPCA de junho deverá reportar forte aceleração dos preços, especialmente de produtos alimentícios. Para os dois indicadores, consideramos que os resultados apresentados não revelam tendência, mas sim efeitos transitórios que se dissiparão à frente. Caso a retração projetada pela REAG para a produção industrial (quarta-feira) se confirme, essa será a maior queda na série histórica do setor: os indicadores antecedentes do setor mostraram números bastante negativos, corroborando para a projeção pessimista do setor no mês. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de julho de 2018