REAG mantém perspectiva de Selic estável no 2º semestre de 2018

Após o Copom anunciar, ontem, a manutenção da Selic em 6,5% ao ano, a REAG reitera seu cenário de manutenção da taxa de juros nesse patamar ao longo do 2º semestre deste ano. Muito provavelmente a política monetária permanecerá inalterada até que as expectativas em relação às eleições presidenciais, em outubro, tomem mais corpo, apesar de esperados apenas impactos temporários na inflação com a greve dos caminhoneiros e a alta do dólar. A decisão, novamente unânime, corroborou a expectativa largamente predominante nos mercados; e, desta vez, veio em linha com a sinalização recente do Copom. Continuar lendo REAG mantém perspectiva de Selic estável no 2º semestre de 2018

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Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de junho de 2018

No Brasil, a agenda semanal vem pesada com os dados de vendas no varejo de abril, o volume de serviços e o IBC-Br de abril, além dos indicadores de nível de preços. O varejo restrito de abril (quarta-feira) deve crescer 1,0% (M/M). Os bons indicadores coincidentes, como o das consultas ao SCPC (3,0%, M/M) e o das vendas dos supermercados (0,4%, M/M, Abras | 0,2%, M/M, Boa Vista), dão suporte à nossa análise. No conceito ampliado, o comércio deve avançar 2,5% (M/M) devido ao forte comércio do setor automotivo (9,7%, M/M, Fenabrave | 3,2%, M/M, Anfavea). Projetamos ligeiro crescimento do IBC-Br, (sexta-feira) refletindo não só a expansão já registrada na indústria, mas também o melhor dinamismo no comércio e, em menor escala, em serviços. O IBC-Br de abril deve mostrar alta de 0,7% (M/M). O resultado deve refletir nossa perspectiva positiva para o varejo ampliado e o resultado acima das expectativas da produção industrial (0,8%, M/M). Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de junho de 2018

Paralisação dos caminhoneiros leva IPCA de maio muito além das projeções (+0,40%) e REAG prevê inflação perto de 0,80% em junho

O IPCA subiu 0,40% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, superando largamente as expectativas da REAG (+0,29%) e do mercado (mediana em +0,30%), com projeções que variavam de +0,20% até +0,50%. A alta foi pressionada basicamente pelo aumento mais forte nos preços dos combustíveis e os impactos diretos e indiretos da paralisação dos caminhoneiros no consumo. O indicador ficou 0,18 ponto porcentual maior que o registrado em abril (+0,22%). No acumulado do ano, a alta foi de 1,33%, o menor nível para um mês de maio desde a implantação do Plano Real, em 1994. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 2,86%. A taxa segue abaixo do piso da meta do governo – que é de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto porcentual para baixo (3%) ou para cima (6%). Continuar lendo Paralisação dos caminhoneiros leva IPCA de maio muito além das projeções (+0,40%) e REAG prevê inflação perto de 0,80% em junho

Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de junho de 2018

Produção Industrial e inflação estão no radar da semana

Resultados da produção industrial e da inflação ao consumidor serão os destaques da agenda doméstica. Na terça-feira, a produção industrial de abril deve apresentar variação nula. Sobre os indicadores coincidentes, há números mistos. De um lado, temos a Anfavea apontando crescimento de 8,4% da produção de veículos. De outro lado, destaque para o Instituto Brasileiro de Siderurgia apontando queda de 3,1% na produção de aço em abril, algo que pode ser reflexo da possível taxação adicional americana na importação do aço brasileiro. Na quinta-feira, é a vez de conhecermos os números da FGV sobre mercado de trabalho de maio (IAEmp – Indicador Antecedente de Emprego e ICD – Indicador Coincidente de Desemprego). Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de junho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 28 de maio a 3 de junho de 2018

PIB, resultados fiscais, crédito e taxa de desemprego são os destaques da agenda doméstica nesta semana com feriado

Apesar do feriado na quinta-feira, a semana terá importantes divulgações, como a do PIB (quarta-feira). O PIB1T18 deve mostrar crescimento de 0,3% (T/T). Do lado da oferta, destaque para o PIB de Serviços (0,2%, T/T), impulsionado pelo bom comércio do varejo ampliado (1,0%, T/T), que, por sua vez, vem sendo estimulado pelas fortes vendas do setor automotivo (8,4%, T/T). O setor Agropecuário (1,8%, T/T) também deve ajudar. Do lado da demanda, o Consumo deve ser o vetor mais importante, refletindo a inflação baixa e a trajetória ascendente da massa salarial real. Os Investimentos também devem contribuir positivamente, refletindo a política de flexibilização monetária. Porém, tal contribuição deve ser modesta, uma vez que as incertezas sobre as eleições e os efeitos da não realização de uma reforma da previdência devem limitar o apetite por risco dos empresários. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 28 de maio a 3 de junho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de maio de 2018

A agenda doméstica terá como foco principal a decisão do Copom, que deve cortar a taxa Selic de 6,75% para 6,25%, o que levará a Selic ao seu menor patamar histórico. Acreditamos que as condições correntes da atividade e inflação continuam prescrevendo novo corte da taxa básica de juros, ainda que o balanço de riscos para a inflação tenha piorado nas últimas semanas com a desvalorização cambial. Como justificativa, a autoridade monetária deve avaliar que a inflação segue com trajetória benigna e a atividade econômica está com recuperação ainda consistente, apesar dos números mais fracos. Além disso, a fala do presidente do Banco Central, durante o mês de março, considerando que a instituição tem reservas suficientes para suavizar variações bruscas do dólar, amenizou a relevância do tema para decisão de política monetária de maio, abrindo caminho para mais um corte da Selic. Com a decisão, acreditamos que a instituição deve encerrar o ciclo de flexibilização da política monetária e o comunicado deve apresentar esse posicionamento de forma clara. Tal decisão, no entanto, diminui o risco de postergação da convergência da inflação para a meta. De fato, os modelos do Banco Central devem apontar resultados ao redor da meta neste e no próximo ano. Ainda será conhecido o resultado da Pesquisa mensal de serviços de março e o IBC-Br do mês, consolidando os resultados do 1º trimestre, para o qual esperamos ritmo modesto de recuperação. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de maio de 2018

IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio

Não obstante à escalada do dólar e dos preços do petróleo, a Selic deve recuar 0,25 ponto percentual, para 6,25% ao ano, na próxima reunião do Copom, marcada para 15 e 16 de maio. Em declarações recentes, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sinalizou que os diretores levam em conta, no regime de metas para a inflação, a variação nos preços, as expectativas do mercado e o nível de atividade. Assim sendo, a perspectiva da REAG se mantém após a divulgação do IPCA de abril que surpreendeu e veio em +0,22%, significativamente abaixo das projeções do mercado (em torno de 0,29%) e pressionada pelo aumento dos preços de produtos farmacêuticos e planos de saúde. Adicionalmente, destacamos que outros componentes do índice seguem com comportamento estável e em nível baixo, o que reforça que a Selic deve ir a 6,25% neste mês e só voltar a subir no segundo semestre de 2019. Continuar lendo IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio

Agenda Econômica Semanal – 7 a 13 de maio de 2018

Destacamos a divulgação dos dados de inflação e vendas do comércio varejista na agenda doméstica. Com núcleos ainda bem-comportados, estimamos variação de 0,29% para o IPCA de abril, levando o acumulado de 12 meses para 2,84%. Serão conhecidos também os dados de inflação no atacado: o IGP-DI de abril deverá mostrar variação de 0,57%. Com este resultado, o Copom ainda terá tranquilidade para realizar mais um corte de juros em sua próxima reunião, que ocorre nos dias 15 e 16 de maio. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 7 a 13 de maio de 2018

Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de abril de 2018

A agenda doméstica traz números importantes para a economia, como a prévia do PIB de fevereiro

Na agenda doméstica, indicadores devem reforçar o cenário de inflação comportada e de atividade em recuperação consistente, ainda que gradual. Após dados decepcionantes de varejo e serviços, a agenda doméstica conta com números importantes para a economia como o IBC-Br, prévia do PIB de fevereiro. O dado foi divulgado nesta segunda-feira. Depois de começar o ano no vermelho, a economia brasileira voltou a crescer em fevereiro. O IBC-BR teve uma leve alta de 0,09% no mês. A alta, entretanto, ficou abaixo da expectativa dos analistas do mercado financeiro de uma expansão de 1,5%. Nos últimos 12 meses, o país mostra um crescimento de 1,32%. É uma aceleração em relação apo período terminado em janeiro. No mês passado, o Banco Central divulgou que houve uma alta de 1,2%, nos últimos 12 meses. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de abril de 2018