Agenda Econômica Semanal – 10 a 16 de setembro de 2018

Dados dos setores de comércio e serviços são os destaques desta semana

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação dos dados do comércio (quinta-feira) e serviços (sexta-feira) de julho, compatíveis com a atividade moderada no início do terceiro trimestre. O varejo restrito deve crescer 0,3% (MoM) em julho. A suave alta dos indicadores coincidentes, como as consultas ao SCPC (0,2%) e o do movimento do comércio (0,2%, MoM, Serasa), dão suporte à estimativa. No conceito ampliado, que inclui veículos e material para construção, o avanço deve ser de 0,4% (MoM), refletindo o crescimento do comércio de material de construção (2,4%) e de veículos (1,8%). Teremos ainda o impacto da liberação das cotas do PIS/PASEP. Com relação ao volume de serviços, o dado de julho deve recuar de 0,6% (MoM), após avançar 6,6% (M/M) em junho. O resultado deve refletir a queda no fluxo de veículos pesados nas estradas (-6,8%, M/M), após a normalização dos serviços de transportes. Esses dados, somados ao da indústria, apontam para ritmo gradual da economia no início deste trimestre. Ainda teremos a divulgação do IGP-10 de setembro (esperamos alta de 0,85%), que seguirá indicando pressão elevada nos preços no atacado.

A primeira prévia do IGP-M de setembro, divulgada na terça, deve mostrar aceleração. A alta no preço dos grãos será o principal vetor para o movimento. Além disso, a alta do minério de ferro compensará a queda dos alimentos industrializados.  Na sexta teremos a divulgação IGP-10 de agosto. O indicador deve acelerar de 0,51% para 0,83% (M/M), puxado principalmente pela alta no preço dos produtos agropecuários.

Reunião dos Bancos Centrais da Europa (BCE), da Inglaterra (BoE) e da Turquia serão os destaques da agenda externa. A frustração recente com o desempenho da atividade e dos núcleos de inflação na Área do Euro deve fazer com que o BCE traga um comunicado mais leve. Na mesma direção, após surpreender com a alta na última reunião, o BoE tende a trazer um tom mais moderado. Na Turquia, a expectativa é a de que BC eleve a taxa de juros em 3,0 p.p., visando conter a recente depreciação da lira turca. Ainda teremos os indicadores de inflação dos EUA, que devem seguir mostrando aceleração gradual. Ao mesmo tempo, os dados de atividade de agosto na China devem apontar para moderação da economia no terceiro trimestre.

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