Agenda Econômica Semanal – 27 de agosto a 2 de setembro de 2018

PIB brasileiro e dos EUA são os destaques nas agendas econômicas desta semana

O resultado do PIB brasileiro do segundo trimestre está no radar do mercado nesta semana, para o qual esperamos estabilidade na comparação com primeiro trimestre. Na sexta, será divulgado o PIB do 2T18. O indicador deve desacelerar de 0,4% para 0,1% T/T, refletindo os efeitos diretos e indiretos da greve dos caminhoneiros observada no final de maio. Do lado da oferta, os vetores para o movimento serão o fraco desempenho do setor agropecuário (-1,9%) e de serviços (0,1%). Do lado da demanda, o destaque negativo fica para os investimentos (-2,6%, T/T) e a fraca performance do setor externo.

Na quinta, a taxa de desemprego de julho deve cair de 12,4% para 12,2%, o que, com ajuste sazonal, significaria estabilidade em torno de 12,3%. O destaque deverá ser a diminuição de 362 mil pessoas da população ocupada. No decorrer da semana, a FGV divulgará suas sondagens de agosto sobre a confiança de serviços (quarta), indústria (terça) e construção (segunda).

Também serão divulgados os dados de julho do setor externo, que devem corroborar o cenário de contas externas ajustadas e condições de financiamento favoráveis para a economia brasileira. Conheceremos ainda os dados das contas públicas e de crédito, também referentes ao mês passado. Na quinta, o resultado do Governo Central de julho deve ser -R$8,9 bi, dado melhor o do registrado no mesmo período de 2017 (-R$ 20,2 bi). A dinâmica reflete a melhora gradual da economia, com destaque para as maiores receitas provenientes dos royalties de petróleo e o melhor desempenho das receitas administradas. De outro lado, vale citar o aumento sazonal das despesas com pessoal e subsídios.

Teremos também a divulgação de indicadores de preços. O IGP-M (quinta) deve acelerar de 0,51% para 0,65% em agosto. De um lado, o IPA agropecuário deve reverter a queda registrada no mês anterior, pressionado pela alta no preço dos grãos. Já o IPA de bens industriais, por outro lado, deve desacelerar com a alta menos intensa no preço dos combustíveis. Na segunda, o INCC-M deve desacelerar de 0,72% para 0,32% (M/M) na leitura de agosto, em razão da dissipação do efeito dos reajustes salariais no período. No final da semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica definirá a bandeira tarifária para setembro. A previsão é a de que seja mantida a Bandeira Vermelha patamar 2, em razão da das condições hidrológicas desaforáveis e da tendência de redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios.

A divulgação do PIB norte-americano do segundo trimestre é destaque no cenário externo. O indicador deverá evidenciar um ritmo acelerado de crescimento. Na quarta, as revisões para baixo no consumo das famílias e nos gastos do governo devem reduzir o PIB na segunda leitura do 2T18. Também merece destaque os resultados de inflação nos EUA e na Alemanha.

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