Agenda Econômica Semanal – 6 a 12 de agosto de 2018

Agenda doméstica traz as atenções divididas entre a ata do Copom e o IPCA

Na agenda doméstica, as atenções estão divididas para a Ata do Copom na (terça-feira) e a divulgação do IPCA de julho (quinta-feira). A ata sobre a última reunião do Comitê deve vir sem grandes novidades em relação ao comunicado, no qual a autoridade monetária seguiu o mesmo tom neutro que adotou nos últimos encontros, sem dar grandes sinalizações sobre a condução da Política Monetária. A última reunião do Copom decidiu, por unanimidade, pela manutenção taxa básica de juros básica da economia em 6,50% a.a.. No geral, acreditamos que o Banco Central deve continuar em processo de atualização seu cenário econômico, sem dar sinais sobre os próximos passos em relação à Selic. De modo geral, o documento deve indicar que os efeitos iniciais dos choques estão se dissipando e que as expectativas inflacionárias seguem bem ancoradas no horizonte relevante. Além disso, sua preocupação com a ociosidade elevada da economia também deve ser lembrada. Assim, continuamos avaliando que o início do processo de normalização da política monetária ocorrerá apenas 2019, de forma gradual.

Já no que diz respeito ao IPCA de julho, nossa expectativa é de alta de 0,28%, cuja leitura do indicador reforça a tese de os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre os preços já foi absorvida, quando, em junho, a inflação chegou a 1,26%. Entre os itens, destaque para a deflação dos in natura (tubérculos e frutas), Combustíveis (Gasolina, Etanol e Óleo diesel), e Vestuário, que deve refletir as liquidações estimuladas pelo clima excepcionalmente ameno para o inverno. Os dados de inflação de julho deverão reforçar a dinâmica recente, com indicadores subjacentes da inflação ao consumidor com comportamento benigno e preços industriais no atacado (núcleo) pressionados. No atacado, o IGP-DI de julho (quarta) deve desacelerar de 1,48% para 0,41% puxado pelos produtos agropecuários, que devem refletir a deflação de Milho, Batata e Mandioca e das Frutas (Laranja, Banana e Mamão). Além disso, vale citar que a deflação do Minério de ferro e a acomodação do câmbio também devem contribuir para o arrefecimento do índice.

Na sexta, o varejo restrito de junho deve crescer 0,4% (MoM). Os bons indicadores coincidentes como o das consultas ao SCPC (6,9%) e o do movimento do comércio (3,4%, Serasa), dão suporte à estimativa. No conceito ampliado, que inclui veículos e material para construção, deve haver alta de 1,6% (MoM). A compensação de parte da forte queda de maio, o avanço do crédito e o juro baixo ajudam à explicar nossa estimativa inicial subiu 1,26%.

Nos Estados Unidos, o destaque é a publicação da taxa de inflação ao consumidor do mês de julho (sexta-feira). A expectativa é de tanto a inflação no atacado (PPI) quanto a no varejo (CPI)  deverão seguir indicando aceleração gradual. O mercado espera que a inflação nos EUA permaneça em torno de 3%, refletindo o aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Além disso, vale destacar o índice de preços ao produtor de julho (quinta-feira) e o resultado fiscal do governo federal para o mês de julho (sexta-feira).

Na Ásia saem os dados da balança comercial da China e o índice de inflação ao consumidor, ambos na quarta-feira. O resultado das transações comerciais deve indicar os possíveis efeitos negativos da guerra comercial com os EUA sobre o gigante asiático. A semana ainda traz a primeira estimativa do PIB japonês para o segundo trimestre (quinta-feira).

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