Agenda Econômica Semanal – 30 de julho a 5 de agosto de 2018

No Brasil, a semana será intensa, com divulgações de indicadores de produção industrial, mercado de trabalho e reunião do Copom

O principal evento da agenda econômica desta semana será a reunião do COPOM (quarta-feira). O Banco Central do Brasil deve manter a taxa Selic em 6,50% e no comunicado pós-reunião deve destacar a importância do monitoramento da evolução da conjuntura e de seus efeitos na inflação, porém, sem se comprometer previamente com movimentos futuros de juros. Com os indicadores de atividade dos últimos meses impactados pela greve, dificultando uma leitura mais assertiva sobre a velocidade da retomada, com a manutenção da ancoragem das expectativas de inflação e a recente apreciação do Real, nossa projeção segue sendo de manutenção da taxa básica de juros em 6,5%. Decisões de política monetária e possibilidade de reverberação da tensão comercial nos indicadores de atividade tendem a manter a volatilidade dos mercados.

A produção industrial (quinta) deve subir 20,0% (M/M) em junho, em razão dos turnos extras que o setor deve utilizar para compensar as paralisações causadas pela greve dos caminhoneiros e pelos dias de jogos da copa do mundo. O forte desempenho dos indicadores coincidentes, como o de fluxo de veículos nas estradas (47,0%), a expedição de papel ondulado (41,9%) e a produção de veículos (37,0%) dão suporte à essa perspectiva. Alguns dados sobre o setor automobilístico de julho serão conhecidos no decorrer da semana (Fenabrave e Anfavea).

Para o mercado de trabalho, contemplamos estabilidade na taxa de desemprego (terça), que deve recuar de 12,7% para 12,6% em junho. Se nossa estimativa for confirmada, a taxa de desemprego com ajuste sazonal subirá de 12,3% para 12,4%.

Quanto ao IGP-M, o índice de preços registrou alta de 0,51% em julho, refletindo a deflação nos preços agropecuários e manutenção da pressão no núcleo industrial. O resultado reflete a dissipação dos efeitos inflacionários causados pela greve dos caminhoneiros. Destaque para os Grãos (Milho e Feijão), Laranja e Batata. Além disso, o congelamento do preço Óleo diesel, estratégia adotada para pôr fim à greve, a acomodação do preço do Minério de ferro e a maior estabilidade do câmbio também devem contribuir para o processo.

Nos EUA, além da expectativa de manutenção da taxa de juros pelo Fed, teremos a divulgação do ISM industrial de julho e os dados do mercado de trabalho do mesmo período. Na Área do Euro, serão conhecidos o PIB do segundo trimestre e as estimativas da inflação ao consumidor de julho. No Reino Unido, apesar da expectativa majoritária de manutenção dos juros, a comunicação do Banco Central será fundamental para nortear os próximos passos face à expectativa de mais uma elevação de juros neste ano. Quanto ao Banco Central japonês, apesar dos rumores sobre alterações na política de estabilidade dos juros de 10 anos em zero, esperamos manutenção das condições atuais. Por fim, serão conhecidos os PMI´s chineses da indústria e de serviços, importantes em função de sinais de possíveis impactos das tensões comerciais nos dados de atividade.

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