Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de julho de 2018

Na agenda doméstica, destaque para os resultados do IPCA-15 de julho e o IBC-Br de maio

O índice de inflação continuará mostrando dissipação dos efeitos da greve. Já a proxy de PIB mensal do Banco Central, o IBC-Br, apresentou queda de 3,34% em maio (na margem), mês com maior efeito sobre a atividade da paralisação no setor de transportes. O resultado reflete a expressiva queda de 10,9% (MoM) da produção industrial e o recuo de 4,9% (MoM) do varejo ampliado. A contração de 3,8% (MoM) do setor de serviços também ajuda a explicar nossa perspectiva negativa para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil.

Na sexta-feira, o IPCA-15 de julho deve desacelerar de 1,11% para 0,64% (MoM) devido à dissipação dos efeitos inflacionários da greve dos caminhoneiros nos in natura (batata, cebola e tomate) e combustíveis. A deflação do grupo vestuário também deve ajudar.

O IGP-10 de julho (segunda-feira) deve desacelerar de 1,86% para 0,65%, puxado pela deflação dos produtos agropecuários. O movimento deve refletir a dissipação dos efeitos inflacionários provocados pela greve dos caminhoneiros ocorrida no final de maio.

No decorrer da semana, os IPCs da 2ª quadrissemana de julho serão conhecidos. O índice da FIPE, deve desacelerar de 0,63% para 0,42%, em razão do barateamento do grupo Vestuário e do menor ritmo de alta do grupo de Transportes. O da FGV deve desacelerar de 1,01% para 0,69%, puxado pela deflação do grupo Vestuário, bem como pela desaceleração do grupo Alimentação e do grupo de Transportes.

A 2ª prévia do IGP-M de julho deve desacelerar de 1,75% para 0,15% (MoM), puxado pela deflação do grupo Vestuário e pela desaceleração do grupo de Transportes.

Na agenda externa, os mercados estarão atentos à divulgação do PIB da China e da inflação ao consumidor na Área do Euro. O PIB chinês do 2º trimestre deve mostrar alta interanual de 6,7%, com ligeira desaceleração em relação ao observado no 1º trimestre, refletindo a moderação em curso da atividade interna. Na Área do Euro, os preços ao consumidor devem atingir alta interanual de 2,0% em junho.

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