Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de julho de 2018

Ofuscado pelo brilho da Copa, semana tem retração industrial e IPCA salgado como reflexo da paralisação dos caminhoneiros 

No Brasil, a produção industrial e o IPCA deverão refletir os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. Contaminados pelos impactos da greve, a produção industrial de maio deverá mostrar forte retração, enquanto o IPCA de junho deverá reportar forte aceleração dos preços, especialmente de produtos alimentícios. Para os dois indicadores, consideramos que os resultados apresentados não revelam tendência, mas sim efeitos transitórios que se dissiparão à frente. Caso a retração projetada pela REAG para a produção industrial (quarta-feira) se confirme, essa será a maior queda na série histórica do setor: os indicadores antecedentes do setor mostraram números bastante negativos, corroborando para a projeção pessimista do setor no mês.

Já na sexta-feira acontece o evento mais importante da semana: o IPCA de junho. A expectativa da REAG é de alta de 1,27%, levando o indicador para 4,40% no acumulado de 12 meses. A inflação deve seguir pressionada em função da greve dos caminhoneiros e do acionamento da bandeira vermelha nível 2 nas contas de energia elétrica. Mas em linhas gerais, em termos prospectivos, a inflação deve seguir abaixo do centro da meta neste ano. Parte dos efeitos da greve devem ser devolvidos ao longo dos próximos meses. Contudo, acreditamos que a desvalorização cambial deve levar a uma inflação mais elevada no ano.

Nesta segunda-feira começa em clima de decisão para o Brasil na Copa do Mundo com o jogo das oitavas de final, o que deve reduzir a liquidez do mercado no final da manhã. Contudo, o início desta sessão, a primeira do semestre, conta com outros destaques no radar, como o dia majoritariamente pesado no exterior com os temores de guerra comercial voltando a se intensificar, crise política na Alemanha e o resultado da eleição no México, o nosso rival da Copa do Mundo nesta segunda. Confira no que se atentar:

Após a alta de 2,4% do dólar na semana passada, o Banco Central anunciou na sexta-feira plano de rolar integralmente os US$ 14 bilhões de swaps que vencem em 1 de agosto e de fazer leilões de swap cambial e de linha nas próximas semanas, sempre que necessário. Nesta segunda, o Banco Central faz leilão de até 14.000 contratos de swap de 1 de agosto; a autoridade monetária reafirma que não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado.

Nos EUA, atenção para terça-feira (3) e quarta-feira (4). No primeiro dia, o mercado fechará mais cedo, às 13h, por conta do feriado no dia seguinte, de Dia da Independência do país. Além disso, a semana terá atenção especial para a guerra comercial entre os EUA e seus parceiros comerciais.

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