Desemprego recua para 12,4% em junho, mas mercado de trabalho ainda se mostra desanimado

A taxa de desemprego, medida pela PNAD Contínua, alcançou 12,4% no segundo trimestre do ano. Apesar de o índice ter caído em relação ao trimestre anterior (13,1%) e na comparação com o mesmo período do ano passado (13%), o Brasil contabiliza 13 milhões de pessoas. Isso representa também queda de 5,3% em relação ao primeiro trimestre e recuo de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2017 (são 520 mil desempregados a menos). Descontando a sazonalidade, a taxa de desemprego passou de 12,3% em maio para 12,25% em junho. Basicamente, esse ligeiro recuo deveu-se ao crescimento de +0,09% da População ocupada e quase estabilidade da Força de Trabalho (+0,03%), ambas as taxas com ajuste sazonal e na mesma base de comparação. Em relação ao observado desde os meses finais de 2017, a ocupação mostra ter mantido uma taxa de crescimento constante, mas muito gradual. Continuar lendo Desemprego recua para 12,4% em junho, mas mercado de trabalho ainda se mostra desanimado

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Agenda Econômica Semanal – 30 de julho a 5 de agosto de 2018

O principal evento da agenda econômica desta semana será a reunião do COPOM (quarta-feira). O Banco Central do Brasil deve manter a taxa Selic em 6,50% e no comunicado pós-reunião deve destacar a importância do monitoramento da evolução da conjuntura e de seus efeitos na inflação, porém, sem se comprometer previamente com movimentos futuros de juros. Com os indicadores de atividade dos últimos meses impactados pela greve, dificultando uma leitura mais assertiva sobre a velocidade da retomada, com a manutenção da ancoragem das expectativas de inflação e a recente apreciação do Real, nossa projeção segue sendo de manutenção da taxa básica de juros em 6,5%. Decisões de política monetária e possibilidade de reverberação da tensão comercial nos indicadores de atividade tendem a manter a volatilidade dos mercados. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 30 de julho a 5 de agosto de 2018

Agenda Econômica Semanal – 23 a 29 de julho de 2018

Setor Externo e Crédito sãos os destaques da agenda doméstica desta semana

A agenda doméstica de indicadores econômicos desta semana trará a divulgação das notas de setor externo e de operações de crédito, ambas de junho. Além disso, ainda serão divulgados os dados de resultado primário do Governo Central e de arrecadação, que devem mostrar desaceleração. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 23 a 29 de julho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de julho de 2018

Na agenda doméstica, destaque para os resultados do IPCA-15 de julho e o IBC-Br de maio

O índice de inflação continuará mostrando dissipação dos efeitos da greve. Já a proxy de PIB mensal do Banco Central, o IBC-Br, apresentou queda de 3,34% em maio (na margem), mês com maior efeito sobre a atividade da paralisação no setor de transportes. O resultado reflete a expressiva queda de 10,9% (MoM) da produção industrial e o recuo de 4,9% (MoM) do varejo ampliado. A contração de 3,8% (MoM) do setor de serviços também ajuda a explicar nossa perspectiva negativa para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de julho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 9 a 15 de julho de 2018

Resultados do varejo e serviços trarão uma melhor dimensão do impacto da greve dos caminhoneiros sobre a economia
A semana terá início com os mercados domésticos fechados devido ao feriado de de 9 de julho no Estado de São Paulo. Apesar disso, teremos alguns indicadores importantes durante a semana. Destaque para o varejo e o volume de serviços de maio, que permitirão avaliação mais completa do impacto da greve dos caminhoneiros sobre a atividade econômica. O impacto sobre a indústria foi forte, mas menor do que esperado e agora as atenções se voltam para o comportamento dos outros setores. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 9 a 15 de julho de 2018

Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de julho de 2018

Ofuscado pelo brilho da Copa, semana tem retração industrial e IPCA salgado como reflexo da paralisação dos caminhoneiros 

No Brasil, a produção industrial e o IPCA deverão refletir os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. Contaminados pelos impactos da greve, a produção industrial de maio deverá mostrar forte retração, enquanto o IPCA de junho deverá reportar forte aceleração dos preços, especialmente de produtos alimentícios. Para os dois indicadores, consideramos que os resultados apresentados não revelam tendência, mas sim efeitos transitórios que se dissiparão à frente. Caso a retração projetada pela REAG para a produção industrial (quarta-feira) se confirme, essa será a maior queda na série histórica do setor: os indicadores antecedentes do setor mostraram números bastante negativos, corroborando para a projeção pessimista do setor no mês. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de julho de 2018