IPCA de abril vem bem-comportado (+0,22%), mantendo a aposta de que a Selic vai a 6,25% em maio

Não obstante à escalada do dólar e dos preços do petróleo, a Selic deve recuar 0,25 ponto percentual, para 6,25% ao ano, na próxima reunião do Copom, marcada para 15 e 16 de maio. Em declarações recentes, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sinalizou que os diretores levam em conta, no regime de metas para a inflação, a variação nos preços, as expectativas do mercado e o nível de atividade. Assim sendo, a perspectiva da REAG se mantém após a divulgação do IPCA de abril que surpreendeu e veio em +0,22%, significativamente abaixo das projeções do mercado (em torno de 0,29%) e pressionada pelo aumento dos preços de produtos farmacêuticos e planos de saúde. Adicionalmente, destacamos que outros componentes do índice seguem com comportamento estável e em nível baixo, o que reforça que a Selic deve ir a 6,25% neste mês e só voltar a subir no segundo semestre de 2019.

O resultado mostra que o indicador ficou 0,13 ponto porcentual maior que o registrado em março (+0,09%). No acumulado do ano, a alta foi de 0,92%, o menor nível para um mês de abril desde a implantação do Plano Real, em 1994. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 2,76%.

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As declarações de Ilan sinalizaram que o BC manterá a estratégia previamente definida na ata do último encontro do Copom e no Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Apesar disso, o mercado está dividido sobre como a autoridade monetária se comportará na próxima semana. Mesmo com a depreciação do real frente ao dólar, a retomada lenta e gradual do crescimento econômico deve amortecer o repasse de variações cambiais para os preços. Não descartamos o fato de o cenário externo mais turbulento afetar todas as economias emergentes, mas ponderamos que, comparativamente, o Brasil ainda possui fundamentos econômicos significativamente robustos e capazes de absorver o impacto cambial.

A REAG mantém sua projeção para o IPCA de 2018 em 3,7%, mas lembra que se o dólar continuar progredindo e permanecer pressionado por muitos meses, o risco para o cumprimento da meta em 2019 aumenta, o que poderia levar o Banco Central a começar o processo de aperto monetário antes do previsto. Atualmente, a REAG projeta 4,3% para o IPCA do ano que vem.

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