Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de março de 2018

Reunião do Copom (quarta-feira) será o principal evento da semana

O Banco Central deve reduzir a Selic para 6,5% na quarta-feira. Na reunião do Copom (quarta-feira), o Banco Central deve promover um novo corte de 0,25% na Selic, levando a taxa básica para patamar que deverá ser mantido até o fim de 2018. Em nossa visão, as surpresas baixistas com a inflação e a retomada moderada da atividade levarão o Banco Central a um novo corte de 25 basis-points (bps) nesta semana. Em seu último comunicado, o Banco Central deixou em aberto a possibilidade de um novo corte de juros no encontro de março. A autoridade monetária sinalizou que caso seu cenário base fosse mantido, o ciclo de corte seria encerrado. Entretanto, desde então, a inflação tem surpreendido positivamente, com a volta da deflação dos alimentos, e o ambiente externo, apesar do aumento da volatilidade, ainda permanece favorável ao crescimento. Com o cenário atual mais favorável do que o esperado, a autoridade monetária deve realizar um novo corte no próximo Copom.

Desde a última decisão do Copom, a assimetria para baixo no cenário de inflação se confirmou, com descompressão mais intensa do que a esperada dos núcleos, o que nos levou a revisar nossa projeção de IPCA de 2018 para 3,5% no começo deste mês. Adicionalmente, os primeiros indicadores de atividade do ano reforçam a leitura de crescimento moderado no primeiro trimestre. Contudo, considerando os efeitos defasados da política monetária e o balanço de riscos, o mais provável é que tenhamos o encerramento do ciclo de flexibilização monetária neste mês, caso o cenário evolua conforme o esperado.

Na agenda doméstica, ainda será conhecido o IBC-Br de janeiro (segunda-feira), que deverá recuar 2,3% (MoM) devolvendo parte da alta registrada em dezembro e refletindo a queda da indústria (-2,4%) e do volume de serviços (-1,9%) no período. Ainda nesta semana a FGV publicará a prévia da sondagem da indústria na quarta e sua sondagem sobre a confiança do consumidor de março na sexta. Para o IPCA-15, esperamos desaceleração na leitura de março, de 0,38% para 0,07%. O movimento deve ser puxado pela queda dos preços dos alimentos em domicilio bem como pelo recuo no preço dos combustíveis, além da queda nos preços das passagens aéreas. A dissipação do reajuste das mensalidades também colabora para a queda da inflação. Por outro lado, o fim da pressão baixista de energia elétrica deve limitar o movimento.

Na agenda internacional, destaque para as decisões dos bancos centrais dos EUA e do Reino Unido. Em relação ao FOMC, deveremos observar uma elevação de juros, em linha com o esperado. Será importante verificar a evolução das projeções de taxa de juros dos membros do colegiado. Atualmente, o Fed espera 3 elevações na taxa em 2018. Esperamos que haja migração para 4 altas, mas as projeções do comitê ainda não devem incorporar isso nesta reunião. Já o Bank of England deverá elevar ligeiramente o tom, em face da piora da inflação corrente e do nível de atividade um pouco mais forte que o esperado.

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