Copom reduz Selic a 6,50%, empurrando ainda mais para baixo o piso histórico

Em unanimidade, os membros do Copom decidiram por um novo corte de 25 basis-points (bps) na Selic ao fim da reunião que se encerrou ao final da tarde desta quarta-feira, fazendo a taxa básica de juros anual recuar de 6,75% para 6,5%. A decisão veio em linha com a projeção da REAG, sustentada pelo fato de a inflação baixa motivar a autoridade monetária a reduzir a Selic novamente para o menor patamar da história. Os resultados positivos da inflação neste primeiro trimestre, que ficaram abaixo do esperado, e a sinalização do Banco Central de que as perspectivas sigam otimistas, contribuíram para a nossa projeção deste novo corte dos juros. Continuar lendo Copom reduz Selic a 6,50%, empurrando ainda mais para baixo o piso histórico

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Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de março de 2018

Reunião do Copom (quarta-feira) será o principal evento da semana

O Banco Central deve reduzir a Selic para 6,5% na quarta-feira. Na reunião do Copom (quarta-feira), o Banco Central deve promover um novo corte de 0,25% na Selic, levando a taxa básica para patamar que deverá ser mantido até o fim de 2018. Em nossa visão, as surpresas baixistas com a inflação e a retomada moderada da atividade levarão o Banco Central a um novo corte de 25 basis-points (bps) nesta semana. Em seu último comunicado, o Banco Central deixou em aberto a possibilidade de um novo corte de juros no encontro de março. A autoridade monetária sinalizou que caso seu cenário base fosse mantido, o ciclo de corte seria encerrado. Entretanto, desde então, a inflação tem surpreendido positivamente, com a volta da deflação dos alimentos, e o ambiente externo, apesar do aumento da volatilidade, ainda permanece favorável ao crescimento. Com o cenário atual mais favorável do que o esperado, a autoridade monetária deve realizar um novo corte no próximo Copom. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de março de 2018

Cenário Macroeconômico fevereiro/ março 2018: boas novas no front doméstico e atenção para os mercados financeiros globais

doméstica, mas também por turbulências nos mercados financeiros globais, as quais interpretamos como sinais de acomodação nas condições macroeconômicas externas. O quadro geral continua favorável a um bom desempenho da economia brasileira em 2018, contudo o espaço para procrastinar as reformas estruturais está se mais curto.

 

Os indicadores recentes de atividade econômica sustentam nossas expectativas de crescimento mais robusto neste ano. Na seara inflacionário, se observara manutenção da tendência de descompressão nos preços, muito em função do ciclo benigno de chuvas desde dezembro do ano passado, que deve levar a condições de oferta que manterão a inflação de alimentos em baixo patamar por mais tempo que antes antecipado. Por outro lado, em que pesem as controvérsias em torno da real magnitude do hiato do PIB, os componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico, como os serviços subjacentes, continuam indicando que a economia ainda opera com substancial capacidade ociosa, validando a extensão do atual ciclo de flexibilização monetária, com mais um corte de 25 pontos-base da taxa de juros. Isso reforça nossa expectativa de uma alta significativa da demanda doméstica, em parte puxada pela expansão do crédito. Continuar lendo Cenário Macroeconômico fevereiro/ março 2018: boas novas no front doméstico e atenção para os mercados financeiros globais

Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de março de 2018

Indicadores dos setores de varejo e serviços são os destaques desta semana
Na agenda doméstica, os resultados das vendas no varejo e da atividade no setor de serviços referentes a janeiro devem confirmar o cenário de crescimento de 0,5% do PIB no primeiro trimestre. Na terça serão divulgados dados de vendas do varejo em janeiro. Considerando as informações antecedentes, esperamos crescimento de 1,2% (MoM), influenciado pelo aumento das vendas dos supermercados (0,4%, MoM). Em relação ao varejo ampliado, o comércio deve avançar 0,5% (MoM), estimulado pelo maior comércio de automóveis e comerciais leves (0,4%, MoM, Anfavea | 1,2%, MoM, Fenabrave). Na sexta-feira, o volume de serviços deve registrar queda de 0,3% (MoM) na leitura de janeiro, refletindo a queda no fluxo de veículos pesados nas estradas, bem como o fraco desempenho da indústria no período. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de março de 2018

Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de março de 2018

Semana com indicadores importantes tanto na agenda doméstica quanto na internacional: IPCA, mercado de trabalho nos EUA e decisão do BCE

Nesta semana, os olhos do mercado local estarão voltados para o PIM e IPCA, enquanto as atenções globais estarão voltadas para o mercado de trabalho nos EUA, decisão do BCE e China. Em semana com muitos indicadores relevantes, os olhos do mercado se voltarão, na agenda doméstica, para a produção industrial de janeiro (amanhã), que deve trazer recuo na margem, e o IPCA de fevereiro (sexta-feira), para o qual projetamos variação de 0,33% e núcleos ainda comportados. O IPCA de fevereiro deve acelerar de 0,29% para 0,32%, por causa das mensalidades escolares e das tarifas de Ônibus urbano. Na terça-feira, a produção industrial de janeiro deve mostrar recuo de 2,2% (MoM), compensando parcialmente a forte alta vista em dezembro (2,8%). Além dessa dinâmica, a queda de 2,8% (MoM) da produção de aço de janeiro e o recuo de 1,9% na importação de Bens Intermediários dão suporte à nossa análise. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de março de 2018