IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) veio bom e reforçou a nossa expectativa de que a economia brasileira cresceu acima de 1% em 2017. Além disso, os números melhores de atividade devem permitir um crescimento do PIB muito próximo a 3,00% em 2018. Acreditamos que o consumo deve impulsionar a atividade econômica deste ano, porém, não descartamos um resultado um pouco maior que o esperado para os investimentos.

Segundo o Banco Central, o IBC-Br registrou variação interanual de +2,1% em dezembro de 2017. Em termos dessazonalizados, isso representou forte avanço de 1,4% em relação a novembro. O resultado se situou acima da nossa expectativa (+2,1% YoY), mas abaixo da expectativa mediana do mercado (entre +2,2% YoY e +2,4% YoY). O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica e é um dos subsídios para a decisão do Banco Central (BC) sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora e sintetiza informações sobre o nível da atividade dos setores da economia, como indústria, agropecuária e serviços.

grafico 1grafico 2

O indicador foi influenciado positivamente por todos os principais segmentos em dezembro, com exceção do varejo ampliado (+6,4% YoY). A produção industrial assinalou o quarto mês consecutivo de resultados favoráveis (+4,4% YoY) e os insumos típicos da construção civil continuaram em evolução (+7,2% YoY). Destaque também o setor de serviços (+0,4% YoY), que teve o primeiro resultado positivo na comparação interanual desde março de 2015. Para o IBC-Br de janeiro, nossa estimativa preliminar é de uma variação de +2,9% YoY. Isso corresponderia a uma queda de 0,6% na comparação com dezembro, em termos dessazonalizados. Essa expectativa se baseia nas seguintes estimativas para outros indicadores de atividade: i) uma produção industrial com variações de +6,4% YoY; ii) um volume vendido pelo comércio varejista ampliado com variações de +3,0% YoY; e iii) um volume de serviços com variações de +1,8% YoY.

Na nossa avaliação, a incerteza política pode inibir um avanço mais forte dos investimentos este ano. Acreditamos que a aprovação da reforma da Previdência deve ter ficado mesmo para 2019 após o pedido de intervenção federal no Rio de Janeiro. A despeito da retomada da atividade, ressaltamos que ainda há uma ociosidade muito grande, o que tende a manter a inflação controlada e baixa em 2018. Nesse sentido, ressalta, há espaço para que o Banco Central promova novo corte da Selic de 0,25 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s