Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de fevereiro de 2018

Na agenda doméstica, destacamos a divulgação do IBC-Br de dezembro e o IPCA-15 de fevereiro

A semana começa com a expectativa de menor liquidez nos mercados por conta do feriado nos Estados Unidos, enquanto as atenções no Brasil se voltam para a votação sobre a intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro e para os dados da economia: IBC-Br e IPCA-15. O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 1,04% em 2017, informou na manhã desta segunda-feira o Banco Central (BC). O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Este é o primeiro avanço anual após três anos de queda, desde 2013, quando havia subido 4,48%. O resultado ficou dentro do esperado pelo mercado financeiro. Conforme levantamento junto ao mercado, as estimativas para 2017 variavam de +0,90% a +1,20%, com mediana de +1,10%. Considerado uma espécie de prévia do BC para o PIB por analistas, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2017 é de avanço de 1,0%, sendo que este número havia sido informado em dezembro. O IBGE divulgará o dado oficial do PIB do ano passado apenas no dia 1º de março. Para 2018, o BC estima um crescimento de 2,6% para a economia.

Na sexta-feira, o IBGE divulga o IPCA-15 referente ao mês de fevereiro, que deve mostrar alta de 0,39% segundo a REAG. Com isso, no acumulado em 12 meses a previsão é de alta de 2,87%, seguindo abaixo do piso da meta. A divulgação do IPCA-15 ganhou importância depois da ata do Copom, que abriu a porta para novo corte de juros, de 25 pontos-base na reunião dos dias 20 e 21 de março, caso a inflação siga abaixo do esperado pelo Banco Central e o cenário externo não se deteriorar. Ainda sem data definida, serão conhecidos os dados do Caged de janeiro. Deve haver continuidade do crescimento do número de admitidos e salários bem-comportados.

 Na agenda internacional, a publicação da ata da última reunião do FED trará detalhes do processo de normalização da política monetária nos EUA, que deve reforçar a intenção do Federal Reserve de realizar a primeira alta de juros do ano na próxima reunião, nos dias 20 e 21 de março. Além disso, fica a expectativa por novos sinais da autoridade monetária sobre o ritmo esperado de elevação do juro ao longo do ano. A REAG acredita que tanto a maioria dos membros do Fomc quanto o mercado esperam três altas em 2018. Entretanto, o aumento das apostas de quatro altas tem ganhado força e é um dos motivos da turbulência nas bolsas americanas, com impacto negativo sobre o resto do mundo.

Esta semana também serão conhecidos os PMIs de fevereiro da Zona do Euro e dos EUA, que deverão apontar para uma atividade ainda robusta. Na sexta-feira, será divulgada a inflação da Zona do Euro referente ao mês de janeiro, que diferente dos EUA, onde a inflação começa a dar sinais de vida, o indicador está em torno de 1% ao ano, muito abaixo da meta de 2% do BCE (Banco Central Europeu). Isso sugere que o BCE manterá sua política monetária expansionista por mais algum tempo ainda.

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