Contas públicas fecham 2017 com rombo de R$ 110,6 bi, mas em reação sobrenatural, abaixo da meta e 30% menor do que no ano anterior

O setor público consolidado não-financeiro (exclusive Petrobras e Grupo Eletrobras) encerrou o ano de 2017 com déficit de R$ 110,6 bilhões (1,7% do PIB). Apesar de negativo, tal resultado ficou abaixo da meta estipulada para 2017 (déficit de R$ 163,1 bilhões) e também do déficit de R$ 155,8 bilhões registrado em 2016 (quase 30% menor). Na avaliação da REAG, se dimensionado o tamanho do buraco cavado pela crise fiscal e recente recessão, principalmente a partir de 2015, a relativa reação das contas públicas no ano passado chega a ser magnânima e gloriosa. A façanha sobrenatural tem alguns aspectos a se destacar, como o esforço de contenção de gastos do governo e as receitas extraordinárias — de leilões de hidrelétricas e na área de petróleo, e o Refis. Sendo oportuno comentar, no entanto, que são receitas, como diz literalmente o termo, que não se repetem futuramente. Assim, ainda não é momento para amenizarmos a gravidade do quadro, apesar do resultado heroico. Continuar lendo Contas públicas fecham 2017 com rombo de R$ 110,6 bi, mas em reação sobrenatural, abaixo da meta e 30% menor do que no ano anterior

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Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de janeiro de 2018

O IPCA-15 de janeiro (terça-feira) será o principal destaque da agenda econômica doméstica e deverá mostrar núcleos ainda comportados. Projetamos que o indicador deve acelerar 0,35% para 0,40%, puxado pela aceleração do grupo Alimentação (Tubérculos, Carnes e Frutas). Se nossa estimativa for confirmada, o grupo Alimentação registrará a sua primeira taxa positiva, após sete meses de deflação, mas um cenário ainda benigno dos núcleos de inflação, favorecido pelo reajuste moderado do salário mínimo em 2018. Na sexta-feira, o INCC deve acelerar de 0,14% para 0,23% em janeiro, impulsionado pelos maiores custos com Materiais e serviços da construção civil. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de janeiro de 2018

Agenda Econômica Semanal – 15 a 21 de janeiro de 2018

Semana inicia com o IBC-Br sinalizando continuidade da recuperação econômica no quarto trimestre A agenda doméstica desta semana começou com a divulgação da estimativa do PIB do Banco Central (IBC-BR), cuja leitura de novembro de 2017 apontou variação interanual de … Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 15 a 21 de janeiro de 2018

Cenário Macroeconômico dezembro 2017/ janeiro 2018: ano novo será melhor do que o ano que passou, mas ainda sob o signo da incerteza

Cenário Macroeconômico dezembro 2017/ janeiro 2018: ano novo será melhor do que o ano que passou, mas ainda sob o signo da incerteza Continuar lendo Cenário Macroeconômico dezembro 2017/ janeiro 2018: ano novo será melhor do que o ano que passou, mas ainda sob o signo da incerteza

Em 2017, IPCA fecha com inflação de 2,95%, que fica abaixo do piso da meta

O IPCA, que mede a inflação oficial no varejo brasileiro, ganhou força e subiu 0,44% em dezembro, acelerando-se em relação à alta de 0,28% registrada em novembro, informou hoje o IBGE. Com isso, o IPCA encerrou 2017 acumulando alta de 2,95%, 3,34 pontos porcentuais (p.p.) abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Assim, esse acumulado é o menor desde 1998 (1,65%). O resultado no ano passado ficou abaixo do limite inferior (3%) da meta de inflação de 4,5%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite oscilação de até 1,5 p.p. para baixo ou para cima. Continuar lendo Em 2017, IPCA fecha com inflação de 2,95%, que fica abaixo do piso da meta

Leitura do varejo em novembro reforça tendência de crescimento nas vendas

As vendas no comércio varejista voltaram a crescer em novembro, com alta de 0,7% na margem (sobre outubro, descontado os efeitos sazonais) no conceito restrito – à exceção dos setores automotivo e de materiais para construção – (ante -0,7% entre setembro e outubro) e elevação marginal de 2,5% na metodologia ampliada (vindo de -1,7% em outubro). Com relação a novembro de 2016, as vendas avançaram +5,9% no varejo restrito (oitavo resultado positivo consecutivo nessa comparação) e +8,7% no ampliado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. Continuar lendo Leitura do varejo em novembro reforça tendência de crescimento nas vendas

O Réveillon 2018 foi remarcado para 24 de janeiro, com baixa probabilidade de Lula ser candidato

O julgamento de Lula parece ser hoje o evento nacional mais relevante para o mercado. É praticamente consenso que as dúvidas que permeiam a eleição presidencial são o grande fator de volatilidade econômica em 2018, com a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo o principal vetor de turbulências. Lula é o personagem da nossa política que “aparentemente” imprime uma imagem oposicionista às reformas capitaneadas pelo atual governo (principalmente a Previdenciária), mas que são fundamentais para promover a retomada sustentável do crescimento da economia. Contudo, analistas políticos afirmam ser baixa a probabilidade de o petista se candidatar à corrida presidencial este ano. Para a REAG, de fato é baixa a probabilidade de a candidatura vingar, algo oscilando em torno de 50%, apesar de ainda ser muito prematuro assegurar que isso é seguro e certo. Na nossa opinião, o grande risco político para o mercado e para a economia não diz respeito à candidatura de Lula, mas sim à ausência de um candidato reformista competitivo frente a todo os possíveis candidatos. Continuar lendo O Réveillon 2018 foi remarcado para 24 de janeiro, com baixa probabilidade de Lula ser candidato