Agenda Econômica Semanal – 30 de outubro de 2017

No Brasil, destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom, com mais detalhes sobre o ritmo de corte das próximas reuniões e quais variáveis serão mais sensíveis neste momento. Além disso, serão divulgados os dados de setembro da produção industrial, que deve mostrar ligeiro crescimento na margem, e os de mercado de trabalho, com taxa de desemprego estável. Também será importante acompanhar o resultado primário consolidado, que deve apresentar déficit de R$ 22,7 bilhões. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 30 de outubro de 2017

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No 9º corte seguido, Copom reduz ritmo para 0,75 bps e Selic vai a 7,5%, perto do piso histórico

O Copom do Banco Central anunciou nesta quarta-feira a redução da taxa básica de juros da economia brasileira em 0,75 ponto porcentual, que passou de 8,25% para 7,5% ao ano. No comunicado, a autoridade monetária retirou a menção sobre o “encerramento gradual do ciclo” de afrouxamento monetário, mas voltou a repetir que uma redução moderada na Selic à frente é adequada. Esse foi o nono corte consecutivo na Selic, que a levou ao nível mais baixo desde abril de 2013, e menor do que anterior, de um ponto-base. Continuar lendo No 9º corte seguido, Copom reduz ritmo para 0,75 bps e Selic vai a 7,5%, perto do piso histórico

Agenda Econômica Semanal – 23 a 29 de outubro de 2017

O destaque da agenda doméstica na semana fica para o Copom: o Banco Central deverá anunciar uma redução de 75 pontos-base na taxa básica de juros, recuando de 8,25% para 7,5% ao ano. Contudo, os investidores deverão observar com atenção o comunicado a ser apresentado, que trará novas indicações sobre os próximos passos da política monetária brasileira. Os investidores ainda observam o resultado fiscal do governo central, previsto para quinta-feira. O número será divulgado após surpresa positiva da arrecadação do mesmo mês, que veio acima das expectativas. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 23 a 29 de outubro de 2017

Varejo tropeça em agosto, mas não abala a tendência de recuperação

O volume de vendas no varejo brasileiro apresentou queda inesperada em agosto, registrando o pior resultado para o mês em dois anos, com perdas generalizadas nos segmentos de atuação. Contudo, avaliamos que esse movimento seja pontual que não deve interromper a tendência de recuperação do setor. Após de ter ficado estável julho, as vendas do comércio varejista tiveram retração do ritmo de crescimento, com queda de 0,5% na margem (sobre julho, descontado os efeitos sazonais) pelo conceito restrito (ante crescimento nulo entre junho e julho) e uma alta de 0,1% também na margem no ampliado (que inclui o comércio automotivo e de material para construção, vindo de +0,1% em julho). Com relação a agosto de 2016, as vendas apresentaram alta de 3,6% no varejo restrito (quinto resultado positivo consecutivo nessa comparação) e expansão de7,6% no ampliado. Continuar lendo Varejo tropeça em agosto, mas não abala a tendência de recuperação

Agenda Econômica Semanal – 9 a 15 de outubro de 2017

Embora a semana seja curta, em função do feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida, na próxima quinta-feira, Brasília terá dias quentes a partir desta segunda-feira com o início da análise da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados e com o julgamento que afetará diretamente o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF). A despeito da agitação na agenda política, na economia a semana será tranquila com o destaque para os dados das vendas do varejo em agosto, para as quais esperamos avanço de 0,4% no comércio restrito (contra o mês anterior). O avanço dos indicadores coincidentes como o de vendas dos supermercados (0,6%, Boa Vista) e o de movimento do comércio (0,5%, Serasa) dão suporte a nossa análise. A deflação dos itens do segmento também deve ajudar. No conceito ampliado, que inclui veículos e material de construção, acreditamos que haverá alta de 1,6% na variação marginal em agosto devido às vendas de comerciais leves e automóveis (3,1%, Fenabrave | 1,5%, Anfavea). Apesar da ligeira acomodação em relação aos meses anteriores, o resultado de agosto não será influenciado diretamente pelos saques do FGTS (que terminaram em meados de julho) e, caso nossa projeção se confirme, refletirá uma retomada sustentada do consumo. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 9 a 15 de outubro de 2017

Cenário Macroeconômico setembro/ outubro 2017: otimismo ajuda a dar um empurrãozinho no crescimento econômico, mas sozinho não resolve tudo

O ambiente benigno de queda da inflação e dos juros associado a uma sequência de indicadores positivos de produção e do consumo nos últimos dias propiciam uma onda de otimismo na economia doméstica. As projeções de crescimento do PIB estão subindo, o país entrou em viés de alta. Nesse sentido, o fortalecimento da confiança que vai tomando corpo em todo o país, a começar pelo mercado financeiro, é uma boa notícia. Esse movimento deve estimular a alta do consumo e, eventualmente, espera-se, do investimento, reduzindo a ociosidade da economia e elevando o emprego, com repercussões positivas sobre as contas públicas e a saúde financeira das empresas e das famílias. Continuar lendo Cenário Macroeconômico setembro/ outubro 2017: otimismo ajuda a dar um empurrãozinho no crescimento econômico, mas sozinho não resolve tudo

Bolsonaro: a cara do Brasil das contradições

Como ficaria a economia brasileira se Bolsonaro fosse eleito presidente em 2018?

Igual à economia se o PT assumisse a presidência novamente. Infelizmente essa parece ser a resposta mais adequada a essa pergunta.

Por mais estranho que pareça ser, as ideias anacrônicas de Bolsonaro para a economia têm muitas semelhanças com as defendidas pelo PT e por outros partidos ditos organizações de esquerda.

Em outras palavras, parece ser grande a possibilidade de Bolsonaro se usar das mesmas práticas nacional-desenvolvimentista praticadas por Lula-Dilma-Temer, cuja herança perversa é amargada hoje e ainda precisará ser digerida nos próximos anos. Continuar lendo Bolsonaro: a cara do Brasil das contradições

Queda da produção industrial em agosto (-0,8%) não muda tendência de alta

A indústria brasileira recuou ligeiramente em agosto, interrompendo quatro meses seguidos de alta, pressionada principalmente pelo setor de alimentos. Esse movimento, entretanto, que não atrapalha o ritmo de recuperação do setor. A produção industrial no Brasil caiu 0,8% em agosto sobre julho, informou o IBGE, contra a expectativa de estabilidade do mercado. Esse é o resultado mais fraco desde março último (-1,6%). Na avaliação da REAG, a queda da produção em agosto foi pontual e concentrada em poucos grupos de muito peso no índice, sem quebra da tendência de recuperação, uma vez que não há mudança conjuntural. Na comparação com agosto de 2016, o setor avançou 4%, o melhor resultado para o mês nessa base de comparação desde 2010. Continuar lendo Queda da produção industrial em agosto (-0,8%) não muda tendência de alta

Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de outubro de 2017

IPCA e produção industrial são os destaques da agenda desta semana

Nesta semana ocorrerá a divulgação do IPCA de setembro e dados da produção industrial de agosto. Esperamos arrefecimento tanto da inflação quanto da indústria, reforçando nosso cenário de recuperação lenta e gradual da economia sem pressões inflacionárias. O IPCA de setembro (sexta-feira) deve desacelerar de 0,19% para 0,07%, puxado pela intensificação do ritmo de queda dos preços da energia elétrica, pelo barateamento dos alimentos (leite, tomate, arroz e feijão) e pelo arrefecimento dos preços dos combustíveis. Caso nossa projeção se confirme, a inflação em 12 meses desacelerará de 2,46% para 2,44%, dando continuidade a trajetória descendente iniciada em setembro de 2016. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de outubro de 2017