Agenda Econômica Semanal – 25 a 30 de setembro de 2017

Indicadores da situação fiscal são o destaque da agenda doméstica

A semana trará novos dados da situação fiscal, com divulgação do resultado primário e informações da dívida pública. Esperamos que o resultado primário do governo central de agosto (quinta-feira) deve ficar entre–R$16,0 bilhões e -R$ 20 bilhões, refletindo o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas. Limitando o tamanho do déficit, vale destacar as receitas, que devem ser beneficiadas pela boa arrecadação, pelo recebimento de valores referentes às outorgas, pelo ágio do leilão de dos aeroportos e por parte da devolução dos precatórios não sacados. A razão dívida / PIB deve encerrar o ano em 76,8%, ajudada pela devolução dos recursos do BNDES ao Tesouro. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 25 a 30 de setembro de 2017

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Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de setembro de 2017

O foco desta semana no Brasil serão os dados de inflação, com os principais eventos concentrados na quinta-feira: divulgação do IPCA-15 e do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Em linhas gerais esperamos continuidade do cenário inflacionário benigno. O IPCA-15 de setembro deve desacelerar de 0,35% para 0,13%, refletindo o barateamento dos alimentos, bem como o menor ritmo de alta dos preços de Energia elétrica devido à troca da bandeira tarifária de vermelha para amarela em setembro. Já no RTI, documento importante para a atualização do cenário do Banco Central para a economia doméstica e avaliação da trajetória da Selic neste final de ciclo de flexibilização monetária, a autoridade monetária deve manter a projeção de inflação observada no último Copom, que estava em 3,3% para 2017 e 4,4% para 2018. Diante disso, ganha importância o acompanhamento das estimativas para o IPCA no 2º semestre de 2019. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de setembro de 2017

Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

A chamada “superquarta”, jornada de acontecimentos relevantes que aconteceu ontem (quarta-feira, 13 de setembro) nos cenários político, jurídico e policial da capital federal, Curitiba e Porto Alegre parece que nem fez cosquinhas no mercado financeiro e, muito pelo contrário, atiçou o apetite dos investidores. A bolsa de valores bateu recorde e as cotações do dólar, em baixa, sugerem, pelo menos, que os humores estão melhorando. Estavam em jogo eventos que afetam os destinos do presidente Michel Temer (PMDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do ex-ministro José Dirceu (PT), além de novos capítulos da novela Joesley Batista (dono da J&S), das regras para as eleições de 2018 e até as normas para o novo Refis. Embora o lamaçal no campo político-empresarial-policial não pare de transbordar, a economia anseia respirar novos ares. Continuar lendo Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

Cenário Macroeconômico agosto/setembro 2017: nível de atividade dá sinais de vida, mas incerteza política ainda é uma constante

Se pelo lado político o mês de agosto foi mais um mês marcado por incertezas, pelos desarranjos nas contas públicas e pelo fastio político por aprovar reformas; pelo lado dos indicadores de atividade foi um mês marcado por um suspiro de esperança e alento à retomada do crescimento, mesmo que ainda duvidoso quanto à velocidade da recuperação e possível estagnação.

O Congresso voltou do recesso com menos vontade para votar a reforma da previdência e o governo, desgastado pelas denúncias de corrupção, também não demonstra mais a força que o caracterizou no primeiro semestre. Assim, do ponto de vista da economia, os reflexos são nada animadores: revisão da meta de déficit primário para R$ 159 bilhões para este ano e para 2018. As consequências ainda são incertas, a não ser o fato de que o crescimento da dívida bruta terá sua trajetória agravada e que a volta aos superávits primários ficará para a próxima década. No mais, sobram as mesmas dúvidas de sempre: as metas fiscais serão cumpridas ou teremos novas revisões?; o governo será disciplinado o suficiente para reduzir o déficit mesmo em um ano eleitoral?; qual a situação fiscal que o próximo governo vai herdar? Continuar lendo Cenário Macroeconômico agosto/setembro 2017: nível de atividade dá sinais de vida, mas incerteza política ainda é uma constante

Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de setembro de 2017

Nesta semana, os destaques do calendário econômico ficam por conta dos dados de atividade de julho. Esperamos que as vendas no varejo e os dados de serviços devem manter um ritmo positivo de crescimento ainda inflados pelos saques do FGTS (que terminaram em meados de julho). Na mesma direção, o indicador de PIB mensal do Banco Central deve apresentar novo crescimento refletindo os dados melhores de atividade do período. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de setembro de 2017

REAG desenvolverá estudos para estruturação do FIP do novo Centro de Convenções em Salvador (BA)

O governo do estado da Bahia autorizou a REAG Gestora de Recursos a desenvolver os estudos de estruturação de um Fundo de Investimento em Participação (FIP) destinado à construção e operação do novo Centro de Convenções da Bahia (CCB), na capital baiana, juntamente com um complexo de negócios. A decisão consta de resolução publicado esta semana no Diário Oficial, em resposta a uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP), instrumento que permite pessoas jurídicas apresentarem propostas, estudos ou levantamentos de serviço que queiram prestar ao Estado, por meio de contratos de Parceria Público-Privada (PPP). Continuar lendo REAG desenvolverá estudos para estruturação do FIP do novo Centro de Convenções em Salvador (BA)

Copom corta Selic para 8,25%, cada vez mais perto da sua baixa histórica de 7,25% em 2012

Dando continuidade à política de afrouxamento monetário do Banco Central, o Copom anunciou no final da tarde desta quarta-feira (6 de setembro) um corte de 100 basis points (bps) na Selic, que foi de 9,25% para 8,25% ao ano, em decisão unânime. Foi o oitavo corte consecutivo da taxa básica de juros e o quarto no ritmo de 100 bps. Com a redução de hoje, a Selic chega ao menor nível desde outubro de 2013, quando estava em 9% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia. A decisão já era esperada pelo mercado e veio em linha com o cenário da REAG, reiterado hoje pela divulgação do IPCA de agosto (+0,19%). Continuar lendo Copom corta Selic para 8,25%, cada vez mais perto da sua baixa histórica de 7,25% em 2012

Indústria cresce em julho, mas dúvidas sobre ritmo da recuperação e possível estagnação ainda pairam no ar

Mais uma boa notícia vem da indústria, que registrou crescimento de 0,8% em julho, na série com ajuste sazonal, acumulando ganho de 3,4% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta terça-feira. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com julho de 2016, a indústria cresceu 2,5%, após também registrar taxas positivas em maio (4,1%) e em junho (0,5%). O índice acumulado do ano teve alta de 0,8%. O acumulado nos últimos doze meses recuou 1,1%, mantendo a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). Para o fim de 2017, nossa expectativa para o setor também é positiva, com alta superior a 2% após amargar perdas nos últimos três anos consecutivos: -3% em 2014, -8,2% em 2015 e -6,6% em 2016. Continuar lendo Indústria cresce em julho, mas dúvidas sobre ritmo da recuperação e possível estagnação ainda pairam no ar

Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de setembro de 2017

Apesar da segunda-feira sem negociações nos EUA e do feriado do Dia da Independência no Brasil na quinta-feira (7 de setembro), estão programados alguns importantes eventos na agenda de indicadores econômicos, entre eles a decisão da próxima reunião do Copom e os dados do IPCA, além do clima de expectativas no mundo político com uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de setembro de 2017

Alta de 0,2% no PIB do 2T17 indica início do ciclo de recuperação econômica e saída da recessão técnica

PIB a preços de mercado do 2º trimestre deste ano registrou alta de 0,3% sobre o mesmo trimestre de 2016, correspondendo a um acréscimo de 0,2% sobre o 1º trimestre em termos dessazonalizados, de acordo com as estimativas preliminares divulgadas hoje pelo IBGE. Traduzindo, isso significa que o Brasil inicia uma recuperação econômica e está saindo da recessão técnica. Vale lembrar que no 1º trimestre a taxa de variação interanual havia sido de -0,4% e de +1,0% na margem (números que não sofreram revisões em relação à divulgação original). A expansão do consumo das famílias foi o componente que se destacou positivamente pelo lado da demanda, enquanto, pelo lado da oferta, ocorreu um crescimento mais difuso entre os diferentes setores da economia. Continuar lendo Alta de 0,2% no PIB do 2T17 indica início do ciclo de recuperação econômica e saída da recessão técnica