[REAG] Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de agosto de 2017

Nesta semana, comércio deve mostrar os primeiros sinais de recuperação do consumo

Afora dos sinais de recuperação do mercado de trabalho nos últimos meses, devemos observar nesta semana o impacto dos saques do FGTS e as condições mais favoráveis de crédito nos indicadores econômicos. A expectativa é de que os resultados das pesquisas do comércio e de serviços de junho apresentarão novos indicativos do movimento de recuperação lenta e gradual da economia.

Na terça, as vendas do varejo restrito de junho devem mostrar alta de 0,2% (m/m). Os dados positivos dos indicadores coincidentes como as vendas dos supermercados (0,6%, m/m, Abras | 0,8%, m/m, Boa Vista) e das consultas ao SCPC (3,6%, m/m) dão suporte à análise. Além disso, a deflação dos itens do varejo restrito e a liberação das contas inativas do FGTS também devem ajudar. No conceito ampliado, que inclui automóveis e material para construção, estimamos avanço de 2,0% (m/m) nas vendas de junho. Os bons indicadores coincidentes de vendas de automóveis e comerciais leves (3,1%, m/m, Fenabrave | 2,0%, m/m, Anfavea) ajudam a explicar nossa projeção. No dia seguinte, o volume de serviços deve aumentar 0,3% (m/m), refletindo nossa projeção para o varejo ampliado. Os vetores positivos deverão ser o varejo ampliado, seguido pelo setor de serviços e pelo Agropecuário.

E na quinta-feira, teremos o IBC-Br, que deve se elevar em 0,4% (m/m). Na agenda doméstica, ainda destacamos o resultado do IGP-10 de agosto, que deve apresentar alívio no ritmo de queda, ao passar de –0,84% para –0,15%. A dinâmica deve refletir o encarecimento do grupo Transporte e a menor deflação dos produtos industriais, reforçando a tendência desinflacionária. Na sexta, a 2ª prévia do IGP-M de agosto deve atingir o terreno positivo, ao sair de –0,71% para 0,05%. A aceleração do ritmo de alta dos preços ao consumidor e os maiores preços dos produtos industriais devem ajudar a explicar a variação do índice.

A agenda internacional estará concentrada nos indicadores de atividade e na ata dos Bancos Centrais dos EUA e da Europa. Após os dados de atividade econômica da China apontarem para uma moderação do crescimento entre junho e julho, conheceremos os primeiros indicadores de atividade do terceiro trimestre dos EUA, que serão divulgados durante a semana, e que deverão sugerir uma expansão do PIB ao redor de 2,5% no período, em termos anualizados. Na mesma direção, os dados da Área do Euro deverão reforçar o tom positivo da atividade na região. Em relação às atas dos Bancos Centrais dos EUA e da Europa, as atenções estarão voltadas para as sinalizações em relação à redução do balanço, no caso do Fed, e à expansão quantitativa, no caso do BCE.

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