Desemprego recua e massa salarial cresce com reação do setor informal e alta pontual do setor público

O mercado de trabalho parece dar algum sinal de vida no trimestre encerrado em julho, com uma iminente recuperação sustentada pela geração de vagas informais, além de estabilização na taxa de ocupação e um avanço pontual na criação de postos de trabalho no setor público. Assim, a taxa de desemprego caiu para 12,8% no trimestre móvel encerrado em julho, atingindo 13,3 milhões de pessoas, segundo dados da Pnad (IBGE). Além disso, a pesquisa aponta que a população ocupada avançou na comparação anual pela primeira vez em 23 meses. Continuar lendo Desemprego recua e massa salarial cresce com reação do setor informal e alta pontual do setor público

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Contas do governo têm pior julho em 21 anos e apesar dos malabarismos fiscais, cumprimento da meta só acontecerá por milagre divino

Não obstante à frustração da arrecadação obtida com o programa de repatriação de ativos no exterior, o Governo Central (Tesouro, Previdência e Banco Central) amargou em julho o maior déficit primário da série histórica para o mês, iniciada em 1997, e o terceiro rombo consecutivo. Nesse ritmo, mesmo se conseguir aumentar a meta fiscal de 2017 para déficit de R$ 159 bilhões, o governo dificilmente atingirá o objetivo. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 20,152 bilhões, contra déficit de R$ 19,227 bilhões em julho do ano passado. Os números foram divulgados ontem pelo Tesouro Nacional. Continuar lendo Contas do governo têm pior julho em 21 anos e apesar dos malabarismos fiscais, cumprimento da meta só acontecerá por milagre divino

Agenda Econômica Semanal – 28 de agosto a 3 de setembro de 2017

Nesta semana, os indicadores domésticos de atividade e inflação devem se manter em suas rotas de aceleração e desaceleração, respectivamente, sinalizando para o mercado que ainda há espaço para o Banco Central cortar a Selic rumo aos 7% a.a..

 O PIB do 2º trimestre deve mostrar queda de 0,3% frente ao trimestre anterior, refletindo o fraco desempenho da indústria e a devolução de parte da expansão do PIB agrícola do 1º trimestre. Sob a ótica da demanda, o destaque virá do consumo, com crescimento de 1,5%, ajudado pelos saques do FGTS. Apesar do dado ainda negativo para a atividade, a perspectiva é de aceleração nos próximos trimestres. Apostamos em estabilidade do PIB neste ano e crescimento de 2,0% em 2018. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 28 de agosto a 3 de setembro de 2017

Agenda Econômica Semanal – 21 a 27 de agosto de 2017

Agenda de indicadores econômicos vem fraca esta semana, mas debates da reforma política e criação da TLP devem esquentar mercado

Com a agenda doméstica econômica fraca, o mercado deverá ficar bastante alerta às discussões acalantadas sobre a reforma política e da criação da TLP no Congresso. Além disso, o ministro do STF Alexandre de Moraes disse que decidirá até o início desta semana sobre os mandados de segurança que querem obrigar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a dar um parecer sobre os pedidos de impeachment contra Temer que estão no Congresso Nacional. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 21 a 27 de agosto de 2017

Agora sim parece que a economia inicia uma pífia trajetória de crescimento

Os indicadores econômicos de junho surpreenderam positivamente, reiterando a tese de que a recessão iniciada há três anos está finalmente sendo deixada para trás. Nossa avaliação indica que o ponto de inflexão começa a se solidificar nesse segundo trimestre do ano, período no qual os dados da produção industrial, do varejo e dos serviços mostraram alguma força, mesmo que ainda tímida e instável. Nossa análise, contudo, ainda segue precavida, atenta ao ambiente político doméstico e, sobretudo, a hipótese de uma aceleração do ritmo de aumento dos juros nos Estados Unidos. Continuar lendo Agora sim parece que a economia inicia uma pífia trajetória de crescimento

Ao contrário do varejo, setor de serviços ainda não entrou em rota de recuperação

A sequência de três resultados positivos consecutivos entre abril e junho deste ano não foi suficiente para tirar o setor de serviços do negativo na comparação anual. O setor ainda patina e não encontrou o caminho para a recuperação econômica, segundo a leitura de junho (IBGE) que aponta crescimento de 1,3% em junho na comparação com o mês anterior (abril: +1,1% e maio: +0,5%), mas na comparação com junho do ano passado, o volume de serviços prestados diminuiu 3,0%. A taxa acumulada em 12 meses ficou negativa em 4,7%. Em outras palavras, ainda não houve reversão na curva em 12 meses. Continuar lendo Ao contrário do varejo, setor de serviços ainda não entrou em rota de recuperação

Novas metas fiscais dificilmente serão cumpridas, mas dão fôlego no curto prazo

O governo anunciou ontem uma nova revisão na meta fiscal de 2017 e de 2018, com o objetivo de alcançar um déficit primário anual de R$ 159 bilhões. A meta anterior era de R$ 139 bilhões para este ano e de R$ 129 bilhões para 2018. Para garantir seu cumprimento, o governo propõe um pacote de medidas que se adotadas renderão R$ 14 bilhões aos cofres públicos. Pelo lado da receita, a principal medida é a tributação de fundos de investimentos exclusivos, o que deverá gerar receita adicional de R$ 6 bilhões. Já pelo lado dos custos, o governo propõe cortes nas despesas com os servidores públicos, como a desoneração da folha que deverá gerar economia de pelo menos R$ 4 bilhões. Na nossa opinião, a revisão da meta fiscal era algo inevitável e previsível, resultado do caos nas contas públicas no país. Contudo, mesmo prevendo um rombo maior, dificilmente o governo conseguirá cumprir a nova meta já que o ajuste proposto depende da aprovação no Congresso e de pulso firme na continuidade das reformas trabalhista e previdenciária. Continuar lendo Novas metas fiscais dificilmente serão cumpridas, mas dão fôlego no curto prazo

Comércio surpreende e vem parrudo em junho: +1,2% na margem e +3% na variação interanual

Após decepcionar em maio, o comércio varejista voltou a surpreender em junho, mas dessa vez positivamente, com alta marginal de 1,2% no volume de vendas pelo conceito restrito (ante maio, descontado os efeitos sazonais) e uma na margem de 2,5% no varejo ampliado (que inclui os setores automotivo e de materiais para construção). Na comparação interanual (frente a junho do ano anterior), o setor no âmbito restrito teve expansão de 3,0% em junho, o terceiro resultado positivo consecutivo nessa base de comparação e mais intenso que em maio (2,6%) e abril (1,7%), interrompendo 24 meses seguidos de queda. No varejo ampliado, o avanço interanual foi de 4,4%. Na nossa avaliação já é possível considerar uma tendência de retomada do ânimo no comércio. Continuar lendo Comércio surpreende e vem parrudo em junho: +1,2% na margem e +3% na variação interanual

[REAG] Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de agosto de 2017

Nesta semana, comércio deve mostrar os primeiros sinais de recuperação do consumo

Afora dos sinais de recuperação do mercado de trabalho nos últimos meses, devemos observar nesta semana o impacto dos saques do FGTS e as condições mais favoráveis de crédito nos indicadores econômicos. A expectativa é de que os resultados das pesquisas do comércio e de serviços de junho apresentarão novos indicativos do movimento de recuperação lenta e gradual da economia. Continuar lendo [REAG] Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de agosto de 2017