Agenda Econômica Semanal – 31 de julho a 4 de agosto de 2017

Será divulgada na terça a ata da reunião do último Copom, encontro em que o Banco Central reduziu a Selic de 10,25% para 9,25%. Ao sinalizar a possibilidade de manutenção desse ritmo em sua próxima reunião, a divulgação da Ata atrairá as atenções do mercado, que poderá reavaliar suas expectativas para a extensão total do ciclo de afrouxamento monetário. No comunicado emitido após a reunião, a autoridade monetária retirou a expressão “redução moderada” do ritmo de flexibilização monetária, o que trouxe redução da projeção de inflação de 2017 e 2018.

 Dada a significativa desinflação em curso e as constantes surpresas baix Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 31 de julho a 4 de agosto de 2017

Anúncios

Informalidade reduz desemprego para 13% em junho, em movimento pontual

A taxa de desemprego, medida pela PNAD do IBGE, atingiu 13% no trimestre móvel encerrado em junho, atingindo 13,5 milhões de pessoas. O número veio com significativo recuo comparativamente ao trimestre encerrado em maio, quando a taxa de desemprego estava em 13,7%. Por outro lado, o resultado ficou 1,7 ponto percentual acima da taxa registrada em junho de 2016, quando o desemprego era de 11,3%. Esse comportamento se deveu a um expressivo avanço da População Ocupada (criação líquida de postos de trabalho), sobretudo das posições Emprego no Setor Privado Sem Carteia e Empregador. Ou seja, a leitura de junho mostrou fortalecimento da ocupação no setor informal, paralelamente a uma estabilização da taxa de participação. Apesar de o avanço no setor informal ter surpreendido, avaliamos tal movimento como pontual, devendo perder força nos próximos meses. Continuar lendo Informalidade reduz desemprego para 13% em junho, em movimento pontual

Copom mantém corte de 100 bps e Selic vai para 9,25%

O Copom manteve o ritmo de corte de juros e baixou a taxa Selic em 100 basis points (bps) nesta quarta-feira, de 10,25% para 9,25% ao ano. Essa era a expectativa da REAG e da maior parte dos analistas do mercado financeiro. A decisão, por unanimidade e sem viés, foi o sétimo corte seguido na taxa básica de juros da economia e o terceiro no patamar de um ponto percentual, levando a taxa novamente ao patamar de um dígito, ou seja, abaixo de 10% ao ano, algo que não acontece desde 2013. Esperamos que a taxa básica de juros continue a recuar nos próximos meses, devendo chegar a 8% ao ano no final de 2017 e permanecendo nesse patamar até 2021. Continuar lendo Copom mantém corte de 100 bps e Selic vai para 9,25%

Fed mantém taxa de juros, que deve ficar no atual patamar até o final do ano

Em decisão já esperada pelo mercado, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros nos Estados Unidos entre 1% e 1,25% ao ano, sem dar sinais sobre a possibilidade de uma nova alta ainda neste ano. Em seu comunicado, o Comitê de Política Monetária (Fomc) do Fed fez poucas alterações em relação ao divulgado na última reunião (em 14 de junho), quando aumentou a taxa de juro, pela segunda vez no ano, em 0,25 ponto percentual, para a atual faixa. O órgão também deu a entender que pretende reduzir seu portfólio de ativos a partir da próxima reunião, que ocorre em setembro. Continuar lendo Fed mantém taxa de juros, que deve ficar no atual patamar até o final do ano

Governo Central tem déficit primário de R$ 19, 8 bi em junho, pior resultado para o mês

As contas públicas registraram novo rombo em junho. O governo central (composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou um déficit primário de R$ 19, 8 bilhões em junho, o pior desempenho para o mês em toda a série histórica, que tem início em 1997. O resultado sucede o déficit de R$ 29,371 bilhões de maio. No acumulado do ano, o resultado negativo chega a R$ 56,1 bilhões, que também é recorde para o período. Entre janeiro e junho, o total das despesas primárias foi de R$ 604,3 bilhões, o que representa um crescimento real de 0,5% sobre 2016. Já a receita líquida total foi de R$ 548,2 bilhões, com uma queda real de 2,7%. Continuar lendo Governo Central tem déficit primário de R$ 19, 8 bi em junho, pior resultado para o mês

Agenda Econômica Semanal – 24 a 30 de julho de 2017

Decisão do Copom sobre juros é o principal assunto da semana

 Nesta semana, a atenção do mercado vai se concentrar na decisão de política monetária do Copom, na quarta-feira. No encontro, acreditamos que o comitê reduzirá a taxa Selic de 10,25% para 9,25%, o que significará manutenção do ritmo de corte de juros. Após o aumento da incerteza devido à eventos não econômicos vistos na 2ª quinzena de maio, o Banco Central chegou a indicar que reduziria o ritmo, porém como um amplo conjunto de fatores positivos se consolidou a expectativa de um novo corte de 100 basis-points (bps) a voltou a ser a aposta majoritária do mercado. Nesse sentindo, destacamos para queda do câmbio, do prêmio de risco soberano e da inflação, bem como a relativa tranquilidade dos mercados internacionais. Avaliamos que o Copom deve deixar a porta aberta para um novo corte de 100 bps no Copom do dia 6 de setembro. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 24 a 30 de julho de 2017

Agenda Econômica Semanal – 17 a 23 de julho de 2017

Agenda doméstica tem IPCA-15 e dados do Balanço de Pagamentos como destaques

 As atenções do mercado doméstico se voltarão esta semana novamente para os dados de inflação, agendados para esta semana, que deve reforçar a tendência de desinflação em curso. Na quinta-feira, o IPCA-15 deve mostrar deflação, ao passar de 0,16% para –0,08%. O índice não apresentava variação negativa desde agosto de 2010. Os principais vetores do movimento deverão ser a continuidade da redução no preço dos combustíveis e dos alimentos, além da queda no preço das contas de luz devido ao efeito do acionamento da bandeira verde em junho. Diante disso, em 12 meses, o IPCA-15 deve manter a trajetória descendente vista desde setembro do ano passado, caindo de 3,52% para 2,89%. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 17 a 23 de julho de 2017

Prévia do PIB vem com contração em maio e reforça caminho de altas e baixas rumo à recuperação econômica

A economia brasileira continua patinando, oscilando entre altas e baixas, conforme mostram os dados de maio do Índice de Atividade Econômica do Banco central (IBC-Br) divulgados hoje. O IBC-Br, criado na tentativa de antecipar o resultado do PIB, teve queda de 0,51% em maio, na comparação com abril (com ajuste sazonal). O consenso de mercado previa crescimento de 0,5% na mediana das projeções. Essa foi a queda mais intensa desde agosto passado, quando o índice recuou 0,7%. O tombo do IBC-Br em maio é o segundo resultado negativo neste ano após março (-0,46%), enquanto houve expansão nos meses de janeiro (+0,51%), fevereiro (+1,35%) e abril (+0,15%). Os resultados corroboram nosso cenário de uma recuperação econômica trôpega, lenta e gradual, com rotineiras oscilações. Dificilmente teremos meses seguidos de crescimento expressivo ainda em 2017. Lembrando que os dados do IBC-Br de maio captam apenas parcialmente os impactos da crise política eclodida após a divulgação do áudio entre o dono da JBS e Michel Temer que levou à denúncia por crime de corrupção contra o presidente. Ou seja, as futuras leituras do IBC-Br deverão vir ainda bastante turbulentas. Continuar lendo Prévia do PIB vem com contração em maio e reforça caminho de altas e baixas rumo à recuperação econômica

Setor de serviços enfraquece em maio e ainda não sinaliza recuperação

O setor de serviços brasileiro reduziu o ritmo de recuperação em maio, ficando praticamente estável e abaixo do esperado, em meio à intensa crise política que afeta o governo do presidente Michel Temer. O volume de serviços registrou alta de 0,1% em maio sobre o mês anterior, informou hoje o IBGE, após ter avançado 1% em abril. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,5%. Embora o volume prestado de serviços tenha registrado o segundo resultado positivo consecutivo na variação mensal, ainda não há uma trajetória de recuperação no setor. Continuar lendo Setor de serviços enfraquece em maio e ainda não sinaliza recuperação

Condenação de Lula por corrupção é vista com bons olhos pelo mercado e pode ventilar a economia

A condenação por corrupção e lavagem de dinheiro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decretada hoje pelo juiz federal Sérgio Moro (Operação Lava Jato), é vista positivamente pelo mercado e pode indicar a ventilação de novos ares para a recuperação econômica. A decisão chacoalhou o mercado, já anestesiado pelas inúmeras e rotineiras denúncias, puxando o Ibovespa para cima e o dólar para baixo. Isso porque a condenação, que inclui a interdição por de Lula para o exercício de cargos ou funções públicas, é traduzida pelos agentes econômicos como menor a probabilidade de Lula se candidatar à Presidência em 2018. Ou seja, a volta do ex-presidente ao Planalto é interpretada pelos tomadores de decisão como o retorno das políticas econômicas que aniquilaram os pilares da política fiscal e que mergulharam o país na mais profunda e longa recessão de sua história. Continuar lendo Condenação de Lula por corrupção é vista com bons olhos pelo mercado e pode ventilar a economia