Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de junho de 2017

As atenções do mercado local nesta semana estarão voltadas para a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do 2T17 (quinta-feira). Embora a sinalização do Banco Central tenha sido de redução no ritmo de corte da Selic, a última fala de Ilan Goldfjan, com tom mais dovish, não permite que se descarte um corte de 100 basis-points na próxima reunião do Copom. Para o conteúdo do documento, esperamos que o RTI dê mais sinais sobre o ritmo de corte da Selic e também sobre o que se espera para o tamanho do ciclo de corte dos juros. O documento deve ressaltar o alívio considerável na inflação corrente, com novas projeções para o IPCA que deve ficar abaixo de 4,0% para 2017 e em torno de 4,5% em 2018. Acreditamos que o documento trará poucas alterações das projeções do Banco Central em relação à ata da última reunião, mas poderá acrescentar informações sobre os próximos passos da política monetária.

O IPCA-15 (sexta-feira) deve desacelerar de 0,24% para 0,11%, influenciado pela queda no preços dos alimentos no domicilio, com destaque para os produtos in natura (frutas, legumes e tubérculos). A deflação dos combustíveis, liderada pelo barateamento do Etanol e da Gasolina, também deve contribuir para o resultado. Por outro lado, o item energia elétrica deve acelerar, puxado pela normalização do EER. A 2ª prévia do IGP-M de junho (segunda) deve acelerar de –0,89% para -0,53%  devido à menor a deflação dos produtos Agropecuários e aos maiores custos com a mão de obra da construção civil.

Na semana, está prevista a divulgação de indicadores coincidentes do comércio de maio, com as vendas dos supermercados (ABRAS e Boa Vista Serviços). O Ministério do Trabalho e Emprego também deve publicar no decorrer da semana seus números sobre a criação de empregos formais (Caged) de maio. Além disso, a FGV divulgará na quinta-feira os dados preliminares da confiança da indústria referentes a junho. Esperamos que a Receita Federal divulgue, ainda sem data definida, o resultado da arrecadação de maio, para o qual estimamos arrecadação de R$ 98,1 bilhões em maio, o que representará queda real de 0,6% (a.a.). Há risco de frustração com a arrecadação, uma vez que o aumento das incertezas do cenário pode resultar em desaceleração da economia, ocasionando perda de receitas. Além disso, podem ocorrer impactos nas receitas não recorrentes provenientes das concessões.

Na agenda externa, após as decisões de política monetária nas principais economias na última semana, teremos reuniões dos bancos centrais do México, da Hungria, da Nova Zelândia e de Taiwan. No caso do México, esperamos que o Banco Central encerre o ciclo de aperto monetário com uma alta de 0,25 p.p., levando a taxa de juros para 7,00% a.a. Os resultados das transações correntes dos Estados Unidos e da Área do Euro serão conhecidos na terça-feira, mesmo dia em que será divulgado o índice de preços ao produtor da Alemanha. Na quinta-feira, o índice de confiança do consumidor da Área do Euro será publicado pela Comissão Europeia, e no dia seguinte, conheceremos os resultados preliminares dos índices PMI da Área do Euro, da Alemanha e dos Estados Unidos referentes a junho. Por fim, ao longo da semana serão conhecidos diversos indicadores de atividade dos Estados Unidos, que deverão confirmar a frustação com a atividade econômica neste segundo trimestre, conforme indicado na semana que passou pelos resultados mais fracos da produção industrial e das vendas do varejo referentes a maio.

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