Setor de Serviços cambaleia em abril: alta 1% contra março (melhor resultado em 4 anos) e perda de 5,6% contra abril/16 (maior queda da série da pesquisa)

O setor de serviços no Brasil iniciou o segundo trimestre do ano com o melhor resultado em um ano e acima do esperado, na variação marginal, seguindo o mesmo movimento nos outros dois setores da economia: o varejo e a indústria. Apesar de o volume de serviços ter aumentado em 1,0% em abril frente ao mês anterior (série com ajuste sazonal), no confronto com abril de 2016, o setor apontou retração de 5,6%, a maior para o mês de abril. O setor vinha apresentando perda em todos os meses desde janeiro de 2015, com exceção de março de 2015, quando houve crescimento de 2,3%. Aliás, de ontem para hoje o mercado foi surpreendido duas vezes: elevação marginal de 1% no varejo e o resultado positivo em serviços. A expectativa dos analistas era de queda, em ambos os casos, de cerca de 0,7%. Em outras palavras, há claramente dificuldade de interpretar e prever o que está acontecendo na cambaleante economia, que segue aos trancos e barrancos, entre perdas e ganhos mensais.

Apesar de o setor de serviços sofrer com a alta do desemprego, a inflação ladeira abaixo tem dado algum fôlego, como aconteceu no setor de varejo que, em abril, que registrou a maior alta em nove anos. Abril também foi bom para a produção industrial, quando cresceu 0,6%, acima do esperado. Em linhas gerais, o crescimento marginal dos serviços veio a reboque da indústria e da agropecuária, com impacto direto no segmento de transportes. Em abril, o segmento de transportes cresceu 1%, único resultado positivo entre as atividades na comparação mensal. Também devemos salientar a contribuição dos saques no FGTS para o comércio e os serviços em abril. E não foi para isso, para aquecer a economia, que o governo liberou os R$ 40 bilhões do Fundo? Contudo, esse dinheiro vai acabar logo e aí voltamos a depender do consumo das famílias e a retomada dos investimentos para crescer.

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Apesar das boas novas, não é possível ainda afirmar que os serviços estão numa trajetória de recuperação firme e sustentável. Na visão da Reag a oscilação de resultado nos últimos meses permite apenas afirmar que o setor está entrando em uma fase de estabilização, para em um segundo momento começar a se recuperar. Além disso, observa-se que no acumulado em 12 meses houve queda de 5% no volume de serviços. Dado que o principal indicador de recuperação é quando o acumulado em 12 meses começar a apresentar variações positivas, por enquanto, os dados do setor de serviços não indicam a retomada do crescimento.

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