Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de junho de 2017

Agenda doméstica vem recheada de indicadores de atividade

Reforçando nossa expectativa de retração do PIB neste trimestre, os indicadores de atividade, que serão conhecidos nesta semana, deverão mostrar que os resultados foram fracos em abril. As vendas do varejo restrito de abril (terça-feira) devem recuar 0,5% (m/m). O fraco desempenho dos indicadores coincidentes como o de consultas ao SCPC (-3,2%, M/M) e o do movimento do comércio (-0,2%, Serasa) dá suporte à nossa expectativa. Além disso, a performance deve continuar refletindo as fortes revisões que o IBGE realizou na série devido à adoção de uma nova metodologia. Para o conceito ampliado, que inclui veículos e material para construção, estimamos que o varejo terá queda de 0,3% (m/m), em função do fraco desempenho do grupo de controle. O volume de serviços (quarta-feira) deve crescer 0,3% em abril, compensando parte da expressiva queda de março (-2,3%, m/m). A série também deve continuar refletindo as últimas revisões metodológicas realizadas pelo IBGE. Com isso, esperamos que o IBC-Br (sexta-feira) deve avançar 0,4% (m/m) em abril, impulsionado pela alta de 0,6% (m/m) da produção industrial e pela perspectiva de leve alta do setor de serviços. Ainda sem data definida, o Ministério do Trabalho e Emprego publicará seus números sobre a criação de empregos formais (Caged) de maio. Sobre o nível de preços, esperamos que o IGP10 de junho (quarta-feira) deva reduzir o ritmo de deflação, ao passar de –1,10% para –0,60%.

Teremos ainda a divulgação pela Receita Federal, ainda sem data definida, do resultado da arrecadação de maio, para o qual esperamos queda de R$118,1 bilhões para R$98,1 bilhões em maio, em razão do recuo sazonal provocado pelo recolhimento de imposto de renda em abril. Além disso, há riscos de menor arrecadação, uma vez que as incertezas do cenário podem resultar em desaceleração da economia, ocasionando uma frustração de receitas. Ainda, podem ocorrer impactos nas receitas não recorrentes provenientes das concessões. Caso nossa estimativa se confirme, a arrecadação federal terá recuo real de 0,6% (a/a).

Na agenda externa, depois de o Banco Central Europeu ter mantido as taxas de juros inalteradas na última quinta-feira, teremos a reunião de diversos bancos centrais nos próximos dias. Destacamos a reunião do Fed, na quarta-feira. Acreditamos que a taxa de juros dos Estados Unidos deverá ser elevada em 0,25 p.p., para o intervalo de 1,00% a 1,25% a.a.. Na noite de terça-feira, conheceremos os dados da China das vendas do varejo, da produção industrial e dos investimentos, referentes a maio. Os resultados desses indicadores deverão apontar para estabilidade do crescimento da economia chinesa no mês passado, reduzindo as preocupações de uma desaceleração mais acentuada. Nos Estados Unidos, teremos os resultados das vendas no varejo, na quarta-feira, e da produção industrial de maio, na quinta-feira, que ajudarão a avaliar o ritmo da atividade econômica neste segundo trimestre. Na Área do Euro, serão divulgados os dados da produção industrial de abril, na quarta-feira, e o índice de preços ao consumidor de maio, na sexta-feira. Além disso, na terça-feira, conheceremos o índice Zew de sentimento econômico, já referente a junho.

tabela agenda 12 junho.png

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