Pela 1ª vez em 14 anos, CMN reduz meta de inflação

Após 14 anos coma meta da inflação brasileira em 4,5%, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quinta-feira, 29 de junho, estabelecer uma referência menor. A meta de inflação para 2019 será de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual, para mais ou para menos. Isso significa que o Banco Central, em 2019, vai perseguir os 4,25%, mas o IPCA poderá ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a instituição tenha descumprido o objetivo. Para 2020, a meta de inflação perseguida pelo BC será de 4,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Em outras palavras, o centro da meta será de 4,00%, mas o IPCA poderá ficar entre 2,5% e 5,5%. Continuar lendo Pela 1ª vez em 14 anos, CMN reduz meta de inflação

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Agenda Econômica Semanal – 26 de junho a 2 de julho de 2017

Agenda doméstica desta semana contará com a reunião do CMN e a divulgação de indicadores de maio

 Agenda doméstica desta semana contará com a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e a divulgação de diversos indicadores de maio, com destaque para as pesquisas de confiança (já referentes a junho), os resultados das contas externas e das contas públicas, além da taxa de desemprego. Entendemos que essas informações seguirão apontando para uma retração do PIB neste segundo trimestre, reforçando a tendência desinflacionária em curso. Para a reunião do CMN (quinta), avaliamos que o comitê, formado pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Dyogo Oliveira, e pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, devem reduzir a meta de inflação para 2019 de 4,50% para 4,25%. Entendemos que o momento é propício, uma vez que a trajetória de desinflação tem sido mais intensa do que se antecipava e que as expectativas de inflação para 2019 estão próximas de 4,25%. Dessa forma, o custo de ancoragem de expectativas é praticamente nulo. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 26 de junho a 2 de julho de 2017

Banco Central revisa para baixo previsão do IPCA e reforça possibilidade de levar Selic para 8,5% ao final do ciclo

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho, divulgado hoje pelo Banco Central, apresentou um balanço de riscos mais equilibrado, fez um ajuste para baixo nas estimativas inflacionárias (IPCA: de +4,0% para +3,8% em 2017), mantendo viva a possibilidade de a taxa Selic cair até 8,5% no fim do ciclo. De qualquer forma, o documento não trouxe novidades muito além das sinalizações e recados que já chegaram ao mercado por meio dos comunicados, atas do Copom e discursos de seus diretores. Em outras palavras, o cenário econômico apresentado no RTI de junho prescreve a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, já considerando os atuais riscos em torno do cenário e as estimativas de extensão do ciclo. Continuar lendo Banco Central revisa para baixo previsão do IPCA e reforça possibilidade de levar Selic para 8,5% ao final do ciclo

Resultado positivo do CAGED de maio (+34 mil) é fruto de fatores sazonais, os quais, se descontados, colocam o mercado de trabalho ainda em terreno negativo

De acordo com o Ministério do Trabalho, o mês de maio de 2017 registrou geração líquida de +34,2 mil postos formais de trabalho. O resultado surpreendeu e veio acima da mediana das projeções do consenso de mercado (+15,5 mil postos). Esse é o primeiro resultado positivo para meses de maio desde 2014. A aparente boa notícia, contudo, é apenas aparente. Na verdade, a análise dessazonalizada ainda coloca o mercado de trabalho em terreno negativo. Continuar lendo Resultado positivo do CAGED de maio (+34 mil) é fruto de fatores sazonais, os quais, se descontados, colocam o mercado de trabalho ainda em terreno negativo

Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de junho de 2017

As atenções do mercado local nesta semana estarão voltadas para a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do 2T17 (quinta-feira). Embora a sinalização do Banco Central tenha sido de redução no ritmo de corte da Selic, a última fala de Ilan Goldfjan, com tom mais dovish, não permite que se descarte um corte de 100 basis-points na próxima reunião do Copom. Para o conteúdo do documento, esperamos que o RTI dê mais sinais sobre o ritmo de corte da Selic e também sobre o que se espera para o tamanho do ciclo de corte dos juros. O documento deve ressaltar o alívio considerável na inflação corrente, com novas projeções para o IPCA que deve ficar abaixo de 4,0% para 2017 e em torno de 4,5% em 2018. Acreditamos que o documento trará poucas alterações das projeções do Banco Central em relação à ata da última reunião, mas poderá acrescentar informações sobre os próximos passos da política monetária. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de junho de 2017

Setor de Serviços cambaleia em abril: alta 1% contra março (melhor resultado em 4 anos) e perda de 5,6% contra abril/16 (maior queda da série da pesquisa)

O setor de serviços no Brasil iniciou o segundo trimestre do ano com o melhor resultado em um ano e acima do esperado, na variação marginal, seguindo o mesmo movimento nos outros dois setores da economia: o varejo e a indústria. Apesar de o volume de serviços ter aumentado em 1,0% em abril frente ao mês anterior (série com ajuste sazonal), no confronto com abril de 2016, o setor apontou retração de 5,6%, a maior para o mês de abril. O setor vinha apresentando perda em todos os meses desde janeiro de 2015, com exceção de março de 2015, quando houve crescimento de 2,3%. Aliás, de ontem para hoje o mercado foi surpreendido duas vezes: elevação marginal de 1% no varejo e o resultado positivo em serviços. A expectativa dos analistas era de queda, em ambos os casos, de cerca de 0,7%. Em outras palavras, há claramente dificuldade de interpretar e prever o que está acontecendo na cambaleante economia, que segue aos trancos e barrancos, entre perdas e ganhos mensais. Continuar lendo Setor de Serviços cambaleia em abril: alta 1% contra março (melhor resultado em 4 anos) e perda de 5,6% contra abril/16 (maior queda da série da pesquisa)

Varejo surpreende em abril com alta de 1%, sem confirmar tendência firme de recuperação apesar de os fundamentos apontarem retomada gradual

Após amargar queda nos últimos dois meses, as vendas do varejo restrito (excluindo as vendas do setor automotivo e de material para a construção) registraram crescimento de 1% em abril contra o mês anterior (com ajuste sazonal), surpreendendo as estimativas do mercado que previam queda de 0,7%. A projeção da REAG previa alta de 0,6%. A leitura de abril corresponde à maior alta para o mês em nove anos, ou seja, o maior resultado mensal para abril desde 2008, quando as vendas também subiram 1%. Frente a abril de 2016, a expansão foi de 1,9%, significativamente acima do esperado pelo mercado, que aguardava recuo de 1,6% e a primeira alta nessa base de comparação após 24 meses seguidos de queda. Em relação ao comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de Veículos, motos, partes e peças e material de construção, o avanço em relação a março de 2017 foi de 1,5% para o volume de vendas e em relação a abril de 2016, o varejo ampliado variou -0,4%. Segundo o IBGE, o bom resultado de abril veio mais forte por conta das vendas na Páscoa (que foi em abril neste ano, enquanto, em 2016, o feriado foi em março) e devido a uma base de comparação deprimida. Continuar lendo Varejo surpreende em abril com alta de 1%, sem confirmar tendência firme de recuperação apesar de os fundamentos apontarem retomada gradual

Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de junho de 2017

Agenda doméstica vem recheada de indicadores de atividade

Reforçando nossa expectativa de retração do PIB neste trimestre, os indicadores de atividade, que serão conhecidos nesta semana, deverão mostrar que os resultados foram fracos em abril. As vendas do varejo restrito de abril (terça-feira) devem recuar 0,5% (m/m). O fraco desempenho dos indicadores coincidentes como o de consultas ao SCPC (-3,2%, M/M) e o do movimento do comércio (-0,2%, Serasa) dá suporte à nossa expectativa. Além disso, a performance deve continuar refletindo as fortes revisões que o IBGE realizou na série devido à adoção de uma nova metodologia. Para o conceito ampliado, que inclui veículos e material para construção, estimamos que o varejo terá queda de 0,3% (m/m), em função do fraco desempenho do grupo de controle. O volume de serviços (quarta-feira) deve crescer 0,3% em abril, compensando parte da expressiva queda de março (-2,3%, m/m). A série também deve continuar refletindo as últimas revisões metodológicas realizadas pelo IBGE. Com isso, esperamos que o IBC-Br (sexta-feira) deve avançar 0,4% (m/m) em abril, impulsionado pela alta de 0,6% (m/m) da produção industrial e pela perspectiva de leve alta do setor de serviços. Ainda sem data definida, o Ministério do Trabalho e Emprego publicará seus números sobre a criação de empregos formais (Caged) de maio. Sobre o nível de preços, esperamos que o IGP10 de junho (quarta-feira) deva reduzir o ritmo de deflação, ao passar de –1,10% para –0,60%. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de junho de 2017

Cenário Macroeconômico JUNHO/2017: incertezas geradas pela dobradinha crise política e corrupção fortalecem barreira para a recuperação econômica

Após a divulgação da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, em delação premiada, assistimos estarrecidos a mais uma hecatombe no cenário político nacional, com potenciais reflexos devastadores na economia. O áudio indica que Temer ouviu, sem fazer objeção e nem depois reportar aos órgãos competentes, os detalhes sobre mecanismos usados pelo empresário para obstruir a Justiça, como a cooptação de juízes e procuradores. Temer também escutou, sem repreender o interlocutor, declaração sobre possíveis pagamentos ilegais ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB). Isso bastou para causar uma grave mudança no ambiente político, sobrepondo um altivo grau de incerteza às perspectivas econômicas, com impactos ainda fortuitos sobre o preço dos ativos e o nível de atividade. Tal mudança certamente afetará o encaminhamento das reformas relacionadas ao ajuste fiscal e a esperada lenta e gradual retomada da atividade. Mas o que esperar após o arrefecimento dessa fase de turbulência? Difícil afirmar assertivamente, mas é provável que voltem então a prevalecer os fundamentos da economia e as tendências que se delineavam antes desse choque político. Continuar lendo Cenário Macroeconômico JUNHO/2017: incertezas geradas pela dobradinha crise política e corrupção fortalecem barreira para a recuperação econômica