Mais próximos do ponto de inflexão: resultado positivo do IBC-Br no 1T17 encerra sequência de 9 trimestres consecutivos de perdas

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) indica que a economia brasileira voltou a crescer nos três primeiros meses do ano. O indicador que busca mimetizar, em bases mensais, o PIB mensurado trimestralmente pelo IBGE registrou alta de 1,12% no acumulado do primeiro trimestre de 2017 na comparação com o quarto trimestre de 2016, pela série ajustada do Banco Central. Já na comparação do trimestre com igual período do ano passado, o índice subiu 0,29% pela série observada. Em termos dessazonalizados, isso representou uma queda de 0,44% em março comparativamente ao mês imediatamente anterior. Os dois números trimestrais vieram ligeiramente acima do previsto pelo consenso de mercado. Os dados foram divulgados nesta manhã pela instituição. Em outras palavras, observamos que o resultado positivo do IBC-Br no primeiro trimestre deste ano encerrou uma sequência de 9 trimestres consecutivos de perdas. Isso sinaliza que devemos estar muito próximos do ponto de inflexão rumo à retomada de um crescimento que será lento e gradual

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A relação do IBC-Br com o PIB deve continuar sendo explicada com prudência. Não custa lembrar que nos últimos doze trimestres a variação interanual do indicador do Banco Central se situou em média 0,6 ponto percentual abaixo do PIB. Além disso, não está totalmente claro como IBGE incorporará as recentes revisões dos seus indicadores mensais de comércio e serviços no índice agregado de atividade. De todo modo, ao que tudo indica o PIB também terá um resultado positivo (ao menos na comparação marginal) no primeiro trimestre, mas desta vez inferior ao do IBC-Br.

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Para o IBC-Br de abril nossa estimativa ainda inicial é de uma variação de -2,3% no acumulado em 12 meses (valores observados). Em termos dessazonalizados, essa variação corresponderia a uma queda de cerca de 0,2% na comparação com março (mês imediatamente anterior). Como pano de fundo das nossas projeções consideramos as seguintes variações interanuais: produção industrial -6%; vendas no varejo ampliado de -3% e redução no volume de serviços da ordem de 7%. Já na variação marginal, a expectativa é de que o comércio comece a esquentar a economia, com ligeira alta de 0,2, enquanto a indústria deverá ficar entre a estabilidade e perda de apenas 0,1%, assim como é esperado igual comportamento para o setor de serviços.

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