Como esperávamos, Copom mantém ritmo e corta juros em 100 basis points

O Copom do Banco Central cortou a taxa básica de juros em 100 basis points ou 1 ponto percentual, de 11,25% para 10,25% a.a.. A decisão foi por unanimidade e sem viés. Foi o sexto corte seguido da Selic, mas o segundo nesse patamar, levando a taxa para seu menor nível em 3 anos. O corte de 1 ponto percentual era esperado pela REAG. Também era a previsão de consenso do último Boletim Focus. Mas o contexto é um dos mais complexos dos últimos tempos: uma crise política, disparada pelas delações dos executivos da JBS, que colocou em cheque a permanência do presidente Michel Temer. Antes do acontecimento, alguns economistas e instituições financeiras previam que a autoridade monetária aceleraria o ritmo do corte de juros para 1,25 ponto percentual, mas essa aposta foi perdendo força ao longo das duas últimas semanas. Continuar lendo Como esperávamos, Copom mantém ritmo e corta juros em 100 basis points

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Desemprego fica em 13,6% no trimestre encerrado em abril e atinge 14 milhões

O desemprego ficou em 13,6% no trimestre de fevereiro a abril, atingindo 14,2 milhões de pessoas segundo dados divulgados hoje pelo IBGE. Na comparação com o trimestre terminado em março houve ligeira queda de 0,1 ponto percentual, quando a taxa ficou em 13,7%. A taxa apurada no trimestre encerrado em abril é maior 2,4 pontos porcentuais do que a registrada no mesmo período de 2016, quando ficou em 11,2%. Além disso, essa é a maior taxa de desocupação do trimestre terminado em abril desde 2012, quando foi de 7,8%. Para o período, o resultado de abril deve-se basicamente à queda na população ocupada e aumento da população desocupada. Continuar lendo Desemprego fica em 13,6% no trimestre encerrado em abril e atinge 14 milhões

Agenda Econômica Semanal – 29 de maio a 4 de junho de 2017

Mercado doméstico nesta semana estará atento ao resultado do PIB do primeiro trimestre e à decisão do Banco Central sobre a Selic. Para o resultado do PIB do primeiro trimestre (quinta-feira) esperamos crescimento de 1,3% contra igual trimestre do ano anterior e elevação de 0,9% comparativamente ao trimestre anterior. Pelo lado da oferta, apostamos que resultado mais benigno derivam da alta de 12,5% (T/T) para o setor agrícola, impulsionado pela forte safra de milho e soja, e do aumento de 0,5% (T/T) para o setor de serviços (cuja série foi consideravelmente revisada para cima devido à nova metodologia do IBGE, devem ser os vetores do movimento. Pela ótica da demanda, o setor externo deverá ser o destaque positivo. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 29 de maio a 4 de junho de 2017

Contas do setor público têm melhor resultado em 2 anos, mas resultado positivo é sazonal e não uma reversão de cenário

O setor público consolidado não-financeiro (exclusive Petrobras e Grupo Eletrobras) registrou superávit primário de R$12,9 bilhões em abril. O governo central, os governos regionais e as empresas estatais registraram, na ordem, superávit de R$11,5 bilhões, R$867 milhões e R$590 milhões. O número de abril veio melhor do que o observado no mesmo período do ano passado (R$ 10,182 bilhões), correspondendo à segunda leitura positiva deste ano. Esse é o melhor desempenho para o mês desde 2015, quando foi registrado um resultado positivo de R$ 13,445 bilhões. Contudo, esse não é uma tendência que se consolidará para o restante do ano. Isso porque fatores sazonais empurraram a arrecadação para cima no mês passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. Continuar lendo Contas do setor público têm melhor resultado em 2 anos, mas resultado positivo é sazonal e não uma reversão de cenário

Divulgação do áudio entre Joesley e Temer faz economia perder algo em torno de R$ 200 bilhões em uma semana

O novo capítulo da crise política deflagrada com a divulgação do áudio com a conversa entre Joesley Batista (em delação premiada), dono do grupo JBS, e o presidente Michel Temer completa hoje uma semana e até o momento fez a economia doméstica amargar perda em torno de R$ 200 bilhões. Apenas a Ibovespa acumula queda de 7,2% e o valor de mercado das empresas listadas, registrou perda de R$ 185 bilhões. Além disso, o dólar comercial passou de R$ 3,12 na quarta-feira passada antes para cerca de R$ 3,27, uma alta de 4% ou R$ 0,15 em apenas quatro pregões. Além disso, as reformas da Previdência e Trabalhista, consideradas fundamentais para o ajuste fiscal e a recuperação da confiança dos agentes econômicos, estão praticamente paradas. No Congresso, a leitura do relatório da reforma trabalhista no Senado não foi concluída e o projeto que muda as regras da aposentadoria não voltou a ser discutido. Continuar lendo Divulgação do áudio entre Joesley e Temer faz economia perder algo em torno de R$ 200 bilhões em uma semana

Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de maio de 2017

om o risco de saída de Temer concentrando as atenções, a agenda da semana, que traz IPCA-15 como um dos destaques, deve ficar em segundo plano. Mas o mercado monitora a ação conjunta do Banco Central e do Tesouro para reduzir a volatilidade nos negócios com os leilões extraordinários de swap cambial e de títulos.

Em linha com o indicado pelos indicadores de inflação divulgados ao longo da semana passada, o resultado do IPCA-15, que será conhecido nesta terça-feira, deverá mostrar que o processo de desinflação segue em curso. O índice de maio deve ter variação estável em 0,21%. De um lado, os destaques serão a deflação da Passagem aérea, da Gasolina e da Energia elétrica. De outro, o encarecimento da Batata e dos alimentos “in natura” devem pressionar. Com isso, a alta do IPCA em doze meses chegará a 3,7%, atingindo o menor patamar desde julho de 2007. Na sexta-feira, o INCC deve acelerar de –0,08% para 0,13%. A elevação dos custos com a mão de obra na construção civil, refletindo os efeitos iniciais dos reajustes salariais em Brasília e Salvador, deverá ser o vetor do movimento. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de maio de 2017

JBS x Temer: nem Tsunami, nem “marolinha”, mas uma bela ressaca na economia

A revelação de que o presidente Michel Temer (PMDB) deu aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não gerará um Tsunami sobre a economia brasileira, muito menos uma “marolinha”, mas certamente deixará o gosto amargo de uma ressaca carregada de incertezas sobre os rumos da economia brasileira. Após os donos da JBS oferecerem em acordo de delação premiada uma gravação em áudio na qual Temer dá o aval para a compra do silêncio de Cunha e indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver uma pendência da empresa, o futuro do presidente da República parece incerto. Continuar lendo JBS x Temer: nem Tsunami, nem “marolinha”, mas uma bela ressaca na economia

Mais próximos do ponto de inflexão: resultado positivo do IBC-Br no 1T17 encerra sequência de 9 trimestres consecutivos de perdas

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) indica que a economia brasileira voltou a crescer nos três primeiros meses do ano. O indicador que busca mimetizar, em bases mensais, o PIB mensurado trimestralmente pelo IBGE registrou alta de 1,12% no acumulado do primeiro trimestre de 2017 na comparação com o quarto trimestre de 2016, pela série ajustada do Banco Central. Já na comparação do trimestre com igual período do ano passado, o índice subiu 0,29% pela série observada. Em termos dessazonalizados, isso representou uma queda de 0,44% em março comparativamente ao mês imediatamente anterior. Os dois números trimestrais vieram ligeiramente acima do previsto pelo consenso de mercado. Os dados foram divulgados nesta manhã pela instituição. Em outras palavras, observamos que o resultado positivo do IBC-Br no primeiro trimestre deste ano encerrou uma sequência de 9 trimestres consecutivos de perdas. Isso sinaliza que devemos estar muito próximos do ponto de inflexão rumo à retomada de um crescimento que será lento e gradual Continuar lendo Mais próximos do ponto de inflexão: resultado positivo do IBC-Br no 1T17 encerra sequência de 9 trimestres consecutivos de perdas

Agenda Econômica Semanal – 15 a 21 de maio de 2017

Arrecadação federal e índices de inflação são destaques da agenda doméstica desta semana

Após a surpresa positiva do IBC-Br (hoje pela manhã), que registrou queda de 0,44%, inferior à esperada pelo mercado, a agenda doméstica desta semana tem poucos destaques, entre eles a arrecadação federal e indicadores de inflação.

No decorrer da semana, teremos a divulgação da arrecadação federal impostos e contribuições em abril. Estimamos aumento de R$99 bi para R$119 bi, refletindo a elevação sazonal decorrente do recolhimento do imposto de renda. Se confirmado, o crescimento anual na arrecadação será de 3,3%. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 15 a 21 de maio de 2017