Desemprego fica em 13,7% no 1º trimestre de 2017 e atinge 14,2 milhões

Em meio à dificuldade de a economia dar sinais consistentes de recuperação, após dois anos seguidos de recessão, o Brasil registrou novo patamar recorde de 14,2 milhões de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em março de 2017, segundo dados da Pnad Contínua do IBGE divulgadas hoje. Como consequência, a taxa de desemprego passou de 10,9% no trimestre até março de 2016 para 13,7% no trimestre até março de 2017 – também a mais alta já registrada na série histórica da pesquisa. São 3 milhões de desempregados a mais em relação a um ano atrás, o equivalente a um aumento de 27,8%. Ao mesmo tempo, o total de ocupados caiu 1,9% no período de um ano, o equivalente ao fechamento de 1,7 milhão de postos de trabalho. Com 89 milhões de pessoas, a população ocupada atingiu o menor patamar desde o trimestre encerrado em abril de 2012. Continuar lendo Desemprego fica em 13,7% no 1º trimestre de 2017 e atinge 14,2 milhões

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Agenda Econômica Semanal – 24 a 30 de abril de 2017

Resultado das contas públicas é o destaque da agenda doméstica desta semana

As atenções da agenda econômica desta semana estarão voltadas para as divulgações dos dados de arrecadação e das contas públicas de março. A arrecadação de impostos e tributos, ainda sem data definida para divulgação, deve aumentar de R$92,4 bilhões para R$100,6 bilhões em março, impulsionada pelo incremento sazonal oriundo do recolhimento do Imposto de Renda. Caso nossa estimativa se confirme, a arrecadação federal terá alta anual de 0,6% em março. Na quinta-feira, o déficit primário do governo central de março deve ser reduzido de –R$26,3 para –R$9,2, influenciado pelo impacto positivo do Imposto de Renda na arrecadação. Entretanto, em 12 meses, continuaremos observando alta do déficit real. Na sexta-feira, o Banco Central divulgará o resultado primário consolidado de março. Além disso, na terça-feira, teremos a nota do setor externo de março: projetamos saldo negativo em conta corrente de US$ 420 milhões e Investimento Direto no País somando US$ 7 bilhões. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 24 a 30 de abril de 2017

Agenda Econômica Semanal – 10 a 16 de abril de 2017

A reunião do Copom na quarta-feira será o principal evento da semana. Nela, o Banco Central deve intensificar o ritmo de corte da taxa básica de juro, ao reduzi-la de 12,25% para 11,25% a.a., diante da continuidade da desinflação no curto prazo e das sucessivas revisões baixistas das expectativas para a inflação do ano. O conteúdo do Relatório Trimestral de Inflação do 1T17 dá suporte à nossa expectativa. No documento, a autoridade monetária fortaleceu a sinalização de que haverá intensificação moderada do ritmo de corte da taxa Selic, ao considerar que a desinflação está mais difundida nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, além de avaliar que há forte ociosidade na utilização de fatores. Outra informação relevante do RTI 1T17, que fortalece nossa avaliação, foi a revisão para baixo da projeção para o IPCA de 2017, com estabilidade na estimativa de 2018. Acreditamos que o comunicado também trará algum sinal sobre o ritmo de redução dos juros das próximas reuniões. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 10 a 16 de abril de 2017

Inflação de março sacramenta corte de 100 basis-points na Selic este mês

A inflação oficial, medida pelo IPCA, continua seu movimento ladeira abaixo e sacramenta nossa previsão de corte em 100 basis-point na taxa básica de juros (Selic) neste mês. O nível de preços ao consumidor perdeu força de fevereiro para março, passando de 0,33% para 0,25%, divulgou hoje o IBGE. Para o mês de março, é o menor resultado desde 2012, quando ficou em 0,21%. No acumulado do ano, o índice ficou em 0,96%, o menor para o 1º trimestre desde o início do Plano Real, em 1994, quando ficou em 182,96% e bem menor que os 2,62% registrados no mesmo período de 2016. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,57%, ficando mais próximo da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%, e menor que os 4,76% dos 12 meses imediatamente anteriores. Continuar lendo Inflação de março sacramenta corte de 100 basis-points na Selic este mês

Cenário Macroeconômico: ABRIL/2017 deve trazer sinais de que a recessão começa a se dissipar

Os indicadores econômicos divulgados nas últimas semanas robusteceram nossa percepção de que a crise econômica parece iniciar um processo de dissipação, gerando perspectivas menos pessimistas no cenário macro de médio e longo prazos. Isso não quer dizer que as dificuldades do lado real da economia tenham deixado de existir, nem muito menos que os desafios no âmbito político foram superados. Muito pelo contrário, as únicas certezas que temos é que a restrição fiscal será um obstáculo muito difícil de ser sobrepujado e que a tarefa de reerguer o mercado de trabalho será árdua e dolorosa. Em outras palavras, a reestruturação do cenário econômico será muito lenta e sujeita a turbulências. Continuar lendo Cenário Macroeconômico: ABRIL/2017 deve trazer sinais de que a recessão começa a se dissipar

Dados da indústria em fevereiro sugerem estabilidade e recuperação ainda frágil e contida

A indústria brasileira aparenta ter iniciado um ciclo de estabilidade, após, um longo período de perdas consecutivas. Segundo dados divulgados ontem pelo IBGE, a produção industrial brasileira registrou em fevereiro de 2017 queda de 0,8% em relação ao mesmo mês de 2016, vindo de uma variação interanual de +1,4% em janeiro, resultado que interrompeu uma sequência de 34 perdas consecutivas. Em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal, a indústria subiu 0,1%, após registrar queda de 0,2% no mês anterior. Esse resultado ficou mais próximo das expectativas mais pessimistas dos analistas, que esperavam uma pequena contração da atividade do setor, do que das mais otimistas, que previam expansão próxima a 1%. A REAG estimava crescimento de 0,4%. Nos últimos 12 meses, a retração acumulada é de 4,8%. Apesar da aparente boa notícia, somo cautelosos ao afirmar que a recuperação da indústria será lenta e gradual, andando de mãos dadas com a expectativa de recuperação da economia como um todo. Continuar lendo Dados da indústria em fevereiro sugerem estabilidade e recuperação ainda frágil e contida

Agenda Econômica Semanal – 3 a 9 de abril de 2017

O resultado do IPCA de março, a ser conhecido na sexta-feira, será o destaque da agenda de divulgação de indicadores domésticos. Para o índice, estimamos desaceleração de 0,33% para 0,25% devido à dissipação do aumento das mensalidades escolares, o barateamento dos combustíveis e à redução das contas de telefonia fixa decorrente das menores tarifas das ligações de telefone fixo para móvel. Por outro lado, a alta deve-se à elevação dos preços de alimentação ainda abaixo da sazonalidade do período. Com isso, a inflação acumulada em doze meses desacelerará entre fevereiro e março, ao passar de uma elevação de 4,76% para outra de 4,55%, bastante próxima do centro da meta do Banco Central. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 3 a 9 de abril de 2017