Agenda Econômica Semanal – 1 a 5 de março de 2017

Semana curta pós-Carnaval tem Nota de Política Monetária como destaque

 Com o feriado de carnaval, a agenda econômica contará com poucos dados. A principal divulgação será a Nota de Política Monetária da última reunião do Copom. Após nova redução de 0,75 ponto porcentual, que levou a Selic à 12,25% ao ano, o documento manteve uma indicação indireta de que o Banco Central continuará nesse ritmo de corte na próxima reunião do Copom, apesar de ter retirado a frase que afirmava que 0,75 ponto porcentual era o “novo ritmo de flexibilização” da política monetária. Além disso, o comunicado fez referência explícita à possibilidade de que o ritmo de corte aumente. Apesar de acreditar que ainda que não temos evidências concretas nesse sentido, entendemos que essa possibilidade não está descartada. Assim, será importante acompanhar detalhes sobre o tema, bem como a discussão sobre a avaliação da autoridade monetária em relação ao cenário para a atividade. Recentemente, a instituição passou a atribuir maior peso a essa variável em seu processo decisório, uma vez que a inflação caminha rapidamente para a meta. Em suma, esperamos que a nota mantenha a indicação que o Banco Central terá maior discricionariedade na definição dos juros. Além da nota do Copom, a agenda curta após o Carnaval é fraca, tendo apenas a divulgação do Relatório Focus e vendas de veículos de fevereiro da Fenabrave.

Na agenda internacional, destacamos os discursos dos membros do Fed, a divulgação da segunda prévia do PIB do 4T16, dados de renda e gastos pessoais. O mercado estará atento a fala dos membros do Fed a procura de sinais das próximas decisões de política monetária. O destaque, será o discurso de Janet Yellen, presidente do Fed. Em sua última fala, Yellen ressaltou que o mercado de trabalho continua a se fortalecer e que a inflação está se movendo para a meta de 2%. A autoridade monetária destacou ainda as incertezas sobre a política fiscal do governo Trump. A segunda prévia do PIB do 4T16 deve mostrar avanço em relação à leitura anterior. Dados mais fortes dos estoques e de investimentos devem contribuir para um crescimento maior do que informado na prévia (1,9% T/T, anualizado). Na Europa, o destaque fica por conta da leitura final do PMI Manufatura na Zona do Euro, que não deve apresentar alteração em relação a prévia. O resultado indica expansão do setor industrial do bloco.

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