Economia inicia ano andando para trás

A economia brasileira iniciou o ano com um desempenho pior do que o esperado pelo mercado, o que sinaliza que, apesar de mais confiantes ainda estamos com dificuldades reais para sair do fundo do poço após mais de dois anos seguidos de recessão. Nossa expectativa é de que teremos alguns sinais erráticos de recuperação no segundo trimestre deste ano, mas somente a partir do terceiro trimestre é que começaremos a sentir na pele os resultados de uma recuperação muito lenta e gradual da economia, quando sentiremos o efeito da queda dos juros na economia, em especial no varejo. Nossa análise é corroborada pelos dados mensais do IBC-Br, que mostram que a economia brasileira recuou 4,4% no acumulado de 12 meses em janeiro deste ano. Continuar lendo Economia inicia ano andando para trás

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Varejo decepciona em janeiro e crescimento depende da recuperação no mercado de trabalho

O comércio varejista voltou a decepcionar em janeiro, tendo registrado queda marginal (sobre dezembro, descontado os efeitos sazonais) do volume de vendas de 0,7% no conceito restrito (que desconsidera o setor automotivo e de materiais para construção) e uma ligeira queda de 0,2% no ampliado. Na comparação com janeiro do ano anterior, todas as atividades do varejo também registraram retração em janeiro deste ano: -7% no varejo restrito (a 22ª queda consecutiva) e -4,8% no ampliado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgadas ontem pelo IBGE. Apesar das perspectivas positivas de crescimento lento e gradual da economia, o varejo somente voltará a crescer quando houver recuperação sustentável no mercado de trabalho, o que deverá começar a acontecer somente a partir do terceiro trimestre deste ano. Continuar lendo Varejo decepciona em janeiro e crescimento depende da recuperação no mercado de trabalho

RTI reitera nossa projeção de corte mais rápido da Selic em abril

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central do 1º trimestre deste ano, divulgado hoje, reitera nossa expectativa de que o ritmo de redução da será intensificado para 100 pontos-base na próxima reunião do Copom (agendada para 12 de abril). Em nossa análise, a expressão “intensificação moderada do ritmo de flexibilização da política monetária”, que consta no documento, sacramente a decisão de o Banco Central realizar o próximo corte em 100 pontos-base. Ademais, essa expressão retira a retórica de parte o mercado em favor de cortes mais fortes, como amplamente difundido no mercado. Ou seja, a chance precificada de uma redução de 125 pontos-base deve esfriar. Continuar lendo RTI reitera nossa projeção de corte mais rápido da Selic em abril

Agenda Econômica Semanal – 27 de março a 2 de abril de 2017

Relatório de Inflação, IBC-Br, desempenho nos setores de Serviços e Varejo e taxa de desemprego são os destaques da agenda desta semana

Nesta semana, as atenções dos mercados locais estarão voltadas à divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central, na quinta-feira. Esperamos que o RTI deva sugerir a intensificação no ritmo de corte da Selic, além de ressaltar que houve alívio considerável na inflação. Em outras palavras, o documento mostrará poucas alterações das projeções do cenário de referência e de mercado do Banco Central em relação à ata da última reunião. Contudo, podemos esperar sinais adicionais sobre os próximos passos da política monetária, incluindo a discussão da taxa de juro real neutro. Os dados de atividade de janeiro também estarão no radar, com destaque para as divulgações (i) da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), a ser conhecida na quarta-feira, (ii) da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), no dia seguinte, e (iii) do IBC-Br, na sexta-feira. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 27 de março a 2 de abril de 2017

Agenda Econômica Semanal – 20 a 26 de março de 2017

A agenda doméstica volta para o radar do mercado, com as atenções voltadas para a expectativa de anúncio de corte no Orçamento deste ano e de aumento de impostos, em meio à crise gerada pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal e os riscos envolvendo o andamento da reforma da Previdência. Segundo informações divulgadas pela mídia, por exigência do Tribunal de Contas da União (TCU) o governo deverá anunciar na quarta-feira um pacote de corte nos gastos, o qual deverá totalizar R$ 65 bilhões. Em contrapartida, é esperado pelo mercado um aumento de impostos. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 20 a 26 de março de 2017

FED eleva o juro, fará mais dois aumentos em 2017, mas sem prejuízos significativos para o Brasil

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) aumentou as taxas de juros do país em 0,25 ponto percentual, para um intervalo entre 0,75% e 1%. O movimento foi impulsionado pelo crescimento econômico estável, melhora no mercado de trabalho, ganhos de produtividade e confiança de que a inflação está subindo para o alvo do banco central norte-americano. Nessas circunstâncias, reiteramos nossa perspectiva de que no curto prazo a condução da política monetária nos EUA não impactará significativamente a posição nos mercados internacionais de ativos e moedas, nem tampouco pressionará significativamente o risco-país e a taxa de câmbio no Brasil. Esse é o segundo aumento em três meses. O comunicado da decisão mantém a perspectiva de que haverá duas novas altas dos juros em 2017 e outras duas em 2018. Assim, a taxa deve chegar a um intervalo entre 1,50% e 1,75% no fim deste ano e para algo entre 2,50% e 2,75% no fim de 2018. Continuar lendo FED eleva o juro, fará mais dois aumentos em 2017, mas sem prejuízos significativos para o Brasil

Com agenda doméstica fraca, decisão do Fed está no radar do mercado desta semana

Agenda Econômica Semanal – 13 a 19 março de 2017

A decisão de política monetária do Federal Reserve (quarta-feira) é o destaque da agenda desta semana. Assim como os mercados globais estão convictos de que o Fed antecipará a normalização de sua política monetária, apostamos na elevação da taxa de juros do país em decisão. Tal antecipação, já discutida por diversos membros do Fed, será pautada pela indicação de que a atividade econômica continua se fortalecendo no início deste ano e de que a inflação está acelerando gradualmente. Há dúvidas, porém, sobre a perspectiva de outros aumentos de juros nos EUA ao longo do ano. Embora os EUA tenham criado mais postos de trabalho do que se previa em fevereiro, os ganhos de trabalhadores subiram menos do que o esperado, sugerindo que a inflação do país permanece contida. Por isso, todo o mercado ficará atento à entrevista da presidente do Fed, Janet Yellen, que poderá reafirmar ou não a sinalização recente de três altas de juros por ano nos EUA até 2019 ou se ela apontará chances de uma extensão do ciclo de aperto monetário. Continuar lendo Com agenda doméstica fraca, decisão do Fed está no radar do mercado desta semana

IPCA de fevereiro vem mais fraco (+0,33%) e reforça aposta de corte de 100 bp na Selic e inflação abaixo do centro da meta

Surpreendendo as estimativas, a leitura do IPCA de fevereiro apontou inflação de 0,33%, ratificando nossa aposta de aceleração no ritmo de corte da taxa básica de juros pelo Copom, de 75 basis points (bp) nas duas últimas reuniões, para 100 bp na próxima reunião, agendada para 11 e 12 de abril. A taxa de fevereiro foi o menor IPCA para fevereiro desde 2000, reforçando, também nossa expectativa de que a inflação de 2017 fique abaixo do centro da meta, atualmente de 4,5%. Assim, na nossa avaliação, a combinação de inflação mais branda e de uma economia ainda adormecida deve fazer com que o Banco Central corte os juros de forma mais antecipada do se esperava, fazendo com que a Selic caia dos atuais 12,25% a.a. para 11,25% no mês que vem. Continuar lendo IPCA de fevereiro vem mais fraco (+0,33%) e reforça aposta de corte de 100 bp na Selic e inflação abaixo do centro da meta

Produção industrial volta a subir após 34 meses de queda, sinalizando o início de um ciclo de crescimento gradual

A produção industrial do Brasil começou 2017 com alta de 1,4% em janeiro comparativamente ao mesmo mês do ano passado, interrompendo um ciclo de 34 meses consecutivos de queda observados desde o início do atual ciclo recessivo (2º trimestre de 2014). Já a leitura de janeiro contra dezembro, na série com ajuste sazonal, mostra que o volume produzido pela indústria ficou praticamente estagnado, com ligeiro recuo de 0,1%. Os dados foram apresentados hoje pelo IBGE e vão de encontro ao cenário básico da REAG, no qual os resultados dos últimos meses, aliados aos indicadores prospectivos, sugerem o início de uma retomada da atividade industrial neste primeiro semestre, com um crescimento mais consistente a partir da segunda metade do ano. Para 2017 prevemos que a produção industrial cresça 2,2% após ter amargado dois anos consecutivos de perdas. Continuar lendo Produção industrial volta a subir após 34 meses de queda, sinalizando o início de um ciclo de crescimento gradual

PIB tem perda de 3,6% em 2016 e economia recua a patamares de 2010

onforme esperado, o tombo da economia brasileira no último trimestre de 2016 foi forte, marcando uma das mais longas recessões da história do Brasil. O PIB encolheu 0,9% no quarto trimestre do ano passado sobre os três meses anteriores, o oitavo trimestre seguido de perdas, informou hoje o IBGE. No terceiro trimestre, com a mesma base de comparação, a queda havia sido de 0,7%. Sobre o quarto trimestre de 2015, o PIB recuou 2,5%. No acumulado de 2016, a economia encolheu 3,6%, contra uma perda de 3,8% no ano anterior, o que acumula uma retração de 7,2% nos dois anos. Continuar lendo PIB tem perda de 3,6% em 2016 e economia recua a patamares de 2010