Desemprego recorde em janeiro deve-se ao aumento da força de trabalho

A taxa de desocupação no país alcançou 12,6% no trimestre encerrado em janeiro e o número de desempregados ficou em 12,9 milhões, informou hoje o IBGE. Esse resultado é o mais elevado para a série histórica, iniciada em 2012. Em janeiro do ano passado, a taxa havia ficado em 9,5%, enquanto no trimestre anterior, encerrado em outubro de 2016, 11,8% da força de trabalho estava sem emprego. Observa-se, contudo, que na comparação com o trimestre anterior a taxa de desemprego subiu não porque houve demissões, uma vez que a população ocupada ficou praticamente estável, mas sim porque mais pessoas foram procurar emprego nesse período, talvez estimuladas pelas festas de fim de ano e pelo movimento pré-carnaval. Ou seja, observam-se trabalhadores desalentados retornando ao mercado de trabalho, em busca de emprego. Continuar lendo Desemprego recorde em janeiro deve-se ao aumento da força de trabalho

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Copom reduz Selic em 75 pontos e comunicado indica corte maior na próxima reunião

Sem surpresa, o Copom do Banco Central reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, para 12,25% a.a. A decisão foi tomada por unanimidade e resultou na preservação do ritmo de flexibilização monetária adotado na primeira reunião do ano, confirmando a expectativa preponderante no mercado, da qual a REAG compartilhava. Esse é o quarto corte consecutivo desde outubro do ano passado. Com isso, a taxa básica de juros atinge seu menor valor desde janeiro de 2015. Em janeiro, o Copom havia aumentado o ritmo de cortes para 0,75 ponto porcentual, surpreendendo o mercado após duas reduções seguidas de 0,25 ponto porcentual. Na época, o comitê justificou a decisão devido à inflação e à atividade econômica em ritmo mais fraco do que o previsto. A justificativa da decisão se sustenta basicamente sobre o abrandamento da inflação. Continuar lendo Copom reduz Selic em 75 pontos e comunicado indica corte maior na próxima reunião

Agenda Econômica Semanal – 20 a 26 de fevereiro de 2017

iante de uma segunda-feira que deve ser de menor liquidez por causa do feriado nos Estados Unidos, os investidores devem ficar em compasso de espera pelos eventos da semana. No Brasil, o destaque é a reunião de dois dias do Copom, cuja decisão sai na quarta-feira. A expectativa da REAG é de que a Selic seja cortada em 0,75 ponto porcentual, para 12,25% ao ano. Também na quarta-feira sai o IPCA-15 de fevereiro que deve avançar para 0,47%. A taxa de desemprego da Pnad é outro destaque da agenda doméstica (sexta-feira), que deve subir para 12,5% no trimestre móvel encerrado em janeiro, o que representa elevação de 3,0 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 20 a 26 de fevereiro de 2017

IBC-Br do Banco Central aponta que economia caiu 4,3% em 2016

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 4,34% em 2016 frente a 2015, na série original (sem ajuste sazonal), variação semelhante à registrada no ano anterior. Conhecido como a prévia mensal do Banco Central para o PIB – que é mensurado trimestralmente pelo IBGE-, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. O PIB de 2016 será oficialmente divulgado no dia 7 de março. A previsão oficial do Banco Central para a atividade doméstica em 2016 é de queda de -3,4%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) publicado no fim de dezembro. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, 13, a mediana das estimativas do mercado para o PIB em 2016 estava em -3,50%, valor que coincide com a previsão da REAG. Continuar lendo IBC-Br do Banco Central aponta que economia caiu 4,3% em 2016

Setor de serviços cai 5% em 2016 e tem maior perda da série

Apesar de a receita real de serviços, que se refere à evolução do volume da atividade no setor em termos reais, descontada a inflação (deflacionado), ter subido 0,6% em dezembro ante novembro, na comparação com igual mês de 2015, houve queda de 5,7%, a maior para o mês em base anual desde o início da série histórica, em 2012. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE. No acumulado do ano passado, a receita real do setor caiu 5%, também a maior perda da pesquisa. Já a receita nominal de serviços teve alta de 0,5% em dezembro ante novembro, mas caiu 1,5% em relação a um ano antes. A receita nominal do setor oscilou em baixa de 0,1% no acumulado de 2016. Continuar lendo Setor de serviços cai 5% em 2016 e tem maior perda da série

Varejo decepciona em 2016 e registra perdas recordes

O varejo registrou no ano de 2016 perdas recordes. As vendas no varejo restrito (exclui os setores automotivo e de material para construção) foram 6,2% menores do que as vendas em 2015, enquanto pelo conceito ampliada recuaram 8,7% para a mesma comparação, ambas perdas recordes da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), iniciada em 2001 pelo IBGE. Esses números são reflexo do cenário macroeconômico que o país está inserido há mais de dois anos: recessão, crédito caro e restrito, desemprego em alta, taxa de juros elevada e renda real comprimida. Continuar lendo Varejo decepciona em 2016 e registra perdas recordes

Agenda Econômica Semanal -13 a 19 de fevereiro de 2017

Na agenda da semana, o destaque fica por conta das vendas no varejo de dezembro (terça-feira) e da sondagem de serviços do mesmo mês (quinta-feira), que podem promover os ajustes finais nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2016, os quais deverão fortalecer nossa expectativa de queda de 2,3% do PIB no quarto trimestre de 2016 (comparativamente ao mesmo trimestre do ano anterior). Caso os dados venham mais fracos do que o esperado, será mais um argumento para o Banco Central em seu ciclo de afrouxamento monetário. A agenda doméstica tem como destaques também o IGP-10 de fevereiro (quarta-feira) e o IBC-Br de dezembro (quinta-feira). Continuar lendo Agenda Econômica Semanal -13 a 19 de fevereiro de 2017

IPCA de janeiro vem mais fraco, abrindo a probabilidade de o BC acelerar ritmo de flexibilização da Selic

A inflação oficial ao consumidor, medida pelo IPCA, fechou o primeiro mês do ano com alta 0,38%, ante uma variação de 0,30% em dezembro, mas muito abaixo da registrada neste mesmo mês de 2016 (+1,27%), informou o IBGE nesta quarta-feira. Essa leitura veio mais fraca em relação à projeção da REAG (+0,43%) e também em relação à média do mercado (+0,42%). A taxa fechou janeiro no menor patamar para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1994, ano de criação do Plano Real. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desceu para 5,35%, ficando abaixo dos 6,29% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Apesar da esperada alta na variação marginal, devidamente esperada por conta do aumento das tarifas dos ônibus urbanos, a descompressão da inflação vem sendo guiada nos últimos meses pela desaceleração nos preços de alimentos, bebidas e dos serviços. Continuar lendo IPCA de janeiro vem mais fraco, abrindo a probabilidade de o BC acelerar ritmo de flexibilização da Selic

Agenda Econômica Semanal – 6 a 12 de fevereiro de 2017

A agenda econômica local tem como destaque esta semana o IPCA de janeiro (quarta-feira), o qual deve confirmar a tendência baixista dos preços, reforçando as apostas de mais cortes da Selic nas próximas reuniões do Copom. Outros índices de preços esperados são o IGP-DI de janeiro (terça-feira), a primeira prévia do IGP-M de fevereiro (quinta-feira) e a primeira prévia do IPC de fevereiro da Fipe (sexta-feira). Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 6 a 12 de fevereiro de 2017

Cenário Macro: FEVEREIRO traz sentimento de esperança, mas sem euforia

O segundo mês do ano começa com a economia ainda pisando em ovos, em meio às incertezas do cenário político doméstico e das turbulências no mercado internacional geradas pelo trator Trump. Contudo, as recentes divulgações dos indicadores econômicos recordes fechados para o ano de 2016 (desemprego e déficit primário) trazem a esperança de que o pior já passou e que 2017 será um ano ainda difícil, mas com a perspectiva de uma lenta e contínua recuperação. Continuar lendo Cenário Macro: FEVEREIRO traz sentimento de esperança, mas sem euforia