2016 tem desemprego recorde de 11,5% e perda de R$ 6,5 bilhões em rendimentos

A taxa de desocupação no país atingiu 11,5% (média anual) da força de trabalho em 2016, o que representa 11,7 milhões de desempregados e a retirada de R$ 6,5 bilhões em salários da economia ao longo de todo o ano passado, informou o IBGE nesta terça-feira. É a maior taxa já registrada pelo IBGE na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em 2015, a taxa média do ano já havia atingido 8,5%, com 8,6 milhões de pessoas desempregadas, contra os 6,8% do ano anterior. A massa de rendimentos, por sua vez, recuou 3,5%, de R$ 185,354 bilhões em 2015 para R$ 178,865 bilhões em 2016. Continuar lendo 2016 tem desemprego recorde de 11,5% e perda de R$ 6,5 bilhões em rendimentos

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IGP-M inicia 2017 em expansão, mas taxa acumulada em 12 meses cai

A leitura do IGP-M de janeiro, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou alta 0,64%, acima de dezembro (0,54%) e abaixo de janeiro do no passado (1,14%). Com o resultado, o índice acumulado em 12 meses aponta inflação de 6,65%, no menor nível desde junho de 2015. Essa aceleração do índice geral teve participação preponderante preços dos insumos industriais, bem como dos preços no varejo. Os preços agropecuários no atacado, por outro lado, vieram com queda significativa, freando uma alta mais significativa do indicador, usualmente utilizado para o reajuste dos contratos, como os de alugueis de imóveis. Continuar lendo IGP-M inicia 2017 em expansão, mas taxa acumulada em 12 meses cai

Agenda Econômica Semanal – 30 de janeiro a 5 de fevereiro de 2017

Volta do Congresso, Governo Central e produção da indústria são destaques da semana

A agenda doméstica desta semana está carregada. O foco estará em Brasília, onde o Congresso retoma as atividades com eleições no Senado (quarta-feira) e na Câmara (quinta-feira). O judiciário também volta do recesso, o que aumenta a expectativa sobre a homologação das delações da Odebrecht e do encaminhamento da relatoria dos processos referentes à operação Lava Jato. Entre os indicadores econômicos, o IBGE divulgará a Pnad Contínua do mês passado (na terça-feira) e no dia seguinte serão conhecidos os números da produção industrial de dezembro e o saldo da balança comercial de janeiro. Hoje, a semana começou com o IGP-M de janeiro, que veio com alta de 1,14% ante a elevação 0,54% em janeiro. Em 12 meses, o IGP-M registrou inflação de 6,65%. Mais tarde, às 14h30, sai o resultado primário do governo central de dezembro. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 30 de janeiro a 5 de fevereiro de 2017

Agenda Econômica Semanal – 23 a 29 de janeiro de 2017

Setor Externo e Política Fiscal são os destaques da agenda de indicadores nesta semana

No Brasil, a fraca agenda de indicadores tem como destaques os números do Balanço de Pagamentos e da arrecadação fiscal, ambos referentes ao mês de dezembro. A nota do setor externo (terça-feira) deverá trazer déficit em conta corrente de US$ 4,5 bilhões e Investimento Direto no País positivo em US$ 6,2 bilhões no último mês do ano passado. Na quinta-feira, o Banco Central divulga a nota de política monetária e de operações de crédito, também de dezembro. Ainda sem data definida, a Receita Federal poderá divulgar os dados de arrecadação de impostos do mês passado, que deverão ter somado R$ 122 bilhões. Por fim, ao longo da semana serão conhecidas as informações das Sondagens da FGV, que constituem os primeiros indicadores antecedentes da atividade econômica do primeiro trimestre. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 23 a 29 de janeiro de 2017

Economia 2017: o pulso ainda pulsa

Finalmente, após quase dois anos acompanhando a divulgação de indicadores econômicos amargando perda atrás de perda, os primeiros suspiros da moribunda economia brasileira começam a ser ouvidos. Os sinais vitais começam a ecoar nas últimas leituras dos índices de inflação e no corte mais vigoroso da taxa básica de juros, sussurros que vêm embalados pela perspectiva de uma safra de grãos 15% maior. Apesar de constatado que o paciente respira, a perspectiva de que continuará na UTI durante todo o ano de 2017 ainda é um diagnóstico plausível. Continuar lendo Economia 2017: o pulso ainda pulsa

Ata do Copom vem obscura sobre ritmo do corte na Selic em fevereiro

Ata do Copom vem obscura sobre ritmo do corte na Selic em fevereiro

A ata da reunião de janeiro do Copom apenas explica sua decisão de acelerar a força do corte na taxa básica de juros para 0,75 ponto percentual (pp) e não sinaliza com clareza os próximos passos do Banco Central na condução do ciclo de afrouxamento monetário. Segundo o documento, ” as condições para reduzir a taxa básica de juros para 13% na reunião de janeiro já estavam presentes”, as quais são entendidas como o “processo de desinflação” e a “atividade econômica aquém do esperado”. Contudo, na leitura da REAG, há falta de sinalização mais transparente sobre se ciclo permanece em 0,75 pp daqui para a frente ou se será acelerado para 100 pontos-base em fevereiro. Continuar lendo Ata do Copom vem obscura sobre ritmo do corte na Selic em fevereiro

Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de janeiro de 2017

Ata do Copom e posse de Trump estarão no radar do mercado nesta semana

A semana está carregada de indicadores e eventos importantes e tem como destaque na agenda doméstica a ata da reunião da semana passada do Copom. O documento, que será conhecido amanhã, deve trazer detalhes sobre as condições que levaram o Banco Central a optar por um corte mais forte na taxa básica de juros, de 0,75 ponto porcentual. Há expectativa de que a autoridade monetária indique quais são os fatores condicionantes para que o ritmo de corte atual seja mantido nos próximos encontros, dando alguma pista sobre os próximos passos do comitê. Nesse contexto, esperamos que o comportamento recente da inflação no curto prazo continue favorecendo a queda de juros. Projetamos alta de 0,33% do IPCA-15 de janeiro (quinta-feira), variação inferior à sugerida pela sazonalidade do período. Já o IGP-10 deste mês (terça-feira) deverá mostrar elevação de 0,93%. Apesar da aceleração impulsionada pela maior expansão do IPA industrial, os preços de alimentos no atacado seguirão no campo deflacionário. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de janeiro de 2017

IBC-Br vem com ligeira alta de 0,2% em novembro e compensa perda de outubro

Praticamente compensando a perda de 0,15% em outubro frente a setembro (dado revisado), a economia brasileira registrou ligeira expansão de 0,2% em novembro de 2016 comparativamente ao mês anterior, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) pela série com ajuste sazonal. Esse resultado sofreu influência positiva de todos os principais segmentos da economia na análise mensal: produção industrial (+0,2%); construção civil (+2,1%); varejo ampliado (+0,6%) e o setor de serviços (+0,1%). Continuar lendo IBC-Br vem com ligeira alta de 0,2% em novembro e compensa perda de outubro

Copom passa o facão na Selic e flexibilização deve levar juros para 9,7% até o final de 2017

O Copom anunciou ontem o terceiro corte seguido na taxa básica de juros da economia brasileira, de 13,75% para 13% ao ano. A redução, de 0,75 ponto percentual, é a maior em quase cinco anos. A última vez, em abril de 2012, foi por motivos políticos que a Selic teve queda semelhante, quando passou de 9,75% para 9% ao ano. Desta vez, entretanto, o motivo foi outro: a queda da inflação e o baixo desempenho da economia. A decisão, novamente unânime e sem viés, mostra que o Banco Central decidiu acelerar o ritmo de redução da taxa de juros em intensidade maior do que antevíamos – nossa expectativa era de corte de 50 pontos-base- em meio às previsões de que a retomada do crescimento da economia brasileira pode demorar mais para acontecer e aos sinais de desaceleração da inflação. Continuar lendo Copom passa o facão na Selic e flexibilização deve levar juros para 9,7% até o final de 2017

IPCA fecha 2016 abaixo do teto e segue rumo ao centro da meta em 2017

Finalmente uma boa notícia. A inflação oficial, medida pelo IPCA, encerrou 2016 em 6,29%, resultado abaixo do teto do intervalo do sistema de metas de inflação, de 6,5%, após ter registrado no ano de 2015 a maior alta em 13 anos, de 10,67%. Em janeiro de 2016 o indicador acumulado em 12 meses estava em 10,71%. Em dezembro último, o IPCA registrou e alta mensal de 0,30%, ante uma variação de +0,18% em novembro, no menor patamar para o mês de dezembro desde 2008, quando teve elevação de 0,28%. O resultado vai de encontro à projeção da REAG (+0,31% em dezembro), que aponta a recessão como o principal responsável por grande parte da compressão dos preços nos últimos meses, vetor que seguirá fazendo esse papel ao longo de 2017, quando a inflação tende a ficar mais próxima do centro da meta, de 4,5%. Continuar lendo IPCA fecha 2016 abaixo do teto e segue rumo ao centro da meta em 2017