Taxa de desemprego sobe a 11,8% no trimestre até outubro

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em outubro de 2016, de acordo com dados da Pnad Contínua divulgados hoje pelo IBGE, resultado que foi de encontro à projeção da REAG. A taxa ficou acima da leitura nos três meses até julho, de 11,6%, e do resultado apurado no trimestre encerrado em outubro de 2015, de 8,9%, mas permaneceu inalterado em relação ao trimestre encerrado em setembro deste ano, em 11,8%. O exército de desocupados chegou a 12,042 milhões de pessoas nos três meses até outubro, alta de 32,7% ante mesmo período do ano passado e acréscimo de 1,7% sobre os 11,8 milhões em julho. É o maior contingente de desempregados desde o início da pesquisa, segundo o IBGE. Continuar lendo Taxa de desemprego sobe a 11,8% no trimestre até outubro

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Agenda Econômica Semanal – 28 de novembro a 5 de dezembro de 2016

Divulgação do PIB no terceiro trimestre e a última reunião do Copom neste ano serão os destaques da agenda doméstica

O calendário semanal de dados domésticos traz como destaques o anúncio da última decisão de política monetária do Copom neste ano e o PIB do 3º trimestre, ambos na quarta-feira. A intensificação do ritmo de queda da economia no terceiro trimestre será confirmada pelo resultado do PIB do período. Projetamos queda de 0,9% em relação aos três meses anteriores, basicamente em função da desaceleração do PIB industrial e do desaquecimento dos investimentos. Também na quarta-feira, o Banco Central anunciará sua decisão de política monetária. Esperamos corte de 0,25 p.p. da taxa Selic, que deverá encerrar o ano em 13,75%. Também acreditamos que o comunicado trará informações importantes sobre a condução da política a ser adotada no ano que vem. Na sexta-feira, teremos a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de outubro, para a qual projetamos contração de 1,1%, após elevação de 0,5% em setembro. Nesse mesmo seara, teremos na terça-feira a divulgação da Pnad Contínua de outubro, a qual deverá confirmar taxa de desemprego de 11,8%. Em relação à inflação, será conhecido na terça-feira, o IGP-M de novembro. Nossa expectativa é de alta de 0,03%, com a deflação de preços de alimentos no atacado exercendo pressão baixista sobre o índice. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 28 de novembro a 5 de dezembro de 2016

Agenda Econômica Semanal – 21 a 27 de novembro de 2016

IPCA-15, Conselhão e PEC do Teto estão no radar da agenda nesta semana

Nesta semana de feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, os mercados norte-americanos estarão fechados na quinta-feira e vão encerrar os negócios mais cedo na sexta-feira. No Brasil, a agenda semanal prevê o IPCA-15, resultados fiscais, contas externas e desemprego. Entre os eventos, o presidente Michel Temer reativa o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a 45ª reunião do Conselhão, a partir das 9h30. Além do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estarão presentes membros da sociedade civil, entre artistas, empresários, sindicalistas e políticos. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 21 a 27 de novembro de 2016

IBC-Br de setembro reforça projeção de perda de 3,2% do PIB no terceiro trimestre

O índice de atividade econômica do Banco Central recuou 3,67% em setembro, frente ao mesmo mês do ano anterior, configurando a 18ª queda consecutiva nesta comparação. Já na comparação do terceiro trimestre de 2016 com idêntico período de 2015, o resultado do índice foi de queda de 3,84% pela série observada. Na variação marginal, em termos dessazonalizados, o indicador registrou alta de 0,15%, fazendo com que o indicador acumule contração de 5,23% nos últimos doze meses. A produção industrial foi o principal vetor positivo, enquanto na contramão vieram os insumos da construção civil, o varejo ampliado e o setor de serviços. Continuar lendo IBC-Br de setembro reforça projeção de perda de 3,2% do PIB no terceiro trimestre

Volume de serviços cai 4,9% e tem pior setembro da série histórica, reforçando a possibilidade de a recessão se arrastar para 2017

A atividade do setor de serviços em setembro deste ano está 4,9% menor que em igual mês do ano passado, a maior queda para o mês desde janeiro de 2012, quando foi iniciada a série histórica do IBGE. Já na variação mensal, o volume de serviços prestados no país teve queda 0,3% entre agosto e setembro (com ajuste sazonal). É o segundo mês seguido de recuo; em agosto, a baixa foi de 1,4%. De janeiro a setembro, os serviços acumulam perda de 4,7%. Em 12 meses, houve baixa de 5%. Apesar de maior confiança na recuperação da economia brasileira, esse resultado permite a REAG admitir a possibilidade de o país prolongar a recessão em 2017. Nossa previsão é de que o PIB terá perda de 3,5% e que o próximo ano poderá haver nova contração de até 0,5%. Continuar lendo Volume de serviços cai 4,9% e tem pior setembro da série histórica, reforçando a possibilidade de a recessão se arrastar para 2017

Deterioração do crédito e desemprego aprofundam perdas no varejo em setembro

A deterioração nas condições de crédito e o desemprego ascendente levaram o varejo a registrar novas perdas em setembro. O ritmo de desaceleração das vendas no varejo brasileiro aumentou em setembro e o setor registrou o pior resultado para o mês em 14 anos, encerrando o terceiro trimestre com recuo acentuado e indicando que a recuperação da economia do país ainda caminha arrastada. As vendas varejistas no conceito restrito (excluído material de construção e setor automotivo) retrocederam 1% em setembro em relação ao mês anterior, após quedas de 0,8% em agosto e de -0,7% em julho. Essa é a pior leitura para setembro desde 2002 (-1,2%). Em relação a setembro de 2015, as vendas tiveram queda de 5,9%, no 18º mês seguido de registro negativo, em um ambiente dificultado pelos patamares elevados de inflação e juros, ainda que ambos estejam em trajetória de queda. No terceiro trimestre, a queda foi de 2,4%. No conceito ampliado (inclui os setores de material para construção e automotivo), o volume de vendas apresentou ligeira queda de -0,1% na relação marginal. Já com relação a setembro de 2015, as vendas recuaram -8,6%. Continuar lendo Deterioração do crédito e desemprego aprofundam perdas no varejo em setembro

Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de novembro de 2016

Com o feriado da Proclamação da República amanhã no Brasil, a agenda local tem como destaques o IBC-BR, o IGP-10 e os indicadores do setor de serviços, com os mercados ainda reagindo às notícias e perspectivas econômicas dos Estados Unidos sob o futuro comando do presidente eleito Donald Trump. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de novembro de 2016

Vitória de Trump pode gerar instabilidade global, mas não consolida ameaça real

O mercado financeiro mundial já tinha como precificada a vitória de Hillary nas eleições à presidência dos EUA. O resultado adverso e a chegada de Trump à Casa Branca certamente causará desconforto, desconfiança e instabilidade tanto global quanto local no curto prazo, com um possível cenário de turbulência afetando o caminho de recuperação da economia doméstica. Contudo, a eleição de Trump está muito longe de se configurar como uma ameaça concreta e direta na relação comercial e institucional entre Brasil e Estados Unidos. Isso porque a América Latina, como um todo, e o Brasil, em especial, não estão no radar de nenhuma medida radical ou polêmica do novo governo americano. Nesse sentido, o Brasil não é, por hora, visto como uma ameaça que mereça atenção, nem como um parceiro estratégico que os Estados Unidos devam investir. Além disso, o fato de a economia brasileira ser significativamente diversificada e ter parcerias mundiais amplas garante que o país não deverá sofrer efeitos diretos em virtude da definição do nome de Trump como o novo presidente americano. Continuar lendo Vitória de Trump pode gerar instabilidade global, mas não consolida ameaça real

IPCA de outubro é o menor para o mês em 16 anos e fica abaixo de 8% em 12 meses

A inflação oficial para os consumidores brasileiros, medida pelo IPCA, voltou a acelerar em outubro sob a batuta dos preços de transportes, apesar de ter registrado o menor nível para o mês em 16 anos e ter ficado abaixo de 8% em 12 meses. Essa leitura sinaliza um cenário mais benéfico para a continuidade do afrouxamento da política monetário pelo Banco Central. No mês passado, o IPCA apresentou alta de 0,26%, depois de ter registrado no mês anterior o menor nível em dois anos, de 0,08%, informou hoje o IBGE. Esse é o patamar mais baixo para outubro desde 2000 (0,14%) e também o segundo menor nível do ano, atrás apenas de setembro. Além disso, em 12 meses, a inflação acumulada até outubro desacelerou para 7,87%, contra 8,48% no mês anterior. Continuar lendo IPCA de outubro é o menor para o mês em 16 anos e fica abaixo de 8% em 12 meses

Agenda Econômica Semanal – 7 a 13 de novembro de 2016

Agenda Econômica Semanal – 7 a 13 de novembro de 2016

IPCA em outubro será o destaque da semana

As atenções da agenda econômica desta semana ficarão por conta dos índices de inflação remanescentes referentes a outubro. Como destaque temos a leitura do IPCA (quarta-feira), para o qual estimamos alta de 0,24%, ante 0,08% no mês anterior. A menor deflação nos preços dos alimentos e bebidas e a alta do grupo Transportes, puxada por Etanol, serão os responsáveis pela aceleração. Além disso, teremos o IGP-DI (terça-feira) que deverá avançar de 0,03% para 0,23%. Nossa projeção se baseia na queda moderada dos preços dos produtos agropecuários, refletindo menor deflação do IPA agropecuário, com pressões altistas de produtos in natura e bovinos. No varejo, o IPC deverá ser influenciado pelas altas dos Combustíveis, Serviços de comunicação e Despesas pessoais. O IPC-S deve acelerar na 1ª quadrissemana de novembro puxado por transportes (sustentado pela alta nos preços dos combustíveis), Alimentos e Vestuário, enquanto o IPC-FIPE deverá avançar na 1ª quadrissemana do mês influenciado pela alta dos Combustíveis. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 7 a 13 de novembro de 2016