Agenda Econômica Semanal – 10 a 16 de outubro de 2016

Agenda Econômica Semanal – 10 a 16 de outubro de 2016

Semana com feriado tem poucos indicadores econômicos, mas mercado está atento à votação da PEC do teto dos gastos

Com feriado de Nossa Senhora Aparecida na quarta-feira, esta semana trará poucos dados na agenda doméstica. Apesar disso, o foco do mercado ainda se concentra nos indicadores que sinalize os próximos passos do Copom, diante da surpresa baixista com a inflação no curto prazo e da frustração com o ritmo da retomada da atividade econômica. Apesar da agenda econômica magra, o mercado estará atento à agenda política que tem como destaque a possibilidade de a Câmara dos Deputados votar em primeiro turno a proposta de emenda à constituição, que limita o crescimento dos gastos, antes do feriado de quarta-feira.

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece o teto dos gastos, será o principal evento da semana (segunda e terça). O cenário que permeia a votação em primeiro turno no plenário da Câmara é de forte engajamento do governo a fim de construir um ambiente favorável à aprovação. Sondagens preliminares indicam que existem votos suficientes para aprovar o texto sem mudanças relevantes em relação ao original. A medida é crucial para a sustentabilidade da dívida pública e reversão do quadro de deterioração fiscal, com consequente retomada da confiança e dos investimentos. Em linhas gerais, a PEC visa limitar o crescimento da despesa primária da União à inflação acumulada em 12 meses de junho do ano anterior por 20 anos. A partir de 2025, o presidente da República poderá enviar, uma vez a cada mandato, projeto de lei complementar ao Congresso Nacional propondo alteração no indexador da regra.

No que diz respeito ao monitoramento da inflação, a primeira prévia do IGP-M, a ser divulgada amanhã, deve mostrar variação próxima à estabilidade, com queda dos preços agrícolas no atacado e alta mais moderada dos preços industriais, desacelerando de 0,38% para 0,15%. Os IPCs da 1ª quadrissemana de outubro sairão no decorrer da semana. O da FGV deve acelerar, puxado pelo grupo Vestuário. Já o da FIPE deve intensificar o ritmo de deflação, refletindo o barateamento dos Alimentos. Somado a isso, teremos a divulgação de novos indicadores antecedentes da indústria de setembro, depois que a produção de veículos apontou crescimento no período, com destaque para o fluxo de veículos em estradas pedagiadas, ainda hoje.

No exterior, as expectativas relacionadas à política monetária dos EUA seguem como foco, com discursos de membros do Fed. Na sexta-feira, teremos os dados das vendas no varejo norte-americano de setembro, bem como os dados preliminares da confiança do consumidor da Universidade de Michigan. A agenda contará com a divulgação da ata do FOMC seguido por dados do varejo e confiança do consumidor. O discurso de Janet Yellen fechará a semana. A ata do FOMC deve ressaltar a mensagem do comunicado emitido pós reunião ocorrida entre os dias 21 e 22 de setembro. Na ocasião, o documento reforçou o que já havia sido proferido pela presidente do Fed no simpósio de Jackson Hole, quando afirmou que com base na análise do balanço de riscos o “argumento para alta de juros se fortaleceu nos últimos meses”. No que se refere ao discurso de Janet Yellen, a autoridade monetária deve reforçar a mensagem de que a normalização da política monetária deve acontecer de forma cautelosa. No que diz respeito ao varejo, as vendas devem se recuperar em setembro após queda de –0,3% (m/m) registrada no mês anterior. A alta de 4,4% (m/m) nas vendas de veículos no mês, dá suporte à expectativa de aceleração. Os dados de confiança do consumidor, medidos pela Universidade de Michigan, devem continuar indicando cenário favorável.

Na Europa, será divulgado o índice Zew de sentimento econômico na terça-feira, referente a outubro. A produção industrial da Área do Euro, cujo resultado será conhecido na quarta-feira, deve mostrar alta em agosto, em linha com os dados já divulgados da produção alemã. Na quarta-feira, provavelmente serão divulgados os dados da balança comercial da China, marcando os primeiros indicadores de setembro a serem conhecidos. Nossa expectativa é de que não teremos surpresas com o desempenho da economia chinesa, que deve ter mostrado discreta desaceleração no mês passado, mas ainda compatível com um crescimento do PIB de 6,5% neste ano.

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