Desemprego sobe para 11,8% e atinge 12 milhões de pessoas

A taxa de desemprego no Brasil, medida pela PNAD Contínua do IBGE, ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto de 2016, o maior resultado já registrado pela pesquisa iniciada em 2012. O resultado ficou bem próximo da projeção da REAG de 11,70%. Esse resultado ficou 0,2 ponto porcentual acima do valor apurado no trimestre encerrado em julho passado e significativamente acima da taxa de 8,7% registrada em agosto de 2015 Continuar lendo Desemprego sobe para 11,8% e atinge 12 milhões de pessoas

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Gestora de Recursos da REAG recebe selo de qualidade da LFRating

A REAG tem o prazer de comunicar que sua gestora recebeu o selo de boa qualidade de gestão. A LFRating atribuiu a classificação LFg3+ à REAG Gestora de Recursos, relativo ao alto nível de gerenciamento e controles. Em apenas 4 anos de existência no mercado, nossa Asset está entre as três melhores notas de gestão realizados pela LFRating. Com praticamente R$ 2 bilhões em ativos sob gestão, a REAG já figura entre as 100 maiores no ranking global da Anbima e entre as 50 maiores gestoras independentes no Brasil.
Com o objetivo de alcançarmos a excelência de nossos serviços, estamos comprometidos com a satisfação de nossos clientes.
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IGP-M de setembro fica em 0,20% e volta a acelerar puxado pelo atacado

O IGP-M voltou a acelerar em setembro. De uma alta de 0,15% em agosto, o indicador da “inflação do aluguel” registrou avanço de 0,2% no mês seguinte. Apesar da aceleração de um mês para o outro, em 12 meses, o índice perdeu força. De 11,49% em agosto, a variação passou para 10,66%, em setembro, segundo divulgou hoje a FGV. No ano, o IGP-M já acumula elevação de 6,46%. O resultado do IGP-M deste mês ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro, entre 0,05% e 0,32%, mas abaixo da mediana de 0,23%.

A alta da taxa entre agosto e setembro foi influenciada pelos preços no atacado e pela construção civil, com destaque para a intensificação da alta do IPA-Industrial, ima vez que o IPA-Agropecuário mostrou queda mais pronunciada do resultado apurado em agosto. Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA, que analisa o atacado, subiu de 0,04% em agosto para 0,18% em setembro; o INCC, que avalia a variação de preços na construção cresceu de 0,26% para 0,37% no período, enquanto o IPC, que analisa o varejo, recuou no período, ao cair de 0,4% em agosto para 0,16% em setembro. Continuar lendo IGP-M de setembro fica em 0,20% e volta a acelerar puxado pelo atacado

Relatório de Inflação do Banco Central reforça aposta de que a Selic pode cair na reunião de outubro

Após o Banco Central (BC) divulgar o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), as curvas de juros futuros, especialmente na parte mais curta da curva, reagiram positivamente de forma a reforçar nossa aposta de que a Selic pode cair na reunião de outubro. No documento, a autoridade monetária demonstra confiança nos efeitos da política monetária, projetando que a inflação ficará abaixo do centro da meta em 2017, com o IPCA fechando o ano que vem em 4,4%. A última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no início de setembro, previa inflação de 4,5% (exatamente no centro da meta), enquanto o RTI de junho, apontava alta nos preços de 4,7%. Em relação ao PIB, o BC prevê crescimento de 1,3% em 2017. A estimava é menos otimista do que a do Ministério da Fazenda, que considerou na proposta de Orçamento de 2016 uma previsão de alta de 1,6% no ano que vem. Para 2016, o BC manteve a estimativa de recuo de 3,3% da economia brasileira. Continuar lendo Relatório de Inflação do Banco Central reforça aposta de que a Selic pode cair na reunião de outubro

Agenda Econômica Semanal – 26 de setembro a 2 de outubro de 2016

Mercado estará atento ao Relatório Trimestral de Inflação, com expectativa de revisão para baixo das projeções do IPCA de 2017

O Relatório Trimestral de Inflação do 3T16 (RTI) será o principal destaque da semana. O documento, a ser divulgado amanhã, deverá mostrar redução das projeções de inflação tanto no cenário de referência de 4,7% (segundo reportado no relatório de junho) para 4,5%, como no cenário de mercado, de 5,3% para em torno de 5,0%. Além disso, o Banco Central deve atualizar sua orientação de política monetária, além de mostrar suas projeções de inflação até o 3T18. Levando em consideração que o cenário de referência mostre IPCA em torno de 4,0% no 3T18 ou abaixo disso, que haja menção à ideia de “horizonte de convergência móvel” avaliamos que a autoridade monetária pode sinalizar corte juros em outubro. A única condição a ser verificar é o andamento da PEC241, que pode ser aprovada na Comissão Especial antes do Copom. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 26 de setembro a 2 de outubro de 2016

Atividade em julho, medida pelo IBC-Br, surpreende e tem a 16ª queda consecutiva

O indicador de atividade econômica do Banco Central surpreendeu o mercado e veio com queda de 5,20% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, configurando a 16ª queda consecutiva nesse tipo de comparação e fazendo com que o indicador acumule contração de 5,65% nos últimos doze meses. Na passagem de junho para julho, em termos dessazonalizados, o índice caiu 0,09%, ante alta de 0,37% no mês anterior. O resultado representou uma surpresa negativa tanto para a estimativa mediana do mercado apurada pela Bloomberg/ AE (-4,5% YoY e +0,5% MoM), quando para a média levantada pelo Valor (-4,4% YoY e +0,3 MoM). As projeções interanuais variavam de -5,3% até -3,7%, enquanto as variações marginais oscilavam de -0,05% até +1,0%. O desempenho negativo na margem em julho deverá se traduzir em discreta queda do PIB neste terceiro trimestre. O índice de julho foi puxado pelo desempenho do comércio varejistas ampliado (-10,2% YoY e -0,5% MoM), uma vez que a produção industrial (-6,6% YoY e +0,1% MoM) e o setor de serviços (-4,5% YoY e +0,7% MoM) apresentaram crescimento na margem. Continuar lendo Atividade em julho, medida pelo IBC-Br, surpreende e tem a 16ª queda consecutiva

Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de setembro de 2016

Agenda doméstica tem índices de inflação oscilando e o IBC-Br sinalizando que a atividade ainda está contraída

O IGP-M registrou, no segundo decêndio de setembro, variação de 0,27%, segundo dados da FGV divulgados nesta segunda-feira. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,09%. O IGP-M foi pressionado pela alta no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), de 0,30%, depois de queda de 0,01% na segunda prévia de agosto. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou incremento de 0,14%, vindo de 0,35% no mesmo período do mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) por sua vez subiu 0,34%, seguindo incremento de 0,19% na parcial do mês anterior. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,06% e aquele que representa o custo da mão de obra acelerou para 0,58%. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de setembro de 2016

Após a faxina política, crédito continua a ser o grande desafio

Apesar da mudança no ambiente político, o cenário econômico se mantém o mesmo. A ideia de que uma faxina política seria suficiente para que a economia reagisse é uma visão míope, superficial e enganosa sobre a gravidade e complexidade da crise brasileira. A expectativa de recuperação no curto prazo se mantem praticamente nula, com o principal desafio ainda sendo a retomada do crescimento em um ambiente de crédito caro e restrito.

Na avaliação da REAG, não basta apenas mudar a liderança do executivo para que o Brasil volte a crescer, assim como não basta, apenas a retomada da confiança e a realização de reformas estruturais e institucionais se não houver crédito acessível disponível no mercado. Como é possível crescer de forma sustentada sem poupança interna, com o crédito público esgotado e o crédito privado caro e restritivo?
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Varejo deve registrar perdas até o final do ano, com a desaceleração no conceito ampliado se arrastando até o 1º trimestre de 2017

Varejo deve registrar perdas até o final do ano, com a desaceleração no conceito ampliado se arrastando até o 1º trimestre de 2017

O comércio varejista segue afetado pelas condições restritivas do crédito e pela contração da renda real dos consumidores, fato corroborado pelos dados de julho do setor divulgado hoje pelo IBGE. Na avaliação da REAG, ainda há espaço para um aprofundamento da queda até o final do ano, com um ritmo lento de recuperação em 2017. Além do aperto no crédito e na renda, no conceito restrito as vendas no varejo voltaram aos níveis de 2012 e estão quase 12% abaixo da máxima histórica, atingida em novembro de 2014. Já o varejo ampliado está em torno de 20% abaixo do melhor patamar, atingido em agosto de 2012. Continuar lendo Varejo deve registrar perdas até o final do ano, com a desaceleração no conceito ampliado se arrastando até o 1º trimestre de 2017

Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de setembro de 2016

Dados do varejo e do setor de serviços serão os destaques no cenário doméstico

Os indicadores de atividade econômica referentes a julho, a serem divulgados nesta semana, deverão sugerir queda mais moderada do consumo das famílias no trimestre corrente. Esperamos ligeira queda de 0,3% da atividade varejista entre junho e julho, informação a ser divulgada na terça-feira. Os indicadores coincidentes, como as consultas ao SCPC (-2,9% m/m) e o movimento do comércio apurado pelo Serasa (-1,2% m/m) dão suporte à nossa estimativa. Para o varejo ampliado, acreditamos na alta de 0,7% em julho, influenciado pelo crescimento das vendas de veículos (Fenabrave, 5,8% m/m e Anfavea, 4,6% m/m). Na sexta-feira, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços, que deverá mostrar aumento de 0,6% (m/m), refletindo nossa projeção para o varejo ampliado. No entanto, o menor fluxo de veículos pesados nas estradas (-1,5% m/m ABCR) deverá limitar o avanço. Também na sexta-feira será conhecido o índice de confiança do empresário industrial da CNI, o primeiro referente a setembro. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de setembro de 2016