Agenda Econômica Semanal – 29 de agosto a 4 de setembro de 2016

29 de agosto a 4 de setembro de 2016

PIB e Copom são destaques da semana na agenda doméstica

Nesta semana o mercado aguarda ansioso a divulgação de dois eventos na quarta-feira: o resultado do PIB no segundo trimestre de 2016 (2T16) e a decisão do Copom sobre a Selic. Em relação ao PIB, nossa expectativa é de que o indicador venha com queda de 0,5% (T/T) em função basicamente do fraco desempenho generalizado nos setores produtivos. Esse número advém de variações negativas de -1,2% na indústria, de -0,3% no setor de serviços e -0,2% na agricultura. Já para a comparação anual, projetamos queda de 3,6%, variação um pouco recuo menor do que o apurado no 1T16. Sobre o COPOM, esperamos que taxa Selic seja mantida em 14,25%, em consonância com o tom conservador emitido da Ata da reunião e do RTI. Acreditamos que a inflação em 12 meses ainda se encontra em patamar elevado, assim como as expectativas, o que não deve permitir a flexibilização da política monetária. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 29 de agosto a 4 de setembro de 2016

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Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de agosto 2016

Na agenda doméstica destacamos o IPCA-15 e a nota do setor externo, enquanto na internacional o discurso da presidente do Fed

Para a inflação medida pelo IPCA-15 de agosto projetamos ligeira desaceleração de 0,54% para 0,48% influenciada pela queda no preço dos alguns produtos in natura. O grupo Habitação terá como destaque a queda do item energia elétrica por conta da queda na tarifa de São Paulo, Curitiba e Belém. Por outro lado, o grupo Educação terá alta sazonal. No quesito inflação, esperamos que os IPCs da 3ª quadrissemana de agosto continuem desacelerando. No que se refere ao IPC-S, a alta de Alimentação (puxado por alimentação fora do domicílio) deve ser compensada pela perda de intensidade no avanço do segmento Cuidados pessoais e Comunicação. Já o IPC-Fipe deve continuar sofrendo influência baixista da redução da tarifa de energia elétrica e dos preços menores dos alimentos. O INCC-M de agosto deve desacelerar de 1,93% para 0,15% em razão da dissipação do reajuste salarial concedido em São Paulo e no Rio de Janeiro em julho. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de agosto 2016

Endividamento privado é diagnóstico da crise que exige remédio amargo

Crise de alavancagem das empresas é o diagnóstico mais assertivo da atual recessão que aflige a economia brasileira há mais de dois anos, ao contrário da proposição de que seja causada exclusivamente pela “nova matriz macroeconômica”, com uma maior intervenção do Estado, aumento do déficit público, descontrole das contas públicas, consequente quebra de confiança e alta na taxa de juros. Em outras palavras, a atual crise é bastante distinta das demais registradas na história da economia brasileira por ter sido gerada endogenamente pelo endividamento das empresas do setor privado, principalmente das não financeiras. No caso, o remédio amargo da crise que vivemos não passa apenas pela austeridade fiscal e monetária, mas depende de políticas que revertam a posição de déficit das empresas brasileiras e estimulem os investimentos privados. Continuar lendo Endividamento privado é diagnóstico da crise que exige remédio amargo

Agenda Econômica Semanal – 15 a 21 de agosto de 2016

Com agenda doméstica fraca, destacamos indicadores do mercado de trabalho e inflação

A agenda doméstica desta semana vem magra, com poucos indicadores. Destacamos, contudo os índices de inflação, que apontam arrefecimento nos preços, e os resultados do mercado de trabalho. No quesito inflação, teremos os IPCs da 2ª quadrissemana de agosto que devem apresentar desaceleração em relação ao dado anterior. Na terça-feira teremos o IPC-S que deve sofrer influência baixista dos Alimentos e Vestuário. Já o IPC-Fipe, na quarta-feira, deve ser influenciado pela redução da tarifa de Energia elétrica e pela moderação das altas dos alimentos. Para o resultado do IGP-10 de agosto, que será divulgado na quarta-feira, projetamos deflação de 0,20%, decorrente principalmente da nova queda do IPA agropecuário. Além disso, parte da alta dos grãos e produtos de pecuária devem ser devolvidas, impactando os preços dos alimentos industrializados. Por fim, na sexta-feira, a segunda prévia do IGP-M de agosto deve ceder de 0,32% para 0,10%. O resultado será influenciado pela queda nos preços de soja, feijão e bovinos, acompanhadas pela dinâmica dos alimentos industrializados. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 15 a 21 de agosto de 2016

IPCA de +0,52% em julho vem acima do esperado e aponta movimento de recomposição de margens em alimentos

A inflação oficial, medida pelo IPCA, acelerou para 0,52% em julho, após registrar alta de 0,35% no mês anterior, resultado mais salgado do que o consenso do mercado previa: +0,45%. O principal vetor que sustenta a alta do mês foi o grupo Alimentação e Bebidas que progrediu 1,32%, a maior alta para julho desde 2000, quando apontou aumento de 1,78%. Na avaliação da REAG, a puxada de preços dos alimentos vai além do simples repasse de custos por conta das variações climáticas, mas deve-se também ao movimento de recomposição de margens dos produtores em um mercado inelástico como o de alimentos. Ainda assim, nos12 meses até julho, o avanço de 8,74% ficou abaixo da taxa apurada nos 12 meses imediatamente anteriores, de 8,84%. No ano, o IPCA acumula aumento de 4,96%, também abaixo dos 6,83% registrados em igual período do calendário anterior. Continuar lendo IPCA de +0,52% em julho vem acima do esperado e aponta movimento de recomposição de margens em alimentos

Agenda Econômica Semanal – 8 a 14 de agosto 2016

Divulgação do IPCA de julho é o destaque da agenda doméstica

Agenda Doméstica: a divulgação do resultado do IPCA de julho (quarta-feira) será o destaque da agenda de divulgação de indicadores domésticos da semana. Nossa expectativa é de que o IPCA de julho deva acelerar de 0,35% para 0,46%, refletindo a alta da Passagem aérea e os efeitos prejudiciais do El Niño na produção do Feijão, Arroz e derivados do leite. Ainda que o resultado marque uma aceleração do índice ante junho, esperamos elevação menos intensa que a verificada no IPCA-15 do mês passado. Esse alívio, por sua vez, será resultante da menor pressão vinda dos preços de alimentos, reforçando, assim, nossa expectativa de desaceleração da inflação no segundo semestre. O IGP-DI, divulgado nesta manhã pela FGV, registrou deflação em julho. De uma alta de 1,63%, o indicador registrou uma queda de 0,39%. A boa safra dos EUA barateando os grãos (Milho e Soja), e, consequentemente, os industrializados justificam o movimento. O IGP-DI é usado como referência para a correção de preços e valores contratuais. Esse indicado é o indexador das dívidas dos Estados com a União. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 8 a 14 de agosto 2016

“Espírito animal” dos empresários ainda aguarda promessas críveis

Acuados por mais de dois anos, por uma recessão nunca vista antes na história, os “animal spirits” dos empresários, que permitem incitar o investimento e o crescimento econômico, parecem despertar após um longo período de hibernação. Embora a economia brasileira ainda não tenha sofrido uma reviravolta, com retomada de novos projetos e das contratações, tanto consumidores quanto empresários de diversos segmentos parecem estar menos pessimistas em relação ao futuro. É o que mostram os últimos indicadores confiança da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice da indústria subiu 3,7 pontos em julho último, alcançando 87,1 pontos, o maior nível desde novembro de 2014 (87,5 pontos) e 13,6 pontos acima do mínimo histórico de agosto do ano passado. O indicador no setor de serviços, por sua vez, atingiu em julho o maior nível desde maio do ano passado, avançando 3,6 pontos na passagem de junho para julho, saindo de 72,4 pontos para 76,0 pontos no período. Do lado do consumidor, depois de amargar o pior patamar histórico em abril (64,4 pontos), o nível de confiança avançou para 71,3 pontos em junho, atingindo 76,7 pontos em julho. Apesar do aumento da confiança verificada se configurar apenas como um indicativo de melhora da economia no futuro, essa percepção é o combustível essencial para instigar a fome corporativa por novos negócios. A questão que paira é como manter acesa essa chama mágica que inflama os humores e pode ressuscitar a atividade econômica com o Brasil ainda mergulhado em um mar de incertezas quanto aos resultados práticos que colheremos no futuro. Continuar lendo “Espírito animal” dos empresários ainda aguarda promessas críveis

Agenda Econômica Semanal – 1º a 8 de agosto 2016

O resultado da produção industrial de junho (terça-feira) será o destaque da agenda doméstica desta semana. Para o indicador, estimamos alta de 1,1% na margem (m/m) devido aos bons números dos indicadores coincidentes (produção de veículos da Anfavea, +14,3%m/m; expedição de papel ondulado da ABPO +2,0%m/m; expectativa do empresário industrial +6,1%m/m). Caso se confirme, marcará o quarto mês consecutivo sem retração da atividade da indústria, reforçando, assim, nossa expectativa de estabilização na indústria. Nesse sentido, os dados do setor automotivo referentes a julho também serão importantes, por serem as primeiras informações de atividade deste terceiro trimestre: os emplacamentos de veículos da Fenabrave serão divulgados amanhã, enquanto os dados de produção e vendas da Anfavea serão conhecidos entre quinta e sexta-feira. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 1º a 8 de agosto 2016