Confiança ressurge, há melhora de alguns fundamentos, mas não dá para assegurar que economia voltou a crescer

Apesar de a economia brasileira estar mergulhada há mais de dois anos em uma recessão nunca vista antes em sua história, situação que deve se perpetuar até pelo menos final deste ano, os últimos indicadores de confiança mostram que tanto empresários (construção, indústria, comércio e serviços) quanto consumidores estão menos pessimistas em relação ao futuro (vide gráficos abaixo). Mas a dúvida que paira é se de fato a economia real está melhorando ou se os agentes econômicos apenas se cansaram das tantas notícias ruins por um período tão prolongado e decidiram mudar o humor? A REAG vê a melhora de alguns fundamentos econômicos, mas descarta assegurar que a economia inicia um novo ciclo de crescimento. Continuar lendo Confiança ressurge, há melhora de alguns fundamentos, mas não dá para assegurar que economia voltou a crescer

Anúncios

Cético, Copom arrasta corte da Selic para o final do ano, com desaceleração da inflação ‘aquém da almejada’ e ajustes fiscais ainda incertos

A ata do Copom, divulgada esta manhã, reconhece que “a desinflação em curso tem procedido em velocidade aquém da almejada”, alerta para o risco inercial da alta dos preços por período prolongado e mostra-se cético quanto à efetividade do ajuste fiscal sobre o controle de preços. Para o Copom, “uma maior persistência inflacionária requer uma persistência maior da política monetária”, o que sustenta sua decisão de manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano, o maior patamar em dez anos. Após leitura da Ata e frente à postura “hawkish” do Banco Central de atingir a meta central de inflação de 4,5% em 2017, a REAG reitera sua posição de que o início do ciclo de corte na Selic ocorrerá somente após outubro deste ano. Continuar lendo Cético, Copom arrasta corte da Selic para o final do ano, com desaceleração da inflação ‘aquém da almejada’ e ajustes fiscais ainda incertos

Agenda Econômica Semanal – 25 a 31 de julho 2016

A Ata do Copom, a ser divulgada amanhã, será o principal evento da semana na agenda doméstica. Após o comunicado mais amplo e detalhado, o documento deve enfatizar que a existência de riscos que inviabilizam o corte de juros no momento. A ata deverá aprofundar a discussão apresentada no comunicado, onde foram mostradas preocupações com (i) a pressão dos alimentos na inflação, (ii) as incertezas sobre a aprovação e implementação do ajuste fiscal e (iii) o comportamento da inércia inflacionária. Além disso, ao longo da semana conheceremos os resultados dos dados de mercado de trabalho do Caged, na quarta-feira, e da Pnad Contínua, na sexta-feira, ambos referentes a junho, que deverão mostrar menor ritmo de piora no período. A taxa de desemprego de junho, medida pela PNAD, deve ter elevação de 11,2% para 11,3%, influenciada pela queda da atividade econômica. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 25 a 31 de julho 2016

Selic se mantém em 14,25%, com comunicado reforçando intenção de cortar juros só no final do ano

O Copom responsabilizou a inflação elevada como como um dos motivos da escolha unânime pela oitava manutenção consecutiva da taxa básica em 14,25% ao ano. Também foram mencionadas “incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia”. Apesar de o comunicado do Copom trazer ponderações ao início da queda dos juros, mesmo reconhecendo que as condições para isso vêm ganhando força, a REAG mantém sua posição de que o começo do ciclo de baixa deverá acontecer em outubro deste ano sustentada pelo tom de austeridade no último Relatório de Inflação do Banco Central. Continuar lendo Selic se mantém em 14,25%, com comunicado reforçando intenção de cortar juros só no final do ano

Agênca Econômica Semanal – 18 a 24 de julho de 2016

Agenda vem magra esta semana, com destaque para o Copom que deve manter a Selic em 14,25%

Teremos poucos indicadores domésticos que estarão no foco do mercado esta semana. Contudo, destacamos o anúncio da decisão sobre a Selic pelo Copom, na quarta-feira. A REAG mantém sua posição pela manutenção da ´taxa de juros básica no atual patamar de 14,25%, sem descartar a possibilidade de o comitê apontar sinais e expectativas positivas no cenário macroeconômico que poderão indicar quais serão os próximos passos da política monetária. A reunião do Copom será a primeira sob a presidência de Ilan Goldfajn e com a presença da nova diretoria, o que sugere atenção especial para o comunicado. Assim, muito provavelmente o mercado estará atento ao resultado do IPCA-15 de julho, na quinta-feira, para o qual esperamos aceleração de 0,40% para 0,46%, refletindo o maior ritmo de produtos como leite e derivados, ovos e do feijão, item que tem tido sua produção prejudicada pelos efeitos colaterais do El-Niño. Além disso, o encarecimento da Passagem aérea também deve contribuir para o movimento. A 2ª prévia do IGP-M de julho deve mostrar desaceleração de 1,33% para 0,50%, puxado pelos produtos agropecuários e industriais. Os números da arrecadação devem ser divulgados ao longo da semana. Para junho, projetamos arrecadação de R$97,8 bi, o que representa um acréscimo de 0,7% (a/a). Além disso, na sexta-feira, a prévia da sondagem da indústria de julho será publicada pela FGV e, no decorrer da semana, a geração de empregos formais de junho (CAGED) será divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Continuar lendo Agênca Econômica Semanal – 18 a 24 de julho de 2016

‘Prévia do PIB’ volta a cair em maio, o pior resultado desde 2010, mas ritmo das perdas desacelera

Após o suspiro em abril, interrompendo 15 meses consecutivos de queda, a economia brasileira volta a ceder. A leitura do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, com ajuste sazonal, registrou perda de 0,51% em maio ante abril. Foi o pior resultado desde janeiro de 2010, reflexo das surpresas negativas advindas das vendas no varejo e do setor de serviços. Apesar da perda de fôlego na margem, na comparação com o mesmo mês em 2015, a retração em maio foi de 5,32%, resultado praticamente estável à perda de 5,79% em abril. Tal resultado reitera a posição da REAG de que a velocidade da retração na atividade econômica tem diminuído, caminhando para uma certa estabilização nos próximos meses. Continuar lendo ‘Prévia do PIB’ volta a cair em maio, o pior resultado desde 2010, mas ritmo das perdas desacelera

Varejo surpreende negativamente e expectativa de estabilização econômica é prorrogada para a frente

O volume de vendas no varejo surpreendeu negativamente em maio, com retração marginal (sobre abril, descontado os efeitos sazonais) de 1% no conceito restrito e queda de 0,4% no ampliado (inclui os setores automotivo e da construção). Com relação a maio de 2015, as vendas recuaram 9% no varejo restrito e 10,2% no ampliado. O mercado esperava ligeiro crescimento marginal do restrito em torno de 0,5%. O resultado reflete a deterioração do mercado de trabalho, a desestruturação da situação financeira das famílias (queda da renda real do trabalhador) e a persistente intranquilidade na confiança do consumidor frente à alta nos preços. Nesse sentido, a REAG descarta a possibilidade de a economia brasileira ter iniciado um ciclo de estabilização no segundo trimestre deste ano, o que deverá ser prorrogado para os próximos períodos. Continuar lendo Varejo surpreende negativamente e expectativa de estabilização econômica é prorrogada para a frente

Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de julho de 2016

Agenda doméstica deve trazer indicadores de atividade mais estáveis

Na agenda de indicadores domésticos desta semana, os indicadores de atividade, referentes a maio, deverão reforçar nossa expectativa de início de um ciclo de estabilização da economia no segundo trimestre do ano. A expectativa da REAG vai de encontro com a melhora da confiança dos consumidores e empresários. As vendas do varejo, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que terá divulgação da metodologia para ajuste sazonal, e o IBC-Br serão os destaques desta semana. Além disso, teremos as divulgações de indicadores coincidentes da indústria de junho, como o de fluxo de veículos nas estradas medido pela ABCR e números do ABPO. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de julho de 2016

Inflação recua em junho para 0,35%, mas deve voltar a subir em julho por conta do repasse de custos do atacado agropecuário

A inflação medida pelo IPCA fechou junho com alta de 0,35%, ante uma variação de 0,78% em maio, informou hoje o IBGE, com queda em sete dos nove grupos de produtos e serviços que integram o índice. É a menor taxa desde agosto de 2015 quando ficou em +0,22%. O indicador acumulado em 12 meses, por sua vez, desacelerou de 9,32% em maio para 8,84% em junho, menor resultado para um período equivalente desde maio de 2015, quando estava em 8,47%, mas ainda bem acima do teto da meta, de 6,5%. Continuar lendo Inflação recua em junho para 0,35%, mas deve voltar a subir em julho por conta do repasse de custos do atacado agropecuário

Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de julho de 2016

Atenção do mercado nesta semana estará voltada para a desaceleração do IPCA e aceleração do IGP-DI em junho

O resultado do IPCA de junho, a ser conhecido na próxima sexta-feira, será o destaque da agenda de indicadores domésticos desta semana. O resultado do IPCA de junho (sexta-feira) será o principal indicador da semana. O índice deve apresentar desaceleração de 0,78% para 0,38% devido à queda no preço dos combustíveis, do recuo dos in natura e das carnes, da dissipação na alta da tarifa de energia elétrica e da redução na pressão alta provocada pelo reajuste do cigarro. Esta semana também será conhecido o IGP-DI de junho (quinta-feira). Acreditamos que o indicador mostrará aceleração de 1,13% para 1,78%, impulsionado pelos produtos agropecuários no atacado, que devem refletir a alta dos grãos, da batata e do feijão. Do ponto de vista dos produtos Industriais, o índice deve ser pressionado pelo elevado preço do farelo de soja e pelos alimentos industrializados. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de julho de 2016