Desemprego fica em 11,2% no trimestre até maio, com contingente de desocupados 40,3% maior

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016, com crescimento de 40,3% da população fora do mercado de trabalho ante igual período de 2015. Segundo dados divulgados hoje pela Pnad Contínua/IBGE, o exército de desempregados totaliza 11,4 milhões de pessoas, 3,3 milhões a mais do que no trimestre encerrado em maio de 2015. A REAG ainda prevê deterioração do mercado de trabalho, com o desemprego atingindo 13,8% da população ativa no trimestre encerrado março do ano que vem, quando é esperado a reversão nessa tendência. Esse cenário é reflexo de um ajuste lento e gradual do emprego caso a economia se recupere. Continuar lendo Desemprego fica em 11,2% no trimestre até maio, com contingente de desocupados 40,3% maior

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IGP-M salta para 1,69% em junho, maior taxa para o mês desde 2008, puxada pelo preço dos alimentos no atacado

A inflação medida pelo IGP-M saltou em junho para 1,69% após registrar elevação de 0,82% no mês anterior e alta de 0,67% no mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, a taxa cresceu praticamente um ponto porcentual, de 11,09% em maio para 12,2% este mês. Esse resultado foi puxado pelo forte aumento nos preços no atacado dos alimentos in natura e das carnes (bovina e suína), informou a FGV nesta quarta-feira. É a maior taxa do IGP-M para o mês de junho desde 2008, quando subiu 1,98%. Mesmo com o resultado ruim do IGP-M, a previsão da REAG é de que a inflação oficial, o IPCA (inflação de preços ao consumidor), não seja integralmente contaminada por conta de os preços dos alimentos no atacado terem vindo mais salgados do que o esperado pelo mercado. Continuar lendo IGP-M salta para 1,69% em junho, maior taxa para o mês desde 2008, puxada pelo preço dos alimentos no atacado

Copom e Banco Central divergem sobre prazo da conversão da inflação para o centro da meta

Embora o Copom aposte que IPCA convergirá para o centro da meta (+4,5%) em 2017, o Banco Central (BC) faz uma previsão diferente: a inflação ficará um pouco acima do centro (+4,7%), indo ao seu encontro somente em 2018, segundo divulgado hoje no Relatório Trimestral de Inflação (RTI). No cenário de referência do BC, a projeção de inflação no primeiro trimestre de 2018 chega a 4,4%, caindo a 4,2% nos três meses seguintes. Além disso, o BC piorou sua estimativa para o IPCA em 2016, que deve atingir 6,9%, ante 6,6% previstos anteriormente, estourando o teto da meta (6,5%) e ficando longe do centro. Assim como os números do cenário de referência em 2016 foram revisados para cima, os do cenário de mercado também subiram, passando de 6,9% para 7%. Já as apostas para 2017 divergem: enquanto o cenário de referência do BC espera que a alta nos preços recue de 4,9% para 4,7%, o cenário do mercado prevê que haja uma ligeira subida de 5,4% para 5,5%, com o IPCA se mantendo acima do centro da meta, em 5,5%, no primeiro semestre de 2018. Continuar lendo Copom e Banco Central divergem sobre prazo da conversão da inflação para o centro da meta

Agenda Econômica Semanal – 27 de junho a 3 de julho de 2016

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), a ser divulgado amanhã, será um dos destaques da carregada agenda doméstica desta semana. O documento ganha importância adicional por ser o primeiro a ser divulgado sob a nova presidência do Banco Central (Ilan Goldfajn). Contudo, como grande parte do RTI foi elaborado pela equipe antiga do BC, a contribuição direta do novo presidente do Banco Central deve se limitar à sinalização da política monetária. Acreditamos que o documento virá em linha com a última Ata do Copom, na qual foi apontado que a inflação medida pelo IPCA chegará à meta em 2017, caso a Selic fique em 14,25%. Se confirmado esse cenário, será a primeira vez desde março de 2010 que o RTI mostrará a inflação para o ano seguinte na meta. No RTI anterior, o IPCA de 2017 ficou em 4,9%. A aposta do mercado ainda mostra o IPCA de 2017 acima da meta, segundo relatório Focus divulgado nesta manhã. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 27 de junho a 3 de julho de 2016

Únicas certezas que o Brexit traz são as incertezas e perdas que farão os mercados chacoalharem

O choque sobre os mercados e a crise de confiança são as únicas certezas que se têm com as perdas geradas pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE). No mais, qualquer afirmação acerca do futuro do Reino Unido, da UE, do comércio internacional e do impacto dessa decisão histórica no Brasil são meras suposições. A única certeza que se tem por hora é que a volatilidade dos mercados estará à mercê das incertezas que pairam sobre o cenário mundial após 43 anos de “casamento” comercial, legal e administrativo entre os britânicos e os demais países do continente europeu. Perde o Reino Unido, perde a UE. Continuar lendo Únicas certezas que o Brexit traz são as incertezas e perdas que farão os mercados chacoalharem

Agenda Econômica Semanal – 20 a 26 de junho de 2016

Divulgação do IPCA-15 de junho será o destaque da agenda doméstica desta semana

A divulgação do IPCA-15 de junho, amanhã, será o destaque da fraca agenda doméstica desta semana. Esperamos desaceleração do índice para 0,52%, refletindo o barateamento dos combustíveis (Etanol e Gasolina), devido ao aumento na produção de cana por conta do período de moagem; além da desaceleração dos alimentos in natura e da dissipação dos reajustes dos medicamentos, água, esgoto e cigarros. Além disso, os IPCs da 3ª quadrissemana de junho serão divulgados nesta semana. O índice medido pela FGV deve mostrar desaceleração, influenciado pelo arrefecimento da inflação nos grupos de Despesas de Saúde. Por outro lado, o indicador de preços ao consumidor calculado pela FIPE deve apresentar aceleração, impulsionado pelo grupo Habitação. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 20 a 26 de junho de 2016

Inflação pressionada não permite Banco Central cortar juros, sinaliza Ata do Copom

O Banco Central reiterou que ainda não há espaço para iniciar um ciclo de flexibilização dos juros por conta da pressão de alta nos preços. Esse é o principal recado dado pela autoridade monetária na ata da última reunião do Copom, divulgada nesta quinta-feira. Mais uma vez, o Copom culpou a indefinição fiscal pela desancoragem da inflação e reafirmou que esse é o maior risco para o controle de preços. Na semana passada, os diretores do Banco Central fizeram o que previa o mercado financeiro: mantiveram a Selic em 14,25% ao ano. Continuar lendo Inflação pressionada não permite Banco Central cortar juros, sinaliza Ata do Copom

Resultado do IGP-10 de junho mostra que pressão no atacado agropecuário também deverá acelerar o IGP-M e IGP-DI para perto de 1,5%

Com a pressão vinda dos preços do atacado agropecuário, a inflação medida pelo IGP-10 de junho, de +1,42%, sinaliza que os IGPs (a preços de mercado “M” e por disponibilidade “DI”) para este mês oscilarão entre +1,4% e 1,5%. Em maio, o IGP-10 registrou alta de 0,60%. A aceleração esteve apoiada nos preços ao produtor (IPA), destacadamente os agropecuários (cadeia da soja, milho, feijão e suínos), cujo índice mais do que dobrou (de 0,64% em maio para 1,89% em junho). O IPA-Industrial também mostrou importante aceleração entre o IGP-10 de maio (+0,07%) e o de junho (+0,7%) basicamente por conta do repasse de preços do atacado. O IPC-10 (preços ao consumidor) e o INCC-10 (preços da construção civil), na contramão, variaram menos: + 0,49% em junho (contra alta de 0,60% no mês anterior) e +0,49% este mês (versus +0,33% em maio) respectivamente. Continuar lendo Resultado do IGP-10 de junho mostra que pressão no atacado agropecuário também deverá acelerar o IGP-M e IGP-DI para perto de 1,5%

Tímida alta nas vendas do varejo em abril ainda é pouco para indicar retomada

A ligeira alta nas vendas do varejo em abril ainda não é suficiente para trazer os indicadores do comércio para uma trajetória mais sustentável. O varejo restrito (que exclui o comércio de automóveis e material para construção) registrou crescimento de apenas 0,5% em abril contra março na série livre de influências sazonais, segundo dados divulgados pelo IBGE. O setor havia registrado uma queda marginal de 0,9% no mês anterior. O resultado de abril, portanto, não reverte a perda anterior, mas representa apenas um movimento de compensação parcial, o qual corresponde a um saldo negativo de 0,4 ponto percentual na margem. Continuar lendo Tímida alta nas vendas do varejo em abril ainda é pouco para indicar retomada

Balanço do primeiro mês do governo Temer ainda é imponderável

bsorvido pela crise política, o Brasil completou no último domingo (12 de junho) o primeiro mês do presidente interino Michel Temer no poder, cujos resultados práticos ainda são imponderáveis. A sustentabilidade do seu governo tem sido submetida a solavancos em função da evolução da Operação Lava Jato que atingiu caciques peemedebistas e derrubou dois de seus novos ministros em apenas duas semanas. Na opinião da REAG, entre os acertos e erros do primeiro mês do governo Temer, o saldo até agora parece duvidoso. Permanece no ar um clamor público por medidas impactantes no quesito tributário, como reformas e privatizações, concessões e PPPs, em meio a um cenário de restrição fiscal e total incapacidade de cortar juros face à inflação resiliente. Continuar lendo Balanço do primeiro mês do governo Temer ainda é imponderável