Agenda Econômica – 30 de maio a 6 de junho de 2016

O resultado do PIB do primeiro trimestre (quarta-feira) será o destaque da carregada agenda doméstica desta semana. A REAG projeta retração de 6,1% na comparação interanual. A agenda conta também com a divulgação de indicadores de atividade, os quais são relevantes para a compreensão do resultado do PIB neste primeiro trimestre do ano. A FGV divulgará (terça-feira) as Sondagens da Indústria e de Serviços com os números do mês de maio. Também na terça-feira, a Pnad Contínua de abril será divulgada, para a qual a REAG prevê taxa de desemprego em torno de 11%. O levantamento com os dados de emplacamentos de veículos realizado pela Fenabrave será conhecido na quarta-feira. Já a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de abril, para a qual esperamos queda de 1,0% na margem da produção, será apresentada na quinta-feira. A agenda conta ainda com a divulgação do resultado primário do mês passado (terça-feira) e o os números da balança comercial de abril (quarta-feira). Continuar lendo Agenda Econômica – 30 de maio a 6 de junho de 2016

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Deterioração generalizada do mercado de crédito deve se manter até o final do ano

Os dados de abril sobre o mercado crédito refletem a continuidade da deterioração generalizada desse segmento, sustentada pela queda da atividade econômica. A oferta, tanto de recursos livres quanto direcionados, recuou em todas as comparações. Já a demanda tem registrado desaceleração na leitura interanual. A inadimplência e o spread, por sua vez, continuam a avançar. A REAG projeta manutenção do movimento de desaceleração do mercado de crédito para 2016, apesar de apostar que o ritmo desacelere até o final do ano.

O saldo total de crédito apresentou queda de 0,6% em abril comparativamente a março, a primeira queda mensal para meses de abril desde 2003. Na ocasião, o estoque de operações de crédito do sistema financeiro somou R$ 3,1 trilhões. No acumulado em 12 meses, o saldo total de crédito desacelerou de +3,3% YoY em março para +2,7% em abril. Continuar lendo Deterioração generalizada do mercado de crédito deve se manter até o final do ano

Medidas econômicas de Temer têm impacto medíocre no déficit de 2016 e servem para reativar a confiança na gestão fiscal

Na opinião da REAG, as medidas econômicas1 sugeridas ontem pelo presidente interino Michel Temer são “bem-vindas” do ponto de vista da recuperação da confiança na gestão fiscal, mas devem surtir efeito nas contas públicas no médio e no longo prazo. No curto prazo, ou seja, para o resultado do déficit primário em 2016, estimado em R$ 170 bilhões, a economia gerada não ultrapassará os R$ 10 bilhões. Em outras palavras, efetivamente o pacote anunciado não é capaz de reduzir de maneira expressiva o déficit primário deste ano. Além disso, há dúvidas em relação ao sucesso das medidas, principalmente se haverá apoio suficiente para aprová-las no Congresso Nacional. Continuar lendo Medidas econômicas de Temer têm impacto medíocre no déficit de 2016 e servem para reativar a confiança na gestão fiscal

Agenda Econômica – 23 a 28 de maio de 2016

Números do mercado de trabalho, confiança e setor externo serão os destaques desta semana

Com a semana mais curta, por conta do feriado de Corpus Christi na quinta-feira, a agenda econômica desta semana vem com poucas novidades. Contudo, destacamos a atenção do mercado para os números sobre o mercado de trabalho, a confiança dos agentes econômicos e a nota do setor externo.

Ainda sem data definida, a geração de empregos formais de abril medida pelo CAGED será publicada esta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego, para os quais a REAG estima contração líquida de 30 mil postos de trabalho em abril. O movimento negativo do saldo de empregos formais deve ser observado mais uma vez devido ao ambiente de contração na atividade econômica segundo dados antecedentes: produção de automóveis (-1,2% MoM) e confiança do consumidor (-2,0% MoM). Continuar lendo Agenda Econômica – 23 a 28 de maio de 2016

Arrecadação recua 7,1%, para R$ 110 bilhões, e tem pior abril em 6 anos

A arrecadação de impostos e contribuições federais voltou a cair em abril e fechou o mês em R$ 110,89 bilhões. Esse número representa uma queda real (já descontada a inflação) de 7,1% em relação a 2015 e é o pior resultado registrado pela Receita Federal desde 2010. No acumulado do ano, o total pago pela sociedade brasileira em tributos federais somou R$ 423,9 bilhões, o que significa uma redução real de 7,9% sobre 2015. Ele também é o mais baixo em seis anos. Continuar lendo Arrecadação recua 7,1%, para R$ 110 bilhões, e tem pior abril em 6 anos

Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de maio de 2016

IPCA-15 de maio e indicadores sobre o mercado de trabalho serão os destaques da agenda doméstica nesta semana

No decorrer desta semana conheceremos alguns dos principais indicadores sobre o mercado de trabalho e o IPCA-15, tido como a prévia do índice de inflação oficial. Serão divulgados na terça-feira os dados de emprego industrial paulista de abril, da Fiesp/Ciesp. Na quinta-feira, o IBGE anuncia os resultados consolidados da PNAD para o primeiro trimestre de 2016, que no período apresentou alta significativa na taxa de desemprego, saindo de 9,0% no último trimestre de 2015 para 10,9% no acumulado dos três primeiros meses deste ano. Ainda sem data definida, a geração de empregos formais de abril, medida pelo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego), será publicada no decorrer desta semana. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 16 a 22 de maio de 2016

“Prévia do PIB”, o IBC-Br, recua pelo 15º mês seguido em março

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido como “prévia do PIB”, apresentou queda de 0,36% em março comparado a fevereiro deste ano pela série com ajuste sazonal. Esse foi o 15º mês seguido de retração da economia. Na comparação de março deste ano com o mesmo mês de 2015 pela série observada, a retração chegou a 6,31%. Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central. No primeiro trimestre deste ano em relação a igual período do ano passado, houve queda de 6,27%, de acordo com os dados sem ajustes para o período. Na comparação com o quarto trimestre de 2015, com dados dessazonalizados, houve retração de 1,44%. De forma geral, o resultado é reflexo do comportamento retrógrado dos três principais setores econômicos em março: produção industrial (-11,3% YoY e +1,4% MoM); vendas do varejo ampliado (-7,9% YoY e -1,1% MoM) e o setor de serviços (-5,9% YoY). Continuar lendo “Prévia do PIB”, o IBC-Br, recua pelo 15º mês seguido em março

Degradação do mercado de trabalho e juros altos empurram para baixo vendas do varejo em março

Após resultado positivo em fevereiro, as vendas do comércio varejista restrito[i] retrocederam 1% em março na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE. É o pior resultado para o mês desde 2003, quando as vendas do comércio recuaram 2,4%. Na comparação anual (março de 2016 contra março do ano passado), as vendas do setor caíram 5,7%, o que corresponde ao 12º mês consecutivo de queda nessa base de comparação. No acumulado do primeiro trimestre deste ano, as vendas contabilizam baixa de 7% comparativamente à leitura de janeiro a março de 2015, ou seja, o pior resultado apurado para um trimestre desde 2001. O comércio varejista ampliado (incluindo vendas automotivas e de material para construção) também surpreendeu negativamente em março, registrando perda marginal de 1,1% (descontado os efeitos sazonais) e menos 7,9% em relação a março de 2015. Continuar lendo Degradação do mercado de trabalho e juros altos empurram para baixo vendas do varejo em março

Ajuste fiscal e recuperar investimentos são os dois desafios para o sucesso econômico do governo Temer

Michel Temer, ao assumir a Presidência da República por conta do impeachment da presidente Dilma Rousseff, tem como primeira e árdua missão na agenda econômica restabelecer a confiança e agir com pragmatismo para ajustar as contas públicas. Na avaliação da REAG Investimentos, a retomada do crescimento econômico brasileiro depende basicamente de um ajuste fiscal prático e realista, principalmente no que diz respeito à necessidade da redução de despesas. Continuar lendo Ajuste fiscal e recuperar investimentos são os dois desafios para o sucesso econômico do governo Temer

Agenda Econômica – 9 a 15 de maio de 2016

A agenda doméstica desta semana tem como foco os indicadores de atividade econômica referentes ao mês de março e do acumulado no 1º semestre deste ano. Os resultados da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE serão conhecidos na quarta-feira, para os quais esperamos retração de 0,5% (m/m) na margem e contração de 4,6% na variação anual. Na sexta-feira, será divulgado pelo Banco Central os dados do IBC-Br, cuja expectativa da REAG é de ligeira queda de 0,15%. Frente à leitura dos indicadores antecedentes já divulgados e aos números de atividade que serão anunciados nesta semana, a REAG reitera sua posição de queda de 6,1% no primeiro semestre de 2016. Continuar lendo Agenda Econômica – 9 a 15 de maio de 2016