Desemprego no 1T16 chega 10,9%, a maior taxa da série iniciada em 2012

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 10,9% no primeiro trimestre de 2016, o maior resultado já registrado na série da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012, divulgou há pouco o IBGE (PNAD Contínua). O resultado superou a projeção da REAG que estimava um nível de desocupação da ordem de 10,5%. Na leitura do último trimestre do ano passado, a taxa de desemprego registrou 9,0% de desocupados em relação à força de trabalho, enquanto nos primeiros três meses de 2015, o resultado foi de 7,9%.

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O levantamento aponta também outro recorde: o número de desempregados no Brasil totalizou 11 milhões de brasileiros o maior registro da série, iniciada no primeiro trimestre de 2012. Comparativamente aos três primeiros meses de 2015, o pelotão de desempregados registrou crescimento de 39,8%, na comparação com o quarto trimestre, a alta foi de 22,2% (2 milhões).

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Se por um lado a procura por emprego cresce, a oferta de vagas de trabalho encolhe. O Brasil fechou 1,3 milhão de posições no primeiro trimestre de 2016 relativamente ao mesmo período no ano passado, o que representa uma retração de queda de 1,5%. Já na comparação com o quarto trimestre do ano passado, a retração foi mais significativa, com o corte de 1,6 milhão de vaga o que corresponde a um recuo de 1,7%.

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Há ainda o agravante de que o número de pessoas trabalhando ou dispostas a encontrar emprego, ou seja, a força de trabalho, cresceu 1,8% entre janeiro de março deste ano frente a igual período de 2015 (mais 1,7 milhão de trabalhadores). No confronto com o quarto trimestre de 2015, a alta foi de 0,4% (mais 410 mil pessoas).

 A renda média real do trabalhador foi de R$ 1.966 no primeiro trimestre de 2016. O valor representa queda de 3,2% ante igual período do ano passado. Já na comparação com o quarto trimestre de 2015, houve avanço de 0,3%. Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

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