Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de abril de 2016

Agenda Econômica Semanal

11 a 17 de abril de 2016

 Agenda Doméstica

Brasil: a agenda econômica desta semana tem como destaques indicadores de atividade, IBC-Br (quarta-feira) e as vendas do varejo (terça-feira), e dois indicadores de inflação, 1ª prévia do IGP-M de abril (hoje) e o IGP-10 do mês (quinta-feira). A expectativa da REAG é que o índice de atividade do Banco Central, o IBC-Br, deva apresentar queda de 1,8% em fevereiro comparativamente ao mês anterior, influenciado pelo recuo de 2,5% da produção industrial, pela piora na sondagem do setor de serviços e o recuo nas expectativas dos empresários do setor. Já as vendas do varejo restrito devem apresentar ligeira alta de 0,1% em fevereiro versus janeiro em função da melhora dos indicadores coincidentes: movimento do comércio da Serasa (0,4%MoM), e vendas dos supermercados (1,1% MoM). No varejo ampliado, a REAG projeta aumento de 1,2% MoM nas vendas de fevereiro dado o resultado das vendas de veículos (Anfavea, 3,7% MoM; Fenabrave 3,0%MoM) e arrefecimento da inflação. A Pesquisa Mensal de Serviços de fevereiro será divulgada pelo IBGE na quinta-feira.

Já os destaques entre os índices de inflação nesta semana ficam por conta da 1ª prévia do IGP-M de abril (hoje) e o IGP-10 (quinta-feira), ambos da FGV. A primeira leitura do IGP-M deste mês veio com inflação de 0,31%, em razão do alívio na inflação dos produtos agropecuários e do barateamento dos produtos industriais. Para o IGP-10 a REAG prevê desaceleração em abril, para 0,38%, refletindo o arrefecimento dos produtos agropecuários e dos preços ao consumidor.

Relatório Focus: o principal destaque do relatório divulgado nesta segunda-feira é a continuidade do movimento que projeta índices de preços mais amenos para 2016. A projeção do deste ano IPCA se aproxima de 7%, enquanto a de 2017 ficou abaixo de 6% (dentro da nova banda de meta, que é de 1,5 p.p. acima e abaixo do centro de 4,5%). Quanto à Selic, a projeção se manteve em 13,75% depois da redução da semana anterior, mas a projeção de 2017 caiu depois de seis semanas de estabilidade. A projeção do PIB de 2016 continua sendo revisada para baixo.

Agenda Internacional

EUA: na semana, a agenda terá como destaque a produção industrial, vendas no varejo e confiança do consumidor. Sobre a produção industrial de dezembro, levando em consideração o desempenho dos demais indicadores do setor divulgados até o momento, a expectativa é de melhora ante o mês anterior. No âmbito do varejo, o aumento de no preço dos combustíveis em março (17%) deve impulsionar o faturamento do setor. Por outro lado, a queda de 5,60% observada nas vendas de veículos para o mesmo período, deve limitar a alta esperada para o indicador do setor varejista. O resultado preliminar da confiança das famílias medido pela Universidade de Michigan em abril deve apresentar alta. O fortalecimento do mercado de trabalho está entre as principais razões que explicam o movimento. Porém, é importante ressaltar que a elevação no preço do combustível por limitar o ritmo de alta, causando certa frustação.

Área do Euro: a produção industrial de fevereiro deve apresentar recuo, influenciada pela queda da produção alemã no mesmo período. O resultado da Balança Comercial na região do Euro deve seguir o bom resultado do comercio exterior na Alemanha. A dinâmica das exportações sinaliza que, até o momento, o comércio alemão foi pouco afetado pela desaceleração da economia global. A leitura final do IPC na Zona do Euro, deve confirmar a queda apurada na prévia. A queda mais intensa no preço de energia é o principal vetor de baixa. Por outro lado, a inflação mais alta para o setor de serviços, pode ser uma indicação de que as medidas de estímulos adotas pelo BCE a partir de dezembro começam a aparecer.

Ásia: na China, após um mês sem divulgação por conta do feriado lunar, serão conhecidos os dados de produção industrial e do varejo em março. A expectativa é crescimento moderado pois a atividade segue afetada pelos baixos lucros das empresas e pelo enfraquecimento da economia global. Sobre o PIB do 1T16, os fracos resultados apresentados pelas sondagens setoriais devem causar desaceleração ante o 1T15.

agenda semanal 11 17 abril 2016

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