Rombos fiscais recordes se sucedem e saída exigirá esforço sobrenatural do governo

Sair do atoleiro da crise econômica exigirá do governo um esforço sobrenatural para reverter o rombo nas contas públicas. Com o país mergulhado em uma recessão sem data certa para acabar e em uma crise política sem precedentes, o governo não tem tido forças suficientes para ajustar suas contas, além de continuar gastando mais do que arrecada. Com isso, os rombos fiscais recordes se sucedem, indicando que os maus resultados serão difíceis de corrigir, mesmo se o vice-presidente Michel Temer assumir o poder com uma equipe com economistas de peso. Continuar lendo Rombos fiscais recordes se sucedem e saída exigirá esforço sobrenatural do governo

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Desemprego no 1T16 chega 10,9%, a maior taxa da série iniciada em 2012

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 10,9% no primeiro trimestre de 2016, o maior resultado já registrado na série da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012, divulgou há pouco o IBGE (PNAD Contínua). O resultado superou a projeção da REAG que estimava um nível de desocupação da ordem de 10,5%. Na leitura do último trimestre do ano passado, a taxa de desemprego registrou 9,0% de desocupados em relação à força de trabalho, enquanto nos primeiros três meses de 2015, o resultado foi de 7,9%. Continuar lendo Desemprego no 1T16 chega 10,9%, a maior taxa da série iniciada em 2012

Decisão unânime do Copom, câmbio e inflação mais fracos, sinalizam corte na Selic mais próximo

Indo de encontro com a expectativa predominante de mercado, a reunião do Copom foi além de apenas manter a Selic em 14,25% ao ano, ontem à noite, sinalizando a breve possibilidade de um corte na taxa básica de juros, algo que não acontece há praticamente quatro anos. A REAG sustenta sua interpretação ao fato de dois dos oito membros do Copom terem alterado seus votos. Há duas reuniões eles vinham votando pela alta da Selic e ontem se renderam à maioria ao votarem pela conservação da taxa no atual patamar. A decisão, logo, foi unânime pela primeira vez desde outubro passado. Com a Selic congelada pela sexta vez consecutiva, o juro básico se manteve estagnado pelo maior período de tempo desde 1999, quando o país adotou o sistema de metas de inflação. Continuar lendo Decisão unânime do Copom, câmbio e inflação mais fracos, sinalizam corte na Selic mais próximo

Agenda Econômica Semanal – 25 de abril a 1º de maio de 2016

O principal evento da semana será a reunião do Copom na quarta-feira. A expectativa da REAG é de que o Comitê decida pela manutenção da Selic nos atuais14,25% a.a.. Apostamos ainda que a decisão pela estabilidade da taxa de jutos voltará a contar com o consenso dos membros do Copom.

Outro indicador que atrairá a atenção do mercado é a taxa de desemprego de março (sexta-feira), medida pela PNAD do IBGE. A REAG projeta que o indicador aponte crescimento no volume de trabalhadores desocupados comparativamente ao tamanho da força de trabalho da ordem de 10,5%, basicamente por conta do enfraquecimento da atividade.

O resultado primário do governo central do mês de março será conhecido na quinta-feira, para o qual a REAG prevê déficit de R$ 13,8 bilhões. Caso confirmado, o déficit acumulado em 2016 já totaliza -R$24,2 bilhões, enquanto no mesmo período de 2015, o resultado foi positivo em R$ 4,5 bilhões. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 25 de abril a 1º de maio de 2016

“Prévia” do PIB em fevereiro vem melhor do que o esperado, mas amarga a 14ª contração consecutiva

O nível de atividade da economia brasileira registrou novo recuo em fevereiro deste ano. Após ajuste sazonal, o IBC-Br do Banco Central registrou retração de 0,29% em fevereiro na comparação com janeiro e queda de 4,54% em relação ao mesmo mês de 2015. Segundo dados divulgados hoje pela autoridade monetária, esse foi o 14º mês consecutivo de contração no IBC-Br na comparação com o mês anterior (gráfico 1). O IBC-Br é uma espécie de indicador antecedente do PIB que incorpora estimativas para os setores de serviços, indústria e agropecuária, além de impostos sobre produtos. Continuar lendo “Prévia” do PIB em fevereiro vem melhor do que o esperado, mas amarga a 14ª contração consecutiva

População desocupada cresce 40% em um ano e tendência é de deterioração no mercado de trabalho até 2017

A taxa de desemprego nacional chegou ao patamar de dois dígitos pela primeira vez desde o início da série histórica da pesquisa do IBGE, no primeiro trimestre de 2012. De acordo com dados da PNAD Contínua, o porcentual de desempregados foi de 10,2% da população na força de trabalho no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, resultado acima dos três meses anteriores (9%) e também do mesmo período do ano passado (7,4%). A população desocupada, que ultrapassou as 10 milhões de pessoas, cresceu 13,8% (mais 1,3 milhão de pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e subiu 40% ou mais de 3 milhões de pessoas em um ano. O resultado apurado em fevereiro ainda é preocupante dado que foi o décimo quarto mês consecutivo de alta da taxa de desemprego na série dessazonalizada (gráfico 1). Continuar lendo População desocupada cresce 40% em um ano e tendência é de deterioração no mercado de trabalho até 2017

IPCA-15 avança 0,51% em abril e expectativa é de que o IPCA também dê uma acelerada em relação a março

A inflação medida pelo IPCA-15 registrou alta de 0,51%, resultado acima dessa leitura em março (+0,43%), segundo divulgado esta manhã pelo IBGE. Em relação a abril de 2015, entretanto, observa-se que os preços deram uma trégua, quando o indicador registrava alta de 1,07%. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano o IPCA-15 constatou inflação de 3,32%, corroborando com a tendência de arrefecimento nos preços, dado que em igual período de 2015 a inflação era de 4,61%. Da mesma forma, em 12 meses o IPCA-15 subiu 9,34%, inferior à taxa registrada nos 12 meses imediatamente anteriores, de 9,95%. Continuar lendo IPCA-15 avança 0,51% em abril e expectativa é de que o IPCA também dê uma acelerada em relação a março

Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de abril de 2016

Brasil: os destaques desta semana ficam por conta da taxa de desemprego e a expectativa de divulgação do IBC-Br

As atenções do mercado nesta semana estão voltadas para a divulgação da taxa de desemprego de fevereiro (quinta-feira), medido pela PNAD, e pela expectativa de que o índice de atividade do Banco Central (IBC-Br) também de fevereiro (ainda sem data definida), seja divulgado nesta semana. A REAG projeta que a taxa de desemprego (PNAD) subirá de 9,5% para 10,3% em fevereiro, refletindo a piora apontada pelo Indicador Coincidente de Desemprego (ICD-FGV) e a deterioração da atividade econômica. Os números de geração de empregos formais (CAGED) também serão publicados no decorrer da próxima semana (sem data definida). Para o IBC-Br de fevereiro a REAG estima queda de 1% (MoM) em função dos resultados da produção industrial (-2,5%, MoM) e do setor de serviços (-4,0, YoY). Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de abril de 2016

Retração da economia em 2015 passa de 4,08% para 4,22%, após revisão metodológica do IBC-Br

A retração da economia em 2015 medida pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) foi um pouco mais acentuada comparativamente ao resultado previamente divulgado. Na leitura preliminar do índice, o IBC-Br registrou queda de 4,08% na comparação com o ano anterior, mas na realidade o tombo foi de 4,22%. A revisão do resultado deve-se basicamente a uma atualização metodológica anunciada pelo Banco Central. Continuar lendo Retração da economia em 2015 passa de 4,08% para 4,22%, após revisão metodológica do IBC-Br

Vendas no varejo dão suspiro em fevereiro, mas não sinalizam reversão na tendência de queda

O volume de vendas no varejo restrito cresceu 1,2% em fevereiro (figura 1), frente ao mês anterior, descontados os efeitos sazonais, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de queda no indicador. Foi o melhor resultado para o mês desde 2010, quando as vendas cresceram 2,7% e a taxa mais alta registrada desde julho de 2013, quando o avanço foi de 3%. Apesar do resultado positivo, o comércio varejista restrito acumula retração de 5,3% no acumulado em 12 meses (figura 2) e recuo de 4,2% relativamente a fevereiro de 2015 (figura 3), 11ª taxa negativa seguida nesse tipo de comparação. Continuar lendo Vendas no varejo dão suspiro em fevereiro, mas não sinalizam reversão na tendência de queda