Copom abandona objetivo de trazer a inflação próximo da meta em 2016

O governo desiste de trazer a inflação em direção ao centro da meta ainda este ano e sinaliza cenário de estabilidade da Selic nos próximos meses. Esse é o principal recado dado pelo governo por meio da Ata do Copom divulgada esta manhã. O comitê declarou que adotará “as medidas necessárias” para trazer a inflação para o teto da meta em 2016 e para o centro da meta somente no ano que vem. Em novembro, o Copom declarou ter como objetivo trazer inflação o mais próximo possível de 4,5% ainda em 2016. Continuar lendo Copom abandona objetivo de trazer a inflação próximo da meta em 2016

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Agenda Econômica Semanal – 25 a 31 de janeiro de 2016

Brasil:

Nesta semana, as atenções do mercado estão voltadas para a divulgação da ata da última reunião do Copom, que será divulgada na próxima quinta-feira, após a polêmica decisão do Comitê pela manutenção da Selic em 14,25% ao ano. A controvérsia nasceu às vésperas da divulgação da decisão do Copom, após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, divulgar em nota que que as revisões do FMI sobre as projeções da economia brasileira foram significativas e seriam consideradas na decisão do Copom. O FMI rever a projeção de queda do PIB brasileiro em 2016, que passou de -1% para -3,5%. A declaração de Tombini sinalizou mudança de rumo da atual política monetário. A partir desse posicionamento do Banco Central, a REAG que, esperavam aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, mudou sua posição para estabilidade da Selic nos próximos meses. Acreditamos que o BC estaria cedendo a pressões externas para manter a Selic em 14,25% ao ano. Quando do anúncio da decisão, na terça-feira da semana passada, o Copom informou que considerou não apenas a inflação, mas o atual balanço de riscos do país, as incertezas domésticas e principalmente externas. A explicação mais detalhada sobre a decisão virá na ata. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 25 a 31 de janeiro de 2016

A racionalidade econômica supera a “irracionalidade” política e Selic se mantém em 14,25%

Pela quarta vez seguida, o Banco Central manteve inalterado os juros básicos da economia. Por seis votos a dois, o Copom anunciou ontem a manutenção da Selic em 14,25% ao ano. A decisão nos surpreendeu, uma vez que a posição da REAG era para um aumento de 0,5 ponto percentual. Acreditávamos na possibilidade de que um novo ciclo de alta da Selic dada a urgência de o governo mostrar austeridade na sua política monetária de convergência da inflação rumo à meta em um ano eleitoral, apesar de efetivamente o aumento da Selic agravar ainda mais a recessão e o endividamento público. Ainda que nossa aposta não se concretizou, a REAG posiciona-se positivamente à tomada de decisão do Copom, uma vez que prevaleceu a racionalidade dos fundamentos macroeconômicos sobre a irracionalidade política. Continuar lendo A racionalidade econômica supera a “irracionalidade” política e Selic se mantém em 14,25%

Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de janeiro de 2016

Agenda Econômica Semanal

18 a 24 de janeiro de 2016

Brasil: O Copom pode ser um entrave à Fazenda na estratégia de estabilizar a economia. Apesar de o Bacen ter sentido desde o início do ano pressão do governo para parar de elevar a taxa básica de juros e preferencialmente iniciar o quanto antes cortes na Selic, a posição da REAG se mantém pela elevação dos juros na reunião do Copom, marcada para acontecer esta semana. Lembrando que no dia que foi anunciada a saída de Joaquim Levy da pasta da Fazenda, o Bacen divulgou nota reiterando que a troca por Nelson Barbosa não representa “qualquer mudança na política monetária em curso”. Desde a ata da reunião do Copom em novembro passado, a posição do Bacen era de que faria o necessário para levar a inflação abaixo do teto da meta (6,5%) em 2016 e de encontro à meta, de 4,5%, em 2017. Frente ao posicionamento do Bacen e a atual conjuntura macroeconômica, a REAG entende que a uma nova alta da Selic ocorrerá na reunião do Copom desta semana. Tal posição, reforçaria a austeridade da política monetária do Banco Central, assim como sua independência como gestor público. Além disso, no mercado futuro de juros, os DIs apontam chance de 60% de alta de 0,5 ponto. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de janeiro de 2016

Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de janeiro de 2016

Brasil:

Esta semana esperamos a divulgação das vendas no varejo (nov), o IBC-BR (nov) e o IGP-10 (jan). Esperamos que o volume de vendas do comércio volte a recuar em novembro na comparação com o mês anterior, depois de ter registrado crescimento em outubro, o primeiro dado positivo após oito meses de queda. A expectativa é de que o indicador registre queda em torno de 11% no acumulado de 12 meses.

Para o IBC-Br de novembro esperamos novamente queda de 0,5% em relação ao mês anterior e baixa de 6,4% em termos anuais, na série dessazonalizada. O resultado deverá traduzir retração tanto do comércio varejista, da produção industrial e do setor de serviços

Esperamos ainda que o IGP-10 avance 0,55% em janeiro, após subir 0,8% em dezembro. As altas dos três indicadores que compõem indicador devem desacelerar pouco. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 11 a 17 de janeiro de 2016

Inflação oficial no Brasil fecha 2015 em 10,67%, bastante acima do teto da meta e a maior desde 2002

O IPCA fechou o ano passado em alta de 10,67%, bastante acima do limite superior da meta do Banco Central, de 6,5%. É a maior inflação acumulada em um ano desde 2002 (12,53%). Em 2014, a inflação medida pelo IPCA totalizou 6,41%, ligeiramente abaixo do teto da meta. O IPCA de dezembro variou 0,96% e ficou 0,05 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (1,01%), informou hoje o IBGE. Ainda assim, foi a taxa mensal mais alta para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%). Em dezembro de 2014, a taxa foi de 0,78% Continuar lendo Inflação oficial no Brasil fecha 2015 em 10,67%, bastante acima do teto da meta e a maior desde 2002

2015 foi uma catástrofe econômica: mas de quem é a culpa?

Ao fazermos uma retrospectiva do ano que passou, nos deparamos com um cenário legitimamente calamitoso. O PIB deverá encerrar 2015 em baixa de pelo menos 3,5%, o desemprego perto de 10% e a inflação próxima a 11%. Trata-se de um típico cenário de estagflação. Mas quais as verdadeiras razões dessa catástrofe econômica? Na visão liberal, a culpa seria da “nova matriz macroeconômica”. Já na visão da esquerda, a culpa seria do ajuste fiscal adotada pelo ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Contudo, na nossa visão, ambas as justificativas estão equivocadas. A atual conjuntura econômica é fruto da perda da competitividade da indústria brasileira associado a fatores conjunturais. Como a indústria de transformação é a principal força motriz do crescimento econômico, a desindustrialização se traduziu em perda do PIB. Continuar lendo 2015 foi uma catástrofe econômica: mas de quem é a culpa?

Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de janeiro de 2016

Agenda Econômica Semanal 4 a 10 de janeiro de 2016 Brasil: A primeira semana do ano começa com a divulgação do IPCA de dezembro e fechamento do ano. Nossa expectativa é de que o indicador registrará inflação de 0,9% no mês, explicada principalmente pela alta nos preços de alimentação e serviços. No ano, o IPCA deverá fechar em +10,6%, resultado bastante além do limite superior da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%. A inflação anual não superava dois dígitos desde 2002, quando ficou em 12,53%. O resultado do IPCA de 2015 é reflexo do forte aumento dos preços … Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 4 a 10 de janeiro de 2016