IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) veio bom e reforçou a nossa expectativa de que a economia brasileira cresceu acima de 1% em 2017. Além disso, os números melhores de atividade devem permitir um crescimento do PIB muito próximo a 3,00% em 2018. Acreditamos que o consumo deve impulsionar a atividade econômica deste ano, porém, não descartamos um resultado um pouco maior que o esperado para os investimentos. Continuar lendo IBC-Br sobe 1,41% em dezembro e +1,04% em 2017, reforçando nossa expectativa de que a economia cresceu em torno de 1% em 2017

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Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de fevereiro de 2018

A semana começa com a expectativa de menor liquidez nos mercados por conta do feriado nos Estados Unidos, enquanto as atenções no Brasil se voltam para a votação sobre a intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro e para os dados da economia: IBC-Br e IPCA-15. O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 1,04% em 2017, informou na manhã desta segunda-feira o Banco Central (BC). O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Este é o primeiro avanço anual após três anos de queda, desde 2013, quando havia subido 4,48%. O resultado ficou dentro do esperado pelo mercado financeiro. Conforme levantamento junto ao mercado, as estimativas para 2017 variavam de +0,90% a +1,20%, com mediana de +1,10%. Considerado uma espécie de prévia do BC para o PIB por analistas, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2017 é de avanço de 1,0%, sendo que este número havia sido informado em dezembro. O IBGE divulgará o dado oficial do PIB do ano passado apenas no dia 1º de março. Para 2018, o BC estima um crescimento de 2,6% para a economia. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de fevereiro de 2018

Banco Central não descarta novo corte de juros

O tom da Ata do Copom, considerada “dovish” (suave) pela REAG, não descarta a possibilidade de haver mais um corte da taxa Selic na reunião de março. Isso posto, uma vez que a sinalização de que o ciclo de cortes na taxa Selic pode ser interrompido na próxima reunião do Copom não foi uma unanimidade entre os membros do colegiado, segundo revelou a ata do encontro da semana passada. Na ocasião, a autoridade monetária desacelerou o passo e cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, ao novo patamar recorde de 6,75% ao ano. Segundo o comunicado divulgado com a nova taxa, o patamar foi definido graças à melhor recuperação da atividade econômica doméstica. Continuar lendo Banco Central não descarta novo corte de juros

Agenda Econômica Semanal – 14 a 18 de fevereiro de 2018

Apesar do feriado de carnaval, teremos importantes eventos na semana. O Banco Central deve trazer elementos adicionais em sua ata, explorando quais hipóteses estão em seu cenário base para o encerramento do ciclo de afrouxamento da política monetária. A agenda de indicadores estará esvaziada, com destaque para a Pesquisa de Serviços de dezembro, que deve calibrar as projeções finais para o PIB de 2017. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 14 a 18 de fevereiro de 2018

IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

O índice de inflação oficial, o IPCA, desacelerou de 0,44% para 0,29% na passagem de dezembro para janeiro, o menor resultado para o mês desde a criação do Plano Real em fevereiro de 1994, enquanto as estimativas apontavam para uma alta de 0,41% no mês passado. Em base anual, o avanço foi de 2,86%, também abaixo das projeções de 2,98%. Uma inflação controlada gera expectativa de que o Banco Central conseguirá manter os juros no nível atual por mais tempo, como alimenta o “recado” deixado pelo Copom ontem de que o corte anunciado ontem foi o último do atual ciclo de ajuste monetário: a décima-primeira queda consecutiva baixou a taxa para 6,75% ao ano, o menor patamar desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. Continuar lendo IPCA de janeiro vem mais fraco do que o mercado esperado, com +0,29%, puxado pelo tombo na tarifa de energia elétrica

Copom reduze a Selic para 6,75%, a menor taxa desde 1999

O Copom do Banco Central anunciou há pouco a redução da Selic em 0,25 ponto porcentual, para 6,75% ao ano, por votação unânime sem viés. Essa era a expectativa da REAG, posicionando a taxa básica de juros ao seu menor patamar desde 1999, quando a instituição passou a divulgar metas para o índice como ferramenta de política monetária. Foi a 11ª redução consecutiva da taxa de juros e se sustenta pela grande ociosidade deixada pela crise, que deve fazer o país crescer sem grandes pressões inflacionárias do lado da demanda. A decisão, amplamente esperada pelo consenso de mercado foi praticamente anunciada na ata de dezembro. Como nada de extraordinário aconteceu desde então, o mercado já precificava esse corte. De qualquer forma, fixar a Selic em 6,50% ou em 6,75% pouca diferença faz para um mercado que se acostumou a ver os juros na casa dos dois dígitos ao longo dos últimos quatro anos. Continuar lendo Copom reduze a Selic para 6,75%, a menor taxa desde 1999

Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de fevereiro de 2018

A semana que antecede o carnaval traz uma agenda pujante para os mercados financeiros. A reunião de política monetária do Banco Central, amanhã e quarta-feira, o IPCA de janeiro na quinta-feira e a volta do Congresso Nacional hoje são os destaques locais da semana. Para o Copom, nossa atenção estará no comunicado, que poderá indicar se esse é o fim do ciclo de alívio monetário, uma vez que é praticamente unânime entre os economistas do mercado que o Banco Central optará por um novo corte da Selic de 0,25 ponto na primeira reunião de 2018, que passaria para 6,75%, renovando sua mínima histórica. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de fevereiro de 2018

Após 3 anos de queda, produção industrial cresce 2,5% em 2017, puxada pela recuperação da indústria automotiva

Após amargar 3 anos seguidos de perdas, a indústria brasileira voltou a crescer e fechou 2017 com crescimento de 2,5%. De acordo com o IBGE, no ano passado a indústria teve o melhor resultado desde 2010, quando a produção industrial havia avançado 10,2%. No ano, quem puxou a expansão da indústria foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 17,2%. No setor automotivo, a expansão foi puxada pela exportação recorde de 762 mil veículos e por aquisições de empresas e taxistas no mercado interno. As vendas no varejo, para o consumidor comum, ainda não se recuperaram, segundo dados da Fenabrave. Continuar lendo Após 3 anos de queda, produção industrial cresce 2,5% em 2017, puxada pela recuperação da indústria automotiva

Contas públicas fecham 2017 com rombo de R$ 110,6 bi, mas em reação sobrenatural, abaixo da meta e 30% menor do que no ano anterior

O setor público consolidado não-financeiro (exclusive Petrobras e Grupo Eletrobras) encerrou o ano de 2017 com déficit de R$ 110,6 bilhões (1,7% do PIB). Apesar de negativo, tal resultado ficou abaixo da meta estipulada para 2017 (déficit de R$ 163,1 bilhões) e também do déficit de R$ 155,8 bilhões registrado em 2016 (quase 30% menor). Na avaliação da REAG, se dimensionado o tamanho do buraco cavado pela crise fiscal e recente recessão, principalmente a partir de 2015, a relativa reação das contas públicas no ano passado chega a ser magnânima e gloriosa. A façanha sobrenatural tem alguns aspectos a se destacar, como o esforço de contenção de gastos do governo e as receitas extraordinárias — de leilões de hidrelétricas e na área de petróleo, e o Refis. Sendo oportuno comentar, no entanto, que são receitas, como diz literalmente o termo, que não se repetem futuramente. Assim, ainda não é momento para amenizarmos a gravidade do quadro, apesar do resultado heroico. Continuar lendo Contas públicas fecham 2017 com rombo de R$ 110,6 bi, mas em reação sobrenatural, abaixo da meta e 30% menor do que no ano anterior

Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de janeiro de 2018

O IPCA-15 de janeiro (terça-feira) será o principal destaque da agenda econômica doméstica e deverá mostrar núcleos ainda comportados. Projetamos que o indicador deve acelerar 0,35% para 0,40%, puxado pela aceleração do grupo Alimentação (Tubérculos, Carnes e Frutas). Se nossa estimativa for confirmada, o grupo Alimentação registrará a sua primeira taxa positiva, após sete meses de deflação, mas um cenário ainda benigno dos núcleos de inflação, favorecido pelo reajuste moderado do salário mínimo em 2018. Na sexta-feira, o INCC deve acelerar de 0,14% para 0,23% em janeiro, impulsionado pelos maiores custos com Materiais e serviços da construção civil. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de janeiro de 2018