Varejo tropeça em agosto, mas não abala a tendência de recuperação

O volume de vendas no varejo brasileiro apresentou queda inesperada em agosto, registrando o pior resultado para o mês em dois anos, com perdas generalizadas nos segmentos de atuação. Contudo, avaliamos que esse movimento seja pontual que não deve interromper a tendência de recuperação do setor. Após de ter ficado estável julho, as vendas do comércio varejista tiveram retração do ritmo de crescimento, com queda de 0,5% na margem (sobre julho, descontado os efeitos sazonais) pelo conceito restrito (ante crescimento nulo entre junho e julho) e uma alta de 0,1% também na margem no ampliado (que inclui o comércio automotivo e de material para construção, vindo de +0,1% em julho). Com relação a agosto de 2016, as vendas apresentaram alta de 3,6% no varejo restrito (quinto resultado positivo consecutivo nessa comparação) e expansão de7,6% no ampliado. Continuar lendo Varejo tropeça em agosto, mas não abala a tendência de recuperação

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Agenda Econômica Semanal – 9 a 15 de outubro de 2017

Embora a semana seja curta, em função do feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida, na próxima quinta-feira, Brasília terá dias quentes a partir desta segunda-feira com o início da análise da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados e com o julgamento que afetará diretamente o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF). A despeito da agitação na agenda política, na economia a semana será tranquila com o destaque para os dados das vendas do varejo em agosto, para as quais esperamos avanço de 0,4% no comércio restrito (contra o mês anterior). O avanço dos indicadores coincidentes como o de vendas dos supermercados (0,6%, Boa Vista) e o de movimento do comércio (0,5%, Serasa) dão suporte a nossa análise. A deflação dos itens do segmento também deve ajudar. No conceito ampliado, que inclui veículos e material de construção, acreditamos que haverá alta de 1,6% na variação marginal em agosto devido às vendas de comerciais leves e automóveis (3,1%, Fenabrave | 1,5%, Anfavea). Apesar da ligeira acomodação em relação aos meses anteriores, o resultado de agosto não será influenciado diretamente pelos saques do FGTS (que terminaram em meados de julho) e, caso nossa projeção se confirme, refletirá uma retomada sustentada do consumo. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 9 a 15 de outubro de 2017

Cenário Macroeconômico setembro/ outubro 2017: otimismo ajuda a dar um empurrãozinho no crescimento econômico, mas sozinho não resolve tudo

O ambiente benigno de queda da inflação e dos juros associado a uma sequência de indicadores positivos de produção e do consumo nos últimos dias propiciam uma onda de otimismo na economia doméstica. As projeções de crescimento do PIB estão subindo, o país entrou em viés de alta. Nesse sentido, o fortalecimento da confiança que vai tomando corpo em todo o país, a começar pelo mercado financeiro, é uma boa notícia. Esse movimento deve estimular a alta do consumo e, eventualmente, espera-se, do investimento, reduzindo a ociosidade da economia e elevando o emprego, com repercussões positivas sobre as contas públicas e a saúde financeira das empresas e das famílias. Continuar lendo Cenário Macroeconômico setembro/ outubro 2017: otimismo ajuda a dar um empurrãozinho no crescimento econômico, mas sozinho não resolve tudo

Bolsonaro: a cara do Brasil das contradições

Como ficaria a economia brasileira se Bolsonaro fosse eleito presidente em 2018?

Igual à economia se o PT assumisse a presidência novamente. Infelizmente essa parece ser a resposta mais adequada a essa pergunta.

Por mais estranho que pareça ser, as ideias anacrônicas de Bolsonaro para a economia têm muitas semelhanças com as defendidas pelo PT e por outros partidos ditos organizações de esquerda.

Em outras palavras, parece ser grande a possibilidade de Bolsonaro se usar das mesmas práticas nacional-desenvolvimentista praticadas por Lula-Dilma-Temer, cuja herança perversa é amargada hoje e ainda precisará ser digerida nos próximos anos. Continuar lendo Bolsonaro: a cara do Brasil das contradições

Queda da produção industrial em agosto (-0,8%) não muda tendência de alta

A indústria brasileira recuou ligeiramente em agosto, interrompendo quatro meses seguidos de alta, pressionada principalmente pelo setor de alimentos. Esse movimento, entretanto, que não atrapalha o ritmo de recuperação do setor. A produção industrial no Brasil caiu 0,8% em agosto sobre julho, informou o IBGE, contra a expectativa de estabilidade do mercado. Esse é o resultado mais fraco desde março último (-1,6%). Na avaliação da REAG, a queda da produção em agosto foi pontual e concentrada em poucos grupos de muito peso no índice, sem quebra da tendência de recuperação, uma vez que não há mudança conjuntural. Na comparação com agosto de 2016, o setor avançou 4%, o melhor resultado para o mês nessa base de comparação desde 2010. Continuar lendo Queda da produção industrial em agosto (-0,8%) não muda tendência de alta

Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de outubro de 2017

IPCA e produção industrial são os destaques da agenda desta semana

Nesta semana ocorrerá a divulgação do IPCA de setembro e dados da produção industrial de agosto. Esperamos arrefecimento tanto da inflação quanto da indústria, reforçando nosso cenário de recuperação lenta e gradual da economia sem pressões inflacionárias. O IPCA de setembro (sexta-feira) deve desacelerar de 0,19% para 0,07%, puxado pela intensificação do ritmo de queda dos preços da energia elétrica, pelo barateamento dos alimentos (leite, tomate, arroz e feijão) e pelo arrefecimento dos preços dos combustíveis. Caso nossa projeção se confirme, a inflação em 12 meses desacelerará de 2,46% para 2,44%, dando continuidade a trajetória descendente iniciada em setembro de 2016. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de outubro de 2017

Agenda Econômica Semanal – 25 a 30 de setembro de 2017

Indicadores da situação fiscal são o destaque da agenda doméstica

A semana trará novos dados da situação fiscal, com divulgação do resultado primário e informações da dívida pública. Esperamos que o resultado primário do governo central de agosto (quinta-feira) deve ficar entre–R$16,0 bilhões e -R$ 20 bilhões, refletindo o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas. Limitando o tamanho do déficit, vale destacar as receitas, que devem ser beneficiadas pela boa arrecadação, pelo recebimento de valores referentes às outorgas, pelo ágio do leilão de dos aeroportos e por parte da devolução dos precatórios não sacados. A razão dívida / PIB deve encerrar o ano em 76,8%, ajudada pela devolução dos recursos do BNDES ao Tesouro. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 25 a 30 de setembro de 2017

Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de setembro de 2017

O foco desta semana no Brasil serão os dados de inflação, com os principais eventos concentrados na quinta-feira: divulgação do IPCA-15 e do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Em linhas gerais esperamos continuidade do cenário inflacionário benigno. O IPCA-15 de setembro deve desacelerar de 0,35% para 0,13%, refletindo o barateamento dos alimentos, bem como o menor ritmo de alta dos preços de Energia elétrica devido à troca da bandeira tarifária de vermelha para amarela em setembro. Já no RTI, documento importante para a atualização do cenário do Banco Central para a economia doméstica e avaliação da trajetória da Selic neste final de ciclo de flexibilização monetária, a autoridade monetária deve manter a projeção de inflação observada no último Copom, que estava em 3,3% para 2017 e 4,4% para 2018. Diante disso, ganha importância o acompanhamento das estimativas para o IPCA no 2º semestre de 2019. Continuar lendo Agenda Econômica Semanal – 18 a 24 de setembro de 2017

Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

A chamada “superquarta”, jornada de acontecimentos relevantes que aconteceu ontem (quarta-feira, 13 de setembro) nos cenários político, jurídico e policial da capital federal, Curitiba e Porto Alegre parece que nem fez cosquinhas no mercado financeiro e, muito pelo contrário, atiçou o apetite dos investidores. A bolsa de valores bateu recorde e as cotações do dólar, em baixa, sugerem, pelo menos, que os humores estão melhorando. Estavam em jogo eventos que afetam os destinos do presidente Michel Temer (PMDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do ex-ministro José Dirceu (PT), além de novos capítulos da novela Joesley Batista (dono da J&S), das regras para as eleições de 2018 e até as normas para o novo Refis. Embora o lamaçal no campo político-empresarial-policial não pare de transbordar, a economia anseia respirar novos ares. Continuar lendo Reação do mercado à “superquarta” ainda pede canja de galinha

Cenário Macroeconômico agosto/setembro 2017: nível de atividade dá sinais de vida, mas incerteza política ainda é uma constante

Se pelo lado político o mês de agosto foi mais um mês marcado por incertezas, pelos desarranjos nas contas públicas e pelo fastio político por aprovar reformas; pelo lado dos indicadores de atividade foi um mês marcado por um suspiro de esperança e alento à retomada do crescimento, mesmo que ainda duvidoso quanto à velocidade da recuperação e possível estagnação.

O Congresso voltou do recesso com menos vontade para votar a reforma da previdência e o governo, desgastado pelas denúncias de corrupção, também não demonstra mais a força que o caracterizou no primeiro semestre. Assim, do ponto de vista da economia, os reflexos são nada animadores: revisão da meta de déficit primário para R$ 159 bilhões para este ano e para 2018. As consequências ainda são incertas, a não ser o fato de que o crescimento da dívida bruta terá sua trajetória agravada e que a volta aos superávits primários ficará para a próxima década. No mais, sobram as mesmas dúvidas de sempre: as metas fiscais serão cumpridas ou teremos novas revisões?; o governo será disciplinado o suficiente para reduzir o déficit mesmo em um ano eleitoral?; qual a situação fiscal que o próximo governo vai herdar? Continuar lendo Cenário Macroeconômico agosto/setembro 2017: nível de atividade dá sinais de vida, mas incerteza política ainda é uma constante