Ata do Copom, relatório de inflação e Previdência estão no radar da agenda doméstica

Ata do Copom e Relatório de Inflação devem trazer informações adicionais sobre a sua última reunião, além de possíveis sinais sobre redução de juros à frente. Além disso, o resultado do IPCA-15 de junho (previsão de +0,11%) e os dados de mercado de trabalho de maio e junho devem corroborar o cenário de inflação controlada e de atividade enfraquecida. A ata da última reunião do Copom e o IPCA-15 de junho serão divulgados na terça-feira. O Relatório trimestral de Inflação e o IGP-M de junho saem na quinta-feira. Nesta segunda-feira, a Receita Federal divulga (às 14h00) o resultado da arrecadação de maio. Continuar lendo Ata do Copom, relatório de inflação e Previdência estão no radar da agenda doméstica

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Copom é o destaque da agenda doméstica e decisão deverá ser a de manutenção da taxa de juros

Apesar do feriado de Corpus Christi na quinta-feira, a semana terá importantes publicações. Na quarta-feira, teremos o principal evento da semana: a reunião do Copom. No encontro, o Banco Central deve manter a taxa básica de juro em 6,50%, apesar dos crescentes sinais de desaceleração da atividade. Contudo, a comunicação do Comitê deverá ser ajustada, no sentido de sinalizar que o balanço de riscos para a inflação está assimétrico para baixo, o que poderia ser o primeiro passo para uma redução à frente, como esperamos. Entendemos que o balanço de riscos para a inflação está se deslocando para o campo positivo, embora a incerteza sobre a aprovação da reforma da Previdência persista. Muito provavelmente o discurso de “serenidade, cautela e perseverança” será retirado da comunicação oficial. Continuar lendo Copom é o destaque da agenda doméstica e decisão deverá ser a de manutenção da taxa de juros

Produção industrial cresce 0,3% em abril, mas ainda acumula queda de 2,7% no ano

A produção industrial brasileira registrou em abril uma alta de 0,3% (série com ajuste sazonal), na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou hoje o IBGE. Apesar do crescimento, o avanço foi insuficiente para recuperar a perda de 1,4% de março. Nos 4 primeiros meses de 2019, o setor industrial acumula queda de 2,7% frente ao mesmo período de 2018. Na comparação com abril do ano passado, a produção da indústria caiu 3,9%. Trata-se do pior resultado para um mês de abril desde 2017, quando a indústria registrou alta de 0,2% ante março e queda de 4,5% ante o mesmo mês do ano anterior. Continuar lendo Produção industrial cresce 0,3% em abril, mas ainda acumula queda de 2,7% no ano

Produção industrial e inflação ao consumidor são destaques da agenda doméstica desta semana

Estimamos ligeira recuperação da indústria em abril, com expansão de 0,4% no mês, ainda sinalizando fraca retomada da economia doméstica. Dá suporte à estimativa, os bons indicadores coincidentes, como o da expedição de papel ondulado (4,2%, ABPO) e o da produção de aço (2,8%, IBS). Continuar lendo Produção industrial e inflação ao consumidor são destaques da agenda doméstica desta semana

1º PIB do governo Bolsonaro: copo cheio, não voltamos à recessão; copo vazio, economia ainda está estagnada

Dependendo da ótica como enxergamos o resultado do PIB no 1º trimestre de 2019, podemos ter uma sensação de alívio ou de angústia. Se a perspectiva é vislumbrar um copo cheio, constata-se que a economia brasileira (ainda) não está em recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de contração de atividade. Era temerário que o resultado fraco do final de 2018 fosse revisado para baixo, entrando em território negativo, o que não aconteceu. Por outro lado, se o objetivo é enxergar o copo vazio, angustia-se saber que o resultado do primeiro trimestre veio negativo, o que não acontecia desde 2016, interrompendo o ritmo de retomada. Continuar lendo 1º PIB do governo Bolsonaro: copo cheio, não voltamos à recessão; copo vazio, economia ainda está estagnada

Nesta semana, PIB do 1T19 é o indicador mais esperado pelo mercado

A agenda econômica desta semana será pautada pela divulgação do PIB do primeiro trimestre, algo previsto para quinta-feira pelo IBGE. O consenso de mercado estima que o PIB do 1º trimestre recuará 0,2%. Com a confirmação do dado, as estimativas de crescimento em 2019 tendem a ser revisadas pelo mercado, mantendo a tendência baixista das últimas semanas. Continuar lendo Nesta semana, PIB do 1T19 é o indicador mais esperado pelo mercado

IPCA-15 é destaque da agenda econômica e Previdência volta ao debate no Congresso

O destaque na agenda local desta semana fica por conta do IPCA-15 de maio (sexta-feira), além da divulgação do boletim Focus (segunda-feira). Para a prévia do IPCA de maio a REAG projeta desaceleração de 0,72% para 0,66%, refletindo o movimento de arrefecimento do grupo Alimentação em Domicílio. Esta semana teremos também o IPC-S da 3ª quadrissemana do mês, que deve mostrar novo recuo, também influenciado pela tendência de queda no preço dos alimentos. A queda deverá ser atenuada pelo avanço dos preços de energia elétrica. Continuar lendo IPCA-15 é destaque da agenda econômica e Previdência volta ao debate no Congresso

IBC-Br tem perda de 0,68% no 1T19, sinalizando falta de norte para o governo

O IBC-Br, conhecido com uma “prévia do PIB”, registrou baixa de 0,68% no primeiro trimestre de 2019 na comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2018), pela série ajustada, informou hoje o Banco Central. Segundo a autoridade monetária, o índice acumulou alta de 0,23% no trimestre até março de 2019 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,05% nos 12 meses encerrados em março. Em outras palavras, essa leitura do indicador, conjuntamente com a inflexão nos indicadores de confiança, corrobora nosso entendimento de que o motor da economia está sem potência para subir a ladeira do crescimento. Nesse sentido, muito provavelmente o PIB do 1º trimestre de 2019 deve vir com perda, estimada em -0,3% na comparação com o trimestre anterior. Continuar lendo IBC-Br tem perda de 0,68% no 1T19, sinalizando falta de norte para o governo

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação da ata do Copom e para os indicadores de atividade econômica

A ata deverá corroborar a visão de que há espaço para algum corte de juros à frente, apesar do tom de cautela que tem sido repetido nos últimos meses. O volume de vendas do setor de serviços e o IBC-Br devem encerrar o ciclo de divulgações conjunturais relevantes para o PIB do primeiro trimestre. Esperamos queda de 0,8% e alta de 0,2%, respectivamente, na margem. Continuar lendo Na agenda doméstica, destaque para a divulgação da ata do Copom e para os indicadores de atividade econômica

IPCA de abril se aproxima de 5% em 12 meses, mas expectativa é de fechar o ano abaixo do centro da meta, em torno de 4%

A inflação oficial brasileira desacelerou mais do que o esperado em abril, mas ainda assim permaneceu acima da meta oficial e se aproximou de 5% em 12 meses depois de o Banco Central ter avaliado que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico. O IPCA subiu em abril 0,57%, ante 0,75% no mês anterior, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Apesar da desaceleração, trata-se da maior taxa para um mês de abril desde 2016, quando o índice foi de 0,61%. A inflação de abril foi pressionada principalmente pela alta dos preços de alimentos, combustíveis e remédios. Continuar lendo IPCA de abril se aproxima de 5% em 12 meses, mas expectativa é de fechar o ano abaixo do centro da meta, em torno de 4%